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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

O FEITOR INFIEL E O DIA DAS CONTAS

Redde rationem villicationis tuae; iam enim non poteris villicare – “Dá conta da tua administração; já não poderás ser meu feitor” (Luc. 16, 2).
Sumário. De todos os bens que temos recebido de Deus, não somos donos, senão simplesmente administradores; e na hora da morte teremos de dar contas exatas a Jesus Cristo, o juiz inexorável. É o que nos ensina a parábola proposta no Evangelho deste dia. Examinemos, pois, que uso temos feito até hoje dos talentos recebidos e dos bens da graça, e se acharmos que estivemos em falta, tomemos a resolução de nos emendar quanto antes. Quem sabe, meu irmão, dentro de que breve tempo se nos dirá também: Redde rationem – “Dá conta“?
I. Dos bens que temos recebido de Deus, nós não somos donos, de maneira que possamos dispor deles a nosso bel prazer, mas somente administradores. Devemos, pois, empregá-los segundo a vontade de Deus e dar à hora da morte conta deles a Jesus Cristo, o juiz inexorável — É isto o que, no dizer dos santos Padres, significa a parábola que no Evangelho deste dia o Senhor propõe à nossa consideração.
“Havia um homem rico”, diz Jesus, “que tinha um administrador, do qual lhe denunciaram que dissipava seus bens. Chamando-o, disse-lhe: Que ouço dizer de ti? Dá conta de tua gestão, porque d’aqui em diante não poderás mais ser administrador.”
Pára aqui um pouco e considera o rigor do juízo divino. Os santos, posto que tivessem feito o melhor uso possível dos talentos que lhes foram confiados e os houvessem feito frutificar, uns dois por um, outro cinco, outro dez (1); posto que tivessem empregado todo o tempo da sua vida em preparar o livro das contas, todavia, quando estavam para passar desta vida para a eternidade, julgaram nada terem feito e tremiam.
Assim tremia Santa Maria Madalena de Pazzi, que respondeu ao confessor que a animava: “Ah padre, é coisa terrível o ter que comparecer perante o tribunal de Jesus Cristo!” Tremia Santo Agatão depois de ter passado tantos anos no deserto a fazer penitência e dizia aos que lhe cercavam o leito: “Que será de mim quando for julgado?” Tremia o Venerável Luiz da Ponte, e tremia tanto que fazia também tremer o quarto onde estava. – E tu, meu irmão, que dizes? Que fazes? Se neste momento o Senhor te deixasse morrer e te citasse a seu tribunal, que havias de responder a este terrível: Redde rationem – “Da conta“?
II. Continua a parábola dizendo que o feitor infiel, vendo o grande risco que corria de cair em miséria extrema, logo pensou em reparar o mal feito. E posto que o expediente de que lançou mão fosse todo em seu proveito, com prejuízo do dono, este, contudo, o elogiou, por ter agido com prudência. – Da mesma presteza devemos nós também usar, se não quisermos merecer a repreensão que “os filhos deste século são mais precavidos que os filhos da luz.”
Por isso exorta-nos o Espírito Santo: Quodcumque facere potest manus tua, instanter operare (2) – “Obra com presteza tudo quanto pode fazer tua mão“. Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje; porque o dia de hoje passa e amanhã virá talvez a morte que te impossibilitará de fazer algum bem e de remediar o mal. Numa palavra, mister é que prepares as contas, antes que venha o dia das contas. – Entretanto, conclui o Evangelho, se puderes dar esmolas, com as riquezas iníquas faze dos pobres os teus amigos; para que quando necessitares, te obtenham de Deus a graça de uma boa morte, e assim te recebam nos tabernáculos eternos.
Meu amabilíssimo Jesus, graças Vos dou pelas luzes e pelo tempo que agora me concedeis, para reparar as desordens da minha vida passada. Desgraçado de mim! Dos bens da alma e do corpo, que me destes afim de que me servisse deles para Vos amar, e alcançasse a minha eterna salvação, eu abusei para Vos ultrajar e me precipitar no inferno. Senhor, detesto a minha ingratidão mais do que todos os outros males; peço-Vos perdão e prometo que não tornarei mais a ofender-Vos. Não, meu Jesus, não quero mais ofender-Vos, quero amar-Vos sempre com todas as minhas forças. – “Vós, porém, ó Senhor, concedei-me, pela vossa misericórdia, que meu espírito cogite sempre o que é reto e faça o que é justo: para que, já que não posso subsistir sem Vós, viva sempre conforme a vossa vontade.” (3) – Doce Coração de Maria, sêde minha salvação. (*III 511.)
1. Luc. 19, 16.
2. Ecl. 9, 10.
3. Or. Dom. curr.
Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo II – Santo Afonso
Fonte:

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

A ALMA CULPADA DIANTE DO JUIZ DIVINO

Omnes nos manifestari oportet ante tribunal Christi – “Todos nós devemos manifestar-nos diante do tribunal de Cristo” (2 Cor. 5, 10).
Sumário. Têm-se visto criminosos banhados em suor frio, na presença de um juiz terrestre. Que maior terror não deve sentir o pecador diante do tribunal de Jesus Cristo? Ó céus! Verá acima de si o Juiz irritado, por baixo o inferno aberto, a um lado os pecados que o acusam, ao outro os demônios armados para o seu suplício. O Bem-aventurado Juvenal Ancina, impressionado por esta grande verdade, resolveu deixar o mundo e fez-se religioso. Meu irmão, o que farás? Continuarás a viver em teu estado de tibieza?
É sentimento comum entre os teólogos, que o juízo particular se faz logo que o homem expira, e que no próprio lugar onde a alma se separa do corpo, aí é julgada por Jesus Cristo, que não manda alguém em seu lugar, mas vem ele mesmo para a julgar. Qual não será o espanto daquele que, vendo pela primeira vez seu Redentor, o vir indignado!
Ante faciem indignationis eius quis stabit? (1) – “Diante da face de sua indignação quem é que poderá subsistir?” Este pensamento causava tal estremecimento ao Padre Luiz Dupont, que fazia tremer consigo a cela onde se achava. O Bem-aventurado Juvenal Ancina, ouvindo cantar o Dies irae, e pensando no terror que se há de apoderar da alma ao comparecer em juízo, resolveu deixar o mundo, o que efetivamente fez. – O aspecto do Juiz indignado será o anúncio da condenação: Indignatio regis, nuntii mortis (2). Segundo São Bernardo, será maior sofrimento para a alma ver Jesus Cristo indignado do que estar no inferno.
Têm-se visto criminosos banhados em suor frio na presença de um juiz terrestre. Pison, comparecendo no senado em traje de réu, sentiu tamanha confusão, que a si próprio se deu a morte. Que pena não é para um filho ou para um vassalo ver seu pai ou seu príncipe indignado! Que maior mágoa não deve sentir a alma à vista de Jesus Cristo, a quem desprezou durante toda a vida! Videbunt in quem transfixerunt (3) – “Verão aquele a quem traspassaram”. Esse Cordeiro, tão paciente durante a vida do pecador, então mostrar-se-lhe-á irritado, sem esperança de se deixar aplacar. Pelo que a alma pedirá às montanhas que a esmaguem e a furtem às iras do Cordeiro indignado: Montes, cadite super nos, abscondite nos ab ira Agni (4).
Opinam os Doutores que o divino Juiz virá julgar a alma em forma humana, e portanto com as mesmas chagas com que deixou a terra. Estas chagas serão motivo de consolação para os justos, mas que terror e espanto não inspirarão ao pecador! A vista do Homem-Deus, que, morreu para o salvar, far-lhe-á sentir mais vivamente a sua ingratidão.
Quando José do Egito disse a seus irmãos: Eu sou José, a quem vendestes, diz a Escritura, que pelo terror perderam a fala e ficaram calados (5). Que responderá, pois, o pecador a Jesus Cristo? Terá coragem de lhe pedir misericórdia, quando, primeiro que tudo, tem de lhe dar contas do abuso que fez da misericórdia? Que fará então? Pergunta Santo Agostinho, para onde fugirá o miserável, quando vir acima de si o Juiz irritado, por baixo o inferno aberto, a um lado os pecados que o acusam, a outro os demônios armados para execução do suplício e dentro de si os remorsos de sua consciência?
Ó meu Jesus, quero chamar-Vos sempre Jesus; vosso nome me consola e me anima, recordando-me que sois o Salvador que morreu para me salvar. Aqui me tendes a vossos pés; confesso que mereci o inferno tantas vezes quantas Vos ofendi pelo pecado mortal. Sou indigno de perdão, mas Vós morrestes para me perdoar. Ah, meu Jesus, perdoai-me antes de virdes a julgar-me. Então não poderei implorar a vossa misericórdia; mas agora posso pedi-la e espero-a. Então vossas chagas me inspirarão terror, agora insipiram-me confiança. Meu querido Redentor, acima de todos os males, arrependo-me de ter ofendido a vossa bondade infinita. Estou resolvido, antes, a aceitar todas as penas, todos os sacrifícios, do que vir a perder a vossa graça. Amo-Vos de todo o coração. Tende piedade de mim, segundo a vossa grande misericórdia: Miserere mei secundum magnam misericordiam tuam (6). – Ó Maria, Mãe de misericórdia, Advogada dos pecadores, obtentede-me uma grande dor dos meus pecados, o perdão e a perseverança no amor divino. Amo-vos, ó minha Rainha, e em vós ponho minha confiança. (II 108.)
  1. Nah. 1, 6.
    2. Prov. 16, 14.
    3. Io. 19, 37,
    4. Apoc. 6, 16.
    5. Gen. 45, 4.
    6. Ps. 50, 1.
Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo II – Santo Afonso

Fonte:
http://catolicosribeiraopreto.com/

terça-feira, 22 de julho de 2014

Diferenças entre Juízo Particular e Universal


Hoje gostaria de falar um pouco sobre um tema que é certamente causa de muitas dúvidas, confusões e deturpações em nosso meio. Afinal o que acontece com nossa alma após a morte? Porque a Igreja fala em juízo particular e juízo universal? Todos passarão por esse juízo??

Com esse tema inicio uma categoria de CATEQUESE no blog, onde abordaremos os principais temas inerentes à nossa fé e que nos ajudarão na nossa dura caminhada por esse "vale de lágrimas", sempre focados e determinados a ODIAR o pecado e AMAR a santidade!

Esse foi um dos temas da catequese que o REV Padre Ernesto Cardozo deu depois da Santa Missa de ontem em Pouso Alegre. Vou usar dessa catequese para escrever sobre esse assunto, assim como do sempre necessário Catecismo de São Pio X.

A sociedade atual está submersa a uma grande confusão doutrinal, pois tudo e todos, na visão "luciferiana" do mundo, passaram a ser bons e assim, com tantas "coisas boas", já não sabemos que caminho seguir e muito menos que caminhos não seguir. Os protestantes que para a igreja pós Concílio Vaticano II são chamados de "nossos irmãos" no lugar de HEREGES, tem infinitas possibilidades doutrinárias para o que acontece depois da morte, assim como em cada esquina temos um 'buteco' herege protestante, assim temos também essa diversidade de [des]ensinamentos. No geral a ideia dos protestantes é que todos vão direto para o céu (não aceitam o purgatório) e que só os Católicos vão para o inferno. Quem tenta entender essa lógica protestante certamente ficará perdido. Aqui citei apenas os hereges protestantes para exemplificar a confusão que estamos submersos, mais ainda poderia citar inúmeras outras doutrinas que deturpam em primeiro lugar o sentido da morte e em segundo o do julgamento pós morte.

Vamos agora entender a questão do julgamento com os ensinamentos SÓLIDOS de mais de 2MIL anos da Santa Igreja Católica que é a UNICA e VERDADEIRA Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Cabe aqui um parentese para que entendamos que temos uma perfeita união, criada pelo Bom Deus, de corpo e alma, sendo que o corpo NÃO SOBREVIVE sem a alma, tanto é que após a morte tem inicio o processo de decomposição do corpo.

Vamos iniciar falando o Juízo Particular que acontece logo após nossa morte. Todos passarão por esse juízo onde ficaremos diante do Supremo Juiz e seremos julgados por nossos atos enquanto militantes. A partir desse julgamento temos dois destinos eternos e um parcial, sendo eternos o CÉU para os santos e o INFERNO para os que não se arrependem e parcial o purgatório que serve para que a alma entre no céu TOTALMENTE PURA, pois como sabemos nada de impuro entra no reino dos céus!

Pouquíssimas são as almas que vão direto ao céu, a maioria acaba passando pelo purgatório(falaremos sobre o purgatório em outra catequese), sendo que as almas ficam no purgatório por períodos de tempo diferentes uma das outras, isso dependendo das suas necessidades particulares de purificação. Aqui podemos notar a importância de se rezar pelas almas do purgatório, lembro aqui de uma frase citada pelo REV. Padre Ernesto sobre a morte e a oração pelas almas: "As flores que levamos aos túmulos murcham e estragam, as nossas lágrimas secam, porém as nossas ORAÇÕES são de validade ETERNA!". Rezemos sempre pelas Almas do Purgatório que apesar de ter o céu garantido, sofrem as mesmas penas que sofreriam no inferno com o enorme alívio de saber que após esse sofrimento irão ao Céu.

Sobre o Julgamento Universal temos no sétimo artigo do Credo a afirmação de que Jesus há de vir julgar os vivos e os mortos no fim do mundo. Nosso Senhor Jesus Cristo virá do céu cheio de glória e majestade para julgar TODOS os homens, vivos ou mortos para dar a cada um o prêmio ou castigo conforme merecimentos.

Mesmo as almas que já tiveram seu juízo particular também participarão como réus no Juízo Universal, onde TODOS poderão ver os pecados e também os méritos de todos. Peguemos como exemplo o virtuoso Bispo Dom Marcel Lefebvre ou Dom Antônio de Castro Mayer, esses valentes guerreiros defenderam com todas as suas forças a Santa Igreja contra os abusos e mudanças propostas pelo nefasto Concílio Vaticano II. Para muitos esses dois bispos morreram como loucos, cismáticos e para outros até foram condenados ao inferno. Sendo assim para maior glória de Deus, confusão dos maus e glória dos Santos será dado a conhecer a TODOS o que eles fizeram, quantas almas salvaram e em oposição será mostrado a todos aqueles pomposos que tomaram conta do vaticano, que foram até canonizados como santos mais que não passavam de destruidores da Fé católica e que conduziram muitas almas ao inferno, destino esse que lhes está reservado. Em poucas palavras no Juízo final as mascaras vão cair, isso tanto para os grandes pecados quanto para os pequenos, pois NADA passa diante do Supremo Juiz! 

Sendo assim podemos concluir que TODOS passaremos por 2 juízos sendo o primeiro logo após a morte e o segundo no fim do mundo. Por isso nos preparemos para esse dia terrível onde nossas mascaras hão de cair! Vivamos a cada dia como se fosse esse o do nosso julgamento, pois pode ser e jamais nos esqueçamos que NADA podemos esconder do Bom Deus, do sacerdote muitas vezes sim, mais do Bom Deus JAMAIS! Portanto vamos buscar uma confissão completa de nossos pecados, fazendo um correto e satisfatório exame de consciência e nos arrependendo verdadeiramente de ter ofendido ao Bom Deus!


+Pax
Ataíde Maria - Indigno Escravo da Santíssima e Sempre Virgem Maria!

Fonte:
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