Mostrando postagens com marcador São João Maria Vianey. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador São João Maria Vianey. Mostrar todas as postagens

sábado, 25 de outubro de 2025

Santo Cura d’Ars: 11 frases cheias de verdade sobre a bondade de Deus e de Maria

 VIANNEY

São João Maria Vianney (1786 - 1859)


"O bom Deus é mais rápido para perdoar um pecador arrependido que uma mãe para puxar o seu filhinho para fora do fogo"

“Obom Deus é mais rápido para perdoar um pecador arrependido que uma mãe para puxar o seu filhinho para fora do fogo”

Deus e Nossa Senhora foram as bússolas que orientaram a vida de São João Maria Vianney, o pároco francês mundialmente conhecido e venerado como o Santo Cura d’Ars.

Alfred Monnin, em “O Santo Cura d’Ars“, reuniu alguns dos seus mais verdadeiros pensamentos sobre Nosso Senhor e a Santíssima Virgem Maria. Alguns deles:

1) “Virá o tempo em que os homens estarão tão cansados ​​dos homens que não se poderá mais falar-lhes de Deus sem fazê-los chorar”.

2) “O homem foi criado por amor: é por isso que ele é tão inclinado a amar. Ele não é feliz, exceto quando se volta para Deus… Tire um peixe da água e ele não viverá: assim é o homem sem Deus”.

3) “As nossas culpas são um grão de areia comparadas com a grande montanha da misericórdia de Deus”.

4) “O bom Deus é mais rápido para perdoar um pecador arrependido que uma mãe para puxar o seu filhinho para fora do fogo”.

5) “Eu acredito que se tivéssemos fé, seríamos senhores da vontade de Deus; nós a manteríamos acorrentada e nada seria negado por Ele”.

6) “Se soubéssemos como Nosso Senhor nos ama, morreríamos de felicidade!”

7) “O bom Deus faz por mim um pequeno milagre toda noite. Antes de dormir, não aguento mais; e de manhã já estou em forma”.

8) “O coração de Maria é tão terno conosco que, em comparação, os de todas as outras mães juntas formam só um pedaço de gelo”.

9) “As tentações não têm nenhum poder sobre um cristão cujo coração é verdadeiramente dedicado à Virgem Maria”.

10) “Voltemo-nos a Nossa Senhora com grande confiança e tenhamos a certeza de que, por mais miseráveis ​​que possamos ser, Ela obterá para nós a graça da conversão”.

11) “Eu amei Nossa Senhora antes mesmo de conhecê-la; ela é o meu mais antigo afeto”.


sexta-feira, 5 de setembro de 2025

Missa diária

 

Quando vos ocorre o pensamento de ir à Missa num dia de trabalho, é um movimento de graça que Deus quer muito dar-vos. Sigam-no.

Os santos só se tornaram santos pela sua grande atenção e seguimento de todas as boas inspirações que o bom Deus lhes enviava, e os condenados estão no Inferno porque as desprezaram. Vós sereis julgados por estes pensamentos que não acolhestes e pelas Missas que poderíeis ter ouvido e que não ouvireis.

Ah meu bom Deus, o que será de nós! As chamas do purgatório serão o castigo da nossa preguiça ou da nossa visão demasiado egoísta.

São João Vianney

terça-feira, 6 de agosto de 2024

Com a severidade própria dos Santos, João Maria Vianney combateu os insultos a Deus. Era o zelo pela Casa do Senhor que o consumia

 n/d

Era 1827 e as multidões que chegavam à aldeia de Ars vinham de toda parte. A fama do Padre Vianney já havia se espalhado pelos quatro cantos da França. Barões, clérigos, camponeses, curiosos; todos queriam conhecer aquela figura a qual tinham por santo. Um médico, tomado pelas intrigas dos colegas, decidira visitar o sacerdote, a fim de confirmar suas injustas suspeitas. De volta à capital, Paris, não pôde dizer aos amigos outra coisa sobre o pobre cura senão: "eu vi Deus num homem".

A santidade de João Maria Vianney causava constrangimentos. Apegado desde cedo à oração, agia em tudo conforme à vontade divina, fazendo de sua vida um perpétuo louvor a Deus. Tinha um fervor imensurável. Passava horas à frente do sacrário, gastando-se em severas penitências e na meditação dos santos mistérios: "O meu terço vale mais que mil sermões". Por isso, não poupou esforços no combate às blasfêmias e à libertinagem. Era o zelo pela casa do Pai que o consumia.

n/d

Os primeiros anos de Vianney em Ars foram de grandes desafios. A pequena aldeia estava atolada no indiferentismo. Trabalhava-se no domingo, blasfemava-se no campo, a falta de modéstia e os divertimentos profanos reinavam no coração daquela gente. A situação era desesperadora. E para uma alma apaixonada como a do Cura D'Ars, assistir àquele espetáculo de imoralidades era como ver a Cristo sendo crucificado. Com efeito, tratou logo de agir.

Sem fazer concessões, apressou-se em instruir os mais novos na catequese e nas práticas piedosas. Vianney estava convencido de que a ignorância religiosa era a causa de todos os males: "Este pecado condenará mais almas do que todos os outros juntos, porque uma pessoa ignorante quando peca não conhece nem o mal que faz, nem o bem que perde". Do alto do púlpito, atacava a todos pulmões as tabernas e o trabalho no domingo. Começava uma guerra sem tréguas, e o santo não iria recuar enquanto não visse a sua paróquia, de joelhos, diante do Senhor.

"Ah! Os taberneiros, o demônio não os importuna muito, pelo contrário, despreza-os e cospe-lhes em cima". Com essas palavras, o humilde cura fustigava a bebedeira, para desespero daqueles que se lançavam a tão vergonhoso vício. E assim também procedia com o trabalho nos dias de guarda. "Se perguntássemos aos que trabalham nos domingos: 'Que acabais de fazer?' - repreendia o Cura D'Ars - "eles bem poderiam responder: 'Acabamos de vender a nossa alma ao Demônio e de crucificar a Nosso Senhor… Estamos no caminho do inferno". Pouco a pouco, as blasfêmias foram desaparecendo e as tabernas se fechando. Pesava-lhes a maldição de um homem santo. "Vós vereis, profetizava, vereis arruinados todos aqueles que aqui abrirem tabernas". Mas um derradeiro combate ainda estava por vir.

Em 1823, erguia-se na pequena paróquia de Ars uma segunda capela. Atendendo à vontade do pároco, ela seria dedicada a São João Batista, santo que tomara por patrono no dia de sua Confirmação. A cerimônia de inauguração foi de grande júbilo. Contudo, para os amantes dos prazeres profanos, motivo de despeito. Vianney mandara esculpir no arco do pequeno oratório a seguinte inscrição: "A sua cabeça foi o preço de uma dança". Uma alusão ao martírio de São João Batista e uma clara reprimenda aos bailes.

A luta de Vianney contra os serões durou cerca de dez anos. A ele se opunha grande parte da comunidade, sobretudo os rapazes apegados aos encantos da luxúria. À medida que o povo se afastava das danças, com efeito, mais raiva tinham do sacerdote os fanfarrões. Chegaram a organizar encontros a fim de puni-lo, mas o brado de Vianney foi tão forte que a eles não restou outra alternativa senão ceder. "O demônio rodeia um baile como um muro cerca um jardim… As pessoas que entram num salão de baile deixam à porta o seu Anjo da Guarda e o Demônio substitui-o, de tal modo que há tantos Demônios quantos são os dançadores." Era o fim dos bailes em Ars.

Os hereges também não tinham vez com o santo. Certo dia, um jovem de espírito petulante resolveu atacá-lo na frente da multidão. "Quem é o senhor, meu amigo?" questionou Vianney. O rapaz disse que era protestante. Com a firmeza de um verdadeiro pastor, retorquiu-lhe o santo padre: "Oh! meu pobre amigo, o senhor é pobre e muito pobre: Os protestantes nem sequer possuem santos cujos nomes possam dar aos filhos. Veem-se obrigados a pedir nomes emprestados à Igreja Católica". Foi o suficiente para que o sujeito se colocasse no seu lugar.

A santa intransigência de Vianney tinha um motivo igualmente santo: ele amava a seus paroquianos com amor de predileção. Por isso faria tudo que estivesse a seu alcance para lhes assegurar a salvação eterna. E seus esforços foram recompensados. Após poucos anos de ministério, Ars não era mais Ars. O povo havia se convertido, já não se trabalhava mais aos domingos e a igreja permanecia sempre cheia. Vencera a santidade do pobre cura. Os paroquianos compreenderam o que há tanto lhes ensinava o São Cura D'Ars: "Tão grande é o amor de Deus, é um fogo que queima na alma sem, contudo, a consumir. Ter Jesus no coração é já possuir o céu".

TROCHU, Francis. O Cura D'Ars. Ed. Theologica. Braga. 1987.

Fonte: Christo Nihil Praeponere

============================


Lembrando o artigo:

"Santo Cura d’Ars: Zelo pelo Senhor Deus dos Exércitos".

n/d

Ao chegar às cercanias de Ars, no vale do Saône, na França, o peregrino descortina um panorama grandioso e fascinante, evocativo de muita paz e muita bondade, que coexiste harmoniosamente com o heroísmo decorrente de grandes feitos de seu glorioso passado. Apenas mais um cenário francês?  — Não! Ali viveu e santificou-se um homem que foi proclamado padroeiro de todos os párocos do mundo, São João Maria Vianney, o Cura d’Ars.

n/d

Casa em que viveu São João Maria Vianney, o Cura d’Ars

Impossível não imaginar que naqueles belos campos cultivados, onde prepondera o trigo, camponeses não contemplassem a figura do Pe. Vianney caminhando por ali e desfiando as contas de seu rosário em conversa com Deus, com sua Mãe Santíssima, os Anjos e os santos, louvando e pedindo graças para as almas a ele confiadas.

Nessa ocasião, uma jovem passa por ele na estrada. Com perfil ascético, esquelético mesmo, olhar profundo, observador sutil, capaz de penetrar os corações e as consciências dos interlocutores, ele se dirige a ela, e admoestando-a de modo peremptório, diz-lhe que, se não mudasse de vida, certamente se condenaria. Ao que ela responde: — “Mas eu não quero ir para o inferno. Vou me confessar”.

O santo retruca: — “Não adianta se confessar se você não fugir das ocasiões próximas de pecado. Confessando-se, você vai voltar para a sua região e continuará levando a mesma vida pecaminosa”. Assustada, ela lhe pergunta: — “Então, para mim não há mais jeito?” O padre Vianney aconselhou-a a vender o que possuía e mudar-se para Ars, pois só naquelas condições ele a atenderia em confissão. Assim ela fez, e seguramente encontrou o caminho da salvação.

Em outra ocasião, um camponês violador do preceito do descanso dominical, ao perceber que o Cura d’Ars vinha pelos campos na sua direção, procurou quase instintivamente esconder-se atrás de sua carroça cheia de feno, na tentativa vã de defender-se do olhar contrafeito do santo, pois tinha consciência de que violava a Lei de Deus não guardando o dia do Senhor.

Com bondade paternal, o virtuoso padre chamou sua atenção, dizendo-lhe que aquela carroça simbolizava o transporte de sua alma para se queimar nas regiões eternas… E prosseguiu silencioso seu caminho por aquelas paragens, sempre rezando, meditando na bondade de um Pai que tudo criou para o bem dos filhos, e destes que se esquecem dessa infinita bondade.

Enquanto isso, na sua pequena igreja, com os poucos fieis que a frequentavam, ele podia avaliar a decadência religiosa advinda de outros tempos, de maus pastores que por ali passaram, de padres pouco zelosos e sem interesse de povoar o Céu, de instruir as almas dos jovens, de formar as consciências para cumprir melhor os desígnios de Deus e da santa Religião.

Segundo seus biógrafos, sua grande luta foi contra a indiferença e a ignorância religiosa reinantes em sua paróquia. Às noites de sábado para domingo os jovens se aglomeravam numa taberna para beber, se divertir num salão de baile.

Para o Cura d’Ars, não havia mandamento que o baile não violasse, pois assim como um muro cerca o jardim, assim os demônios estão em torno do baile. Para ele há tantos demônios quantos são os dançadores.

Naquela época, poucos sacerdotes combatiam tão pernicioso divertimento. No dia a dia, o trabalho, sem descanso e intermitente, duro e exigente, preenchia a vida daquelas pessoas, tão acomodada aos bens da terra. Quanto às coisas do alto, estavam longe de suas cogitações. O sino do campanário tocava em vão para aqueles ouvidos insensíveis e a igrejinha de Ars continuava vazia, ou quase tanto. O que poderia fazer um vigário que pregasse e desse o exemplo ilibado de vida sacerdotal?

n/d

Ars, França, cidade em que viveu São João Maria Vianney, o Cura d’Ars

Os habitantes de Ars tinham uma fala vagarosa que revelava vontade entorpecida, ávidos de bem estar, inflamados pelo prazer. Tudo era pretexto para se reunirem em torno de um violão ou uma sanfona e ali passarem horas em bebedeiras, cantigas, gargalhadas e danças. Padre Vianney não se conformava e fez o propósito de não descansar enquanto não extirpasse as ocasiões de pecado de sua paróquia.

O zelo pastoral do Cura d’Ars fez com que, na cidade, o respeito humano fosse invertido: tinha-se vergonha de não fazer o bem e de não praticar a Religião. O que consiste num auge de vitória de seu apostolado! Ars tornou-se também um centro de piedade e religiosidade.

Por isso, peregrinos admiravam nas ruas da cidade a serenidade de certos semblantes, reflexo da paz perfeita de almas que vivem constantemente unidas a Deus. A cidade de Ars continuou pequena, com cerca de 1.200 habitantes. Mas sua fama tornou-se demasiadamente grande mundo afora, pois mais de 400.000 peregrinos oriundos de todo o mundo a vistam anualmente. Com efeito, a verdadeira glória é a dos heróis e dos santos.

Fonte: http://ipco.org.br

sexta-feira, 15 de março de 2024

A Confissão prepara-nos para a Páscoa

 

Porque foi, meus irmãos, que a Igreja estabeleceu o tempo santo da Quaresma? Dir-me-eis que foi para nos preparar para celebrar com dignidade o tempo santo da Páscoa, que é o tempo em que Deus parece redobrar as suas graças e excita o remorso da nossa consciência para nos arrancar do pecado.

Examinemos a questão de mais perto. Para fazermos uma boa confissão, que nos reconcilie com Deus, temos de detestar de todo o coração os nossos pecados, não porque queiramos escondê-los de nós mesmos; mas temos de nos arrepender de ter ofendido um Deus tão bom, de ter permanecido tanto tempo no pecado, de ter desprezado todas as suas graças, com as quais nos incitava a sair dele. É isto, meus irmãos, que nos deve trazer lágrimas aos olhos e partir-nos o coração. 

Diz-me, meu amigo, se tivesses esta dor verdadeira, não te apressarias a reparar o mal que a causou e a voltar rapidamente à graça de Deus? Que dirias de um homem que se desentendeu com um amigo, mas que, reconhecendo a sua falta, se arrepende imediatamente: não tentará encontrar maneira de se reconciliar com ele? Se o amigo o abordar para esse efeito, não aproveitará a oportunidade? E se, pelo contrário, ele desprezasse tudo isso, não terias razão em dizer que não se importa de estar de bem ou de mal com essa pessoa? A comparação é sensata. 

Poderá uma pessoa que teve a infelicidade de cair em pecado, seja por fraqueza ou por surpresa, ou mesmo por malícia, se realmente se arrependeu, permanecer nesse estado por muito tempo? Não recorrerá imediatamente ao sacramento da Penitência?

Suspiremos sem cessar pela nossa verdadeira pátria, que é o céu, nossa glória, nossa recompensa e nossa felicidade. É isto que vos desejo...

São João-Maria Vianney (Cura de Ars) in 'Sermão para o segundo Domingo de Páscoa'

domingo, 23 de julho de 2023

Santo Cura d’Ars: 11 frases cheias de verdade sobre a bondade de Deus e de Maria

 

WEB-ARS-CURE-ST-JOHN-MARY-VIANNEY-Lawrence-OP-CC

Lawrence-OP-CC

Muita gente viajava grandes distâncias para testemunhar o dom que São João Maria Vianney tinha de ler os pensamentos e orientar as pessoas no caminho do bem.

"O bom Deus é mais rápido para perdoar um pecador arrependido que uma mãe para puxar o seu filhinho para fora do fogo"

Deus e Nossa Senhora foram as bússolas que orientaram a vida de São João Maria Vianney, o pároco francês mundialmente conhecido e venerado como o Santo Cura d’Ars.

Alfred Monnin, em “O Santo Cura d’Ars“, reuniu alguns dos seus mais verdadeiros pensamentos sobre Nosso Senhor e a Santíssima Virgem Maria. Alguns deles:

1) “Virá o tempo em que os homens estarão tão cansados ​​dos homens que não se poderá mais falar-lhes de Deus sem fazê-los chorar”.

2) “O homem foi criado por amor: é por isso que ele é tão inclinado a amar. Ele não é feliz, exceto quando se volta para Deus… Tire um peixe da água e ele não viverá: assim é o homem sem Deus”.

3) “As nossas culpas são um grão de areia comparadas com a grande montanha da misericórdia de Deus”.

4) “O bom Deus é mais rápido para perdoar um pecador arrependido que uma mãe para puxar o seu filhinho para fora do fogo”.

5) “Eu acredito que se tivéssemos fé, seríamos senhores da vontade de Deus; nós a manteríamos acorrentada e nada seria negado por Ele”.

6) “Se soubéssemos como Nosso Senhor nos ama, morreríamos de felicidade!”

7) “O bom Deus faz por mim um pequeno milagre toda noite. Antes de dormir, não aguento mais; e de manhã já estou em forma”.

8) “O coração de Maria é tão terno conosco que, em comparação, os de todas as outras mães juntas formam só um pedaço de gelo”.

9) “As tentações não têm nenhum poder sobre um cristão cujo coração é verdadeiramente dedicado à Virgem Maria”.

10) “Voltemo-nos a Nossa Senhora com grande confiança e tenhamos a certeza de que, por mais miseráveis ​​que possamos ser, Ela obterá para nós a graça da conversão”.

11) “Eu amei Nossa Senhora antes mesmo de conhecê-la; ela é o meu mais antigo afeto”.

sexta-feira, 16 de junho de 2023

O diabo contra São João Maria Vianney

 

saint-jean-vianney-devil-public-domain-and-shutterstock.jpg

sky

Durante 35 anos, Satanás lançou mão de todos os seus recursos para atacar o santo pároco

As palavras finais do mártir francês pe. Jacques Hamel, “Afasta-te, Satanás“, trazem à mente outro padre francês que sofreu ameaçadores encontros com o maligno. Embora não tenha sido brutalmente assassinado como o pe. Hamel, esse outro sacerdote foi alvo de todo ataque do diabo, inclusive ataques físicos, para impedi-lo de continuar espalhando o Evangelho.

Ele era São Jean-Baptiste-Marie Vianney, ou São João Maria Vianney – ou também, como talvez ele seja ainda mais conhecido, o Cura d’Ars.

Durante 35 anos, Satanás lançou mão de tudo que tinha ao seu alcance para atacar o santo pároco que ouvia confissões dos fiéis dezesseis horas por dia – todos os dias.

À noite, o Cura d’Ars ouvia vozes angustiantes, lamentos pavorosos e gritos. Chegava a ser fisicamente arrastado da cama – e, uma noite, a sua cama pegou fogo. Os tormentos o impediam de dormir direito, mas não de viver uma vida de impressionante santidade.

Sua capacidade de “ler” as almas e de ensinar as verdades profundas do Evangelho chamou grande atenção. Homens e mulheres percorriam quilômetros e quilômetros para procurá-lo em sua paróquia. O pe. Vianney, no entanto, como homem humilde que sempre foi, nunca procurou qualquer recompensa ou celebridade. Conta-se de um padre vizinho que tinha ciúmes da fama de Vianney e lançou uma petição para removê-lo de Ars por causa da sua falta de estudos. Ao saber da petição, o próprio Vianney assinou e a enviou ao bispo – que, felizmente, soube entender o que de fato estava acontecendo e o manteve na paróquia.

O pároco aceitou os tormentos causados pelo diabo sabendo que era atacado por causa dos muitos pecadores que ajudava a se reconciliarem com Deus. Aliás, era comum ele ser mais fortemente atacado na véspera da vinda de um “grande pecador” à cidade para confessar seus pecados.

“O demônio é muito esperto, mas não é forte. Fazer logo o Sinal da Cruz o afugenta (…) Quando eu fiz o Sinal da Cruz, ele foi embora”, testemunhou o santo, que, a certa altura, já nem sequer estranhava as aparições insistentes do diabo.

São João Maria Vianney passou por esses ataques terríveis porque Deus sabia que ele podia lidar com eles e que essa experiência o fortaleceria no ministério da misericórdia. O apóstolo São Paulo já tinha explicado aos coríntios: “Deus é fiel e não te permitirá ser tentado para além de tuas forças” (1 Cor 10,13).

Satanás precisou apelar para recursos mais extremos porque São João Maria Vianney não se deixava levar pelas tentações diárias “comuns”, aquelas com que estamos todos familiarizados. Mas nem isso deu certo. Em vez de dobrá-lo à sua vontade, Satanás teve de testemunhar a graça de Deus que sustentava o santo sacerdote para permanecer fiel à vontade do Pai até o fim.

Satanás é um terrorista: ele sempre recorre ao medo para se apresentar como mais poderoso que Deus. Ele usa o seu terrorismo para nos paralisar e impedir de espalhar a misericórdia de Deus entre todas as pessoas. Devemos nos impor diante da tirania do mal e, como disse o arcebispo de Rouen, “ser testemunhas de que a violência não vencerá em nosso próprio coração“.

Será que era coincidência que Satanás atacasse São João Maria Vianney com a máxima intensidade justo antes que chegassem à cidade os “grandes pecadores”? Será coincidência que, em nosso tempo, a sua violência tenha se intensificado tanto durante o Jubileu da Misericórdia?

Permaneçamos fiéis a Cristo e “combatamos o bom combate”, comprometendo-nos ainda mais para ser missionários da misericórdia.

s

Postagens mais visitadas