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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Como lidar com as distrações durante a oração, segundo Santa Teresa de Lisieux

 Santa Teresa de Lisieux

Santa Teresa de Lisieux (Santa Teresinha do Menino Jesus)


A "Pequena Flor" oferece o seu conselho simples para quem luta para rezar com fervor

Muitos de nós, quando paramos para rezar, somos bombardeados por distrações constantes. Pode ser qualquer coisa: desde o tique-taque do relógio até uma buzina ao longe, ou, sobretudo, uma enxurrada de pensamentos dispersos sobre pessoas, assuntos, tarefas, relacionamentos…

Sim, pode ser difícil focar em Deus e manter uma conversa com Ele!

No entanto, essas distrações nem sempre são “distrações”: podem até ser pensamentos que Deus mesmo nos introduz, visando o nosso benefício espiritual.

Veja o que Santa Teresa de Lisieux (Santa Teresinha do Menino Jesus) escreveu sobre as distrações durante a oração:

"Eu também tenho muitas [distrações], mas, assim que me dou conta delas, oro por aquelas pessoas cujo pensamento está desviando a minha atenção, e, dessa forma, elas colhem benefício das minhas distrações".

Pois é: às vezes, Deus quer desviar a nossa atenção para lançar luz sobre algum amigo ou familiar em dificuldades. Eles podem precisar das nossas orações e da nossa caridade. Assim, a distração se volta para o lado certo e, em vez de nos afastar de Deus, nos aproxima d'Ele e do Seu desígnio divino.

O crucial é estarmos atentos quando isso acontece e percebermos quando estamos pensando em alguém - ou mesmo em algo que tenhamos visto numa rede social. Em alguns casos, Deus pode estar querendo que pensemos e rezemos por essa pessoa e estendamos a mão para ela.

São Josemaria Escrivá nos ensina que, "quanto mais próximo um apóstolo está de Deus, mais universais são seus desejos. Seu coração se expande e acolhe tudo e todos em seu desejo de colocar o universo aos pés de Jesus".

Então, da próxima vez que você se sentir distraído durante a oração, ofereça essa dificuldade a Deus e abra o seu coração para o que Deus quiser comunicar a você naquele momento.

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

Esta é a oração que Santa Teresinha rezava todas as manhãs

 Santa Teresinha

Nesta prece, Santa Teresinha demonstra claramente o profundo amor que ela nutria por Deus. Então, se você está se sentindo sem inspiração quando acorda, recorra a essa linda oração!

Santa Teresinha do Menino Jesus (Santa Teresa de Lisieux) sempre começava o dia com uma oração que ela mesma compôs. Isto deveu-se, em parte, à sua participação no Apostolado da Oração. Ela, de fato, começou a participar desse apostolado quando tinha apenas 12 anos de idade.

Nesta prece, a freira carmelita demonstra claramente o profundo amor que nutria por Deus. Então, se você está se sentindo sem inspiração quando acorda, comece a rezar esta oração de Santa Teresinha do Menino Jesus!

"Ó meu Deus, ofereço-Te todas as minhas ações deste dia pelas intenções e pela glória do Sagrado Coração de Jesus.

Desejo santificar cada batida do meu coração, cada pensamento, as minhas obras mais simples, unindo-as aos seus méritos infinitos; e quero reparar os meus pecados, lançando-os na fornalha do seu amor misericordioso.

Ó meu Deus, peço-Te para mim e para aqueles que me são caros, a graça de cumprir perfeitamente a Tua Santa Vontade, de aceitar por amor de Ti as alegrias e as penas desta vida passageira, para que possamos um dia estar unidos no Céu por toda a eternidade.

Amém."

segunda-feira, 24 de julho de 2023

Oração de Santa Teresinha para oferecer seu dia a Deus

 

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Anneka | Shutterstock


"Peço-vos para mim e para aqueles que me são caros"

Esta é uma oração de Santa Teresinha para oferecer seu dia a Deus e assim colher as bênçãos de Sua graça. Pode ser rezada em qualquer momento do dia.

Meu Deus, ofereço-vos todas as ações que farei hoje, 
nas intenções e para a glória do Sagrado Coração de Jesus. 
Quero santificar as batidas do meu coração, 
meus pensamentos e obras mais simples, 
unindo-os aos seus méritos infinitos, 
e reparar minhas faltas, 
lançando-as na fornalha de Seu Amor Misericordioso.

Oh, meu Deus! 
Peço-vos para mim e para aqueles que me são caros 
a graça de cumprir perfeitamente vossa santa vontade, 
de aceitar por vosso amor as alegrias e as penas desta vida passageira, 
para que estejamos um dia reunidos no Céu, 
por toda a eternidade. 

Amém

domingo, 11 de junho de 2023

Santa Teresinha e seus 5 passos em preparação para a Comunhão

 

SAINTE THERESE DE LISIEUX

Public domain


Uma inspiração para todos nós!

A maioria dos santos teve uma relação muito especial com a Sagrada Comunhão. Santa Teresinha do Menino Jesus, por exemplo, relata o que fazia durante a preparação para receber a Sagrada Comunhão.

Os 5 passos abaixo estão em sua autobiografia (História de uma Alma):

1. Imagino minha alma como um terreno livrepeço à Santíssima Virgem para tirar os entulhos que o possam impedir de estar livre;

2. em seguida, suplico-lhe levantar ela mesma uma vasta tenda, digna do Céu, que a orne com seus próprios adornos;

3. depois, convido todos os Santos e Anjos a virem fazer um magnífico concerto. Parece-me que, ao descer ao meu coração, Jesus fica contente de se ver tão bem recebido, e fico contente também;

4. tudo isso não impede que as distrações e o sono venham me visitar;

5. mas, ao sair da ação de graças, vendo que a fiz tão mal, tomo a resolução de ficar o dia todo em ação de graças

Depois da Comunhão

Santa Teresinha também revela como ficava a sua alma depois de receber a Comunhão:

Não posso dizer que frequentemente recebia consolos ao fazer minhas ações de graças depois da missa; talvez seja a hora em que recebo menos. No entanto, acho isso muito compreensível, pois me ofereci a Jesus não como alguém desejoso de sua própria consolação em Sua visita, mas simplesmente para agradar Aquele que se entrega a mim.

Uma verdadeira inspiração para todos nós, não é?

quinta-feira, 9 de julho de 2020

Santa Teresinha explica como lidar com pessoas que nos irritam

Há na comunidade uma irmã que tem o talento de me desagradar em todas as coisas; os seus modos, as suas palavras, o seu carácter eram-me muito desagradáveis. No entanto é uma santa religiosa que deve ser muito agradável ao bom Deus; assim, não querendo ceder à antipatia natural que sentia, disse a mim própria que a caridade não devia ser composta por sentimentos, mas por obras. 

Decidi então fazer por esta irmã aquilo que faria pela pessoa que mais amasse. Cada vez que a encontrava rezava ao Senhor por ela, oferecendo-Lhe todas as suas virtudes e méritos. Sentia que isso agradava a Jesus, pois não existe artista que não goste de receber louvores pelas suas obras e Jesus, o artista das almas, fica feliz quando não nos detemos no exterior mas, penetrando até ao santuário íntimo que Ele escolheu para morar, admiramos a sua beleza. 

Não me contentava em rezar muito pela irmã que me suscitava tantos combates, obrigava-me a fazer-lhe todos os favores possíveis e, quando tinha a tentação de lhe responder de modo desagradável, contentava-me em lhe fazer o meu sorriso mais amável e fazia por desviar a conversa. 

E também muitas vezes, tendo algumas relações de trabalho com essa irmã, quando os embates eram demasiado violentos, fugia como um desertor. Como ela ignorava totalmente o que eu sentia por ela, nunca desconfiou dos motivos da minha conduta e continua persuadida de que o seu carácter me agrada. 

Um dia, no recreio, disse-me mais ou menos estas palavras com um ar muito contente: «Pode dizer-me, irmã Teresa do Menino Jesus, o que a atrai tanto em mim, pois de cada vez que olha para mim vejo-a sorrir?» Ah, o que me atraía era Jesus, escondido no fundo da sua alma. Jesus torna doces as coisas mais amargas.

Santa Teresinha do Menino Jesus in Manuscrito autobiográfico (C 13 v°-14 r°)

terça-feira, 25 de junho de 2019

Santa Teresinha do Menino Jesus nos fala do amor aos inimigos




"Claro que no Carmelo não se encontram inimigos, mas, enfim, há simpatias e antipatias..."

«Ouvistes o que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem» (Mt 5,43-44)
Claro que no Carmelo não se encontram inimigos, mas, enfim, há simpatias; sentimos mais afinidade por essa irmã, enquanto aquela nos levaria até a fazer um desvio para não encontrá-la. Assim, sem mesmo o saber, ela torna-se objecto de perseguição.
Pois bem: Jesus me diz que é preciso amar aquela irmã, rezar por ela, mesmo que a sua conduta me leve a crer que ela não gosta de mim: «Se amais os que vos amam, que merecimento tereis? Os pecadores também amam aqueles que os amam».
E não basta amar: é preciso demonstrá-lo. Ficamos naturalmente felizes por dar um presente a um amigo, gostamos muito de fazer surpresas, mas a caridade não é isso, pois os pecadores também o fazem.
Eis que Jesus continua a me ensinar: «Dá a todo aquele que te pede, e, a quem se apoderar do que é teu, não lho reclames». Dar a todas as que pedem é menos doce que oferecer-se a si mesma num movimento amoroso. Se é difícil dar a quem nos pede, ainda o é mais deixar alguém apoderar-se do que é nosso sem o reclamar.
Oh, minha Mãe, digo que é difícil, mas deveria antes dizer que parece ser difícil, pois o jugo do Senhor é leve e suave (Mt 11,30). Quando o aceitamos, sentimos logo a sua doçura e clamamos como o salmista: «Correrei pelo caminho dos Teus mandamentos, porque deste largas ao meu coração» (Sl 118,32).
Não há como a caridade para dilatar o meu coração, ó Jesus! Desde que essa doce chama o consome, corro com alegria no caminho do Vosso mandamento novo (Jo 13,34).
__________
Santa Teresinha do Menino Jesus, em Manuscrito Autobiográfico C, 15v°-16r°

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Santa Teresinha queria ser amável com as Irmãs menos amáveis



Santa Teresinha do Menino Jesus, doutora da Igreja, tem muito para nos ensinar. Por exemplo isto:

Notei (e é muito natural) que as Irmãs mais santas são as mais amadas; procura-se conversar com elas, [e] prestam-se-lhes serviços sem que os peçam. As almas imperfeitas, pelo contrário, não são nada procuradas; as pessoas mantêm-se, sem dúvida, em relação a elas, dentro dos limites da cortesia religiosa, mas, receando talvez dizer-lhes algumas palavras pouco amáveis, evitam a companhia delas. Eis a conclusão que daí tiro: devo procurar, no recreio, nas licenças, a companhia das Irmãs que me são menos agradáveis, [e] exercer junto dessas almas feridas o ofício do Bom Samaritano [Lc 10,30-35]. 

Uma palavra, um sorriso amável, bastam, muitas vezes, para alegrar uma alma triste; mas não é exclusivamente para atingir esse objectivo que quero praticar a caridade, pois sei que bem depressa desanimaria: uma palavra que terei dito com a melhor intenção poderá ser interpretada completamente ao contrário. 

Assim, para não perder o meu tempo, quero ser amável para com todas (e em particular para com as Irmãs menos amáveis) para dar alegria a Jesus e corresponder ao conselho que Ele dá no Evangelho mais ou menos nestes termos: «Quando derdes um banquete, não convideis os vossos parentes nem os vossos amigos, não vão eles também convidar-vos, por sua vez, recebendo [vós] assim a vossa recompensa; mas convidai os pobres, os coxos, os paralíticos, e sereis felizes por eles não vos poderem retribuir, pois o vosso Pai, que vê no segredo, vos recompensará» [Mt 6,4]. Que banquete poderia uma carmelita oferecer às suas Irmãs, senão um banquete espiritual composto de caridade amável e alegre? 

Quanto a mim, não conheço outro, e quero imitar São Paulo, que se alegrava com os que encontrava alegres; é verdade que chorava também com os aflitos [Rm 12,15], e algumas vezes as lágrimas devem aparecer no banquete que quero oferecer, mas procurarei sempre que essas lágrimas se transformem em alegria [Jo 16,20], já que o Senhor ama os que dão com alegria [2Cor 9,7].

in 'Manuscrito autobiográfico C' (28rº-vº)

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Suportar as falhas dos outros

Compreendo, agora, que a caridade perfeita consiste em suportar as faltas dos outros, em não se admirar com as suas fraquezas, em edificar-se com os menores actos de virtude que eles praticam, mas, sobretudo, compreendi que a caridade não deve ficar fechada no fundo do coração: Ninguém, disse Jesus, acende uma lâmpada para pô-lo debaixo da mesa, mas sobre o candelabro, a fim de que ilumine a todos os que estão em casa. 

Parece-me que essa lâmpada representa a caridade que deve iluminar, alegrar, não apenas os que me são mais caros, mas todos aqueles que estão em casa. 

Santa Teresinha do Menino Jesus in 'História de uma alma'

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

O ascensor de Santa Teresinha do Menino Jesus

"Estamos vivendo num século de grandes inventos. Já não custa fadigas galgar degraus de uma escadaria; as casas abastadas tem lá ascensores que as substituem vantajosamente. Quisera eu também descobrir um ascensor para me levar até Jesus, pois são tão pequenina que me falecem as forças para vingar até o topo da escada íngreme da perfeição.


     Pedi logo aos Livros Sagrados que me indicassem o ascensor cobiçado, e depararam-se-me estas palavras da mesma Sabedoria eterna: "Todo aquele que é simples e pequenino venha a mim!" (Prov. 9,4). Cheguei-me, portanto, a Deus, persuadida de ter, enfim, descoberto o que andava procurando; e, desejosa de saber ainda o que o Senhor faria a esse pequenino, prossegui nas minhas pesquisas e encontrei o seguinte: "Hei de trazer-vos ao colo, embalar-vos sobre meus joelhos. Do mesmo modo que uma mãe acaricia o seu filhinho, assim eu vos consolarei." (Is 66,12). Ah, mas ternas e melodiosas palavras nunca soaram para deleitar a minha alma. O ascensor que me há de guiar até o céu são os vossos braços, ó Jesus! Para isto não é necessário que eu cresça, devo antes ficar sempre tamanina e empenhar-me em o ser cada vez mais. Meu Deus, fostes muito além de quanto eu podia esperar e quero agora celebrar as vossas misericórdias! "Ensinaste-me, ó meu Deus, desde a minha mocidade; e eu publicarei as tuas maravilhas que tenho experimentado até agora. E até a velhice e idade avançada, ó Deus, não me desampares, até que anuncia a força do teu braço todas as gerações que hão de vir!" (Sl. 70,17) História de uma alma, cap. IX


     "O coração de Jesus é  muito mais magoado por causa das mil pequenas imperfeições dos seus amigos do que das próprias faltas graves cometidas por seus inimigos. No entanto, parece-me que é somente quando os seus adquirem um hábito dessas indelicadezas e não lhe pedem perdão por elas que se pode aplicar a palavra: "Estas chagas que vedes em minhas mãos, eu as recebi daqueles que me amavam." (Zac. 13,6)

      "Por aqueles que o amam e que, depois de cada pequena falta, vêm lançar-se em seus braços e lhe pedem perdião, Jesus vibra de alegria. Ele diz a seus anjos o que o pai do Filho pródigo dizia aos seus servos: "Metei-lhe um anel no dedo e regozijemo-nos!" Ah! Como são pouco conhecidos a bondade e o amor misericordioso do Coração de Jesus! É verdade que, pra fruir destes tesouros, é necessário conhecer o seu nada e humilhar-se, - e é justamente isso o que muitas almas não querem fazer!..."

Retirado do Livro: A Arte de Aproveitar as Próprias Faltas.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Amar os inimigos - Santa Teresinha do Menino Jesus

«Ouvistes o que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem» (Mt 5,43-44) 

Claro que no Carmelo não se encontram inimigos mas, enfim, há simpatias; sentimo-nos mais atraídas por esta irmã, enquanto aquela nos levaria até a fazer um desvio para não deparar com ela. Assim, sem mesmo o saber, ela torna-se objecto de perseguição. 

Pois bem, Jesus diz-me que é preciso amar essa irmã, rezar por ela, mesmo que a sua conduta me leve a crer que ela não gosta de mim: «Se amais os que vos amam, que agradecimento mereceis? Os pecadores também amam aqueles que os amam.»

E não basta amar, é preciso demonstrá-lo. Ficamos naturalmente felizes por dar um presente a um amigo, gostamos muito de fazer surpresas, mas a caridade não é isso, pois os pecadores também o fazem. 

Eis que Jesus continua a ensinar-me: «Dá a todo aquele que te pede, e a quem se apoderar do que é teu, não lho reclames». Dar a todas as que pedem é menos doce que oferecer-se a si mesma num movimento amoroso. Se é difícil dar a quem nos pede, ainda o é mais deixar alguém apoderar-se do que é nosso sem o reclamar. 

Oh minha Mãe, digo que é difícil, mas deveria antes dizer que parece ser difícil, pois o jugo do Senhor é leve e suave (Mt 11,30). Quando o aceitamos, sentimos logo a sua doçura e clamamos como o salmista: «Correrei pelo caminho dos Teus mandamentos, porque deste largas ao meu coração» (Sl 118,32). 

Não há como a caridade para dilatar o meu coração, oh Jesus. Desde que essa doce chama o consome, corro com alegria no caminho do Vosso mandamento novo (Jo 13,34).

in Manuscrito autobiográfico C, 15v°-16r°

domingo, 18 de junho de 2017

Escolho tudo! Não quero ser santa pela metade.

Um perfeito trecho dos escritos de Santa Teresinha para reflexão. As vezes não queremos seguir o caminho mais árduo sabendo que ele agrada mais a Deus, então fazemos tão pouco pelo salvador que tanto sofreu por nós. Meditemos esse trecho, e a partir dele vamos ter um firme propósito de não sermos mornos, fazer tudo o que está em nosso alcance pela nossa santificação. Almejar a perfeição é dever de todos! Não siga o caminho mais fácil, ele não te levará até o Senhor. 




"Um dia julgando-se muito crescida para brincar com bonecas, Leônia veio procurar-nos a nós duas com uma cesta cheia de vestidos e de lindos retalhos para fazer outros; por cima estava colocada sua boneca. - "Tomai lá, minhas irmãzinhas, diz-nos ela, escolhei, dou-vos tudo isto". Celina estendeu a mão e tomou um pacotinho de cordões que lhe agradava. Após um instante de reflexão, estendi a mão por minha vez e declarei: - 'Escolho tudo!' e apoderei-me da cesta sem outra formalidade. As testemunhas da cena acharam o caso muito justo, a própria Celina nem pensou em reclamar. (Aliás, brinquedos não lhe faltavam, seu padrinho cumulava-á de presentes e Luísa descobria meios de arrumar-lhe tudo quanto desejasse). 

Este pequeno episódio de minha infância é o apanhado de toda a minha vida. Mais tarde, quando se me tornou evidente o que era perfeição, compreendi que para se tornar santa era preciso SOFRER MUITO, ir sempre atrás do MAIS PERFEITO e esquecer-se a si mesmo. Compreendi que na perfeição havia muitos graus e que cada alma era livre no responder às solicitações de Nosso Senhor, no fazer muito ou pouco por Ele, numa palavra, no escolher entre os sacrifícios que exige. Então como nos dias de minha primeira infância, exclamei: "Meu Deus escolho tudo". Não quero ser santa pela metade. Não me faz medo sofrer por vós, a única coisa que me dá receio é a de ficar com minha vontade. Tomai-a vós, pois escolho tudo o que vós quiserdes!..."

Santa Teresinha do Menino Jesus - História de uma alma. (Grifos nossos). 

Fonte:

s

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