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segunda-feira, 15 de outubro de 2018

UM PECADOR SE CONVERTE



Diz S. Brígida que “assim como o magnete atrai o ferro, assim também Maria Santíssima atrai a Deus os corações”. É um fato.
Um dia foi S. Francisco Regis chamado para um enfermo que não queria de modo algum preparar-se para a morte. O infeliz negava-se a aceitar os socorros da religião, sabendo embora que o seu fim era iminente. Convencendo-se S. Francisco de que os meios humanos eram inúteis, tirou de seu breviário uma imagem de Nossa Senhora e, mostrando-a ao enfermo, disse:
– Olha! Maria te ama.
– Como! – replicou o pecador, como se acordasse de um sonho – então ela não me conhece.
– Mas eu sei que ela te ama! tornou o santo.
– Então ela não sabe que reneguei a minha fé e desprezei a minha religião?
– Sabe.
– Que insultei a seu Filho e calquei aos pés o seu sangue?
– Sabe.
– Que estas mãos estão manchadas de sangue inocente?
– Sabe.
– Padre, o Sr. fala a verdade?
– Sim; passarão os céus e a terra, mas a palavra de Deus não passará. Sabe, pois, que Deus disse outrora e te diz hoje ainda: “Filho, eis aí tua Mãe!”
– Uma mãe, que me ama!… murmurava o pecador enternecido; minha mãe, minha… e copisosas lágrimas brotavam de seus olhos. Eram lágrimas de sincero arrependimento, verdadeira dor.
Fez imediatamente uma confissão dolorosa e contrita de toda a vida. Recebeu com visível fervor a sagrada comunhão.
Alguns dias depois, feliz e cheio de confiança, expirou no amor de Deus a quem fora atraído por Maria.
Tesouro de Exemplos – Pe. Francisco Alves

domingo, 21 de janeiro de 2018

VALE UM MILHÃO!

Resultado de imagem para moça e rapaz piedosos



Aquele rapaz, ótimo congregado mariano, estava para ficar noivo. Por medida de prudência, depois de ter rezado e consultado os pais, foi aconselhar-se com o pároco. Querendo anotar as qualidades da moça, o padre tomou uma folha de papel e um lápis.
— Ela tem um dote apreciável, é rica — disse o rapaz.
0 vigário escreveu um 0 (zero).
— e é também muito bela.
Outro zero.
— Além disso, sabe piano e pintura.
Terceiro zero.
— Dá para boa dona de casa.
Quarto zero.
— A família dela é respeitável.
Quinto zero.
— Finalmente, possui diploma.
Sexto zero.
— Ah! senhor padre, esquecia-me de dizer que é excelente cristã.
Agora, colocando à esquerda daqueles zeros o algarismo 1 e mostrando o papel ao rapaz, disse:
— Vai, vai tranquilo e casa-te com ela, porque vale 1.000.000 (um milhão)!
Riquezas, dotes, nobreza, se faltar a religião, valem tanto como zero. Ser religiosa, eis a primeira e principal qualidade apreciável da mulher.

Retirado do livro o Tesouro de Exemplos. 

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Pajem salvo pela Missa


O rapaz partiu imediatamente; mas, ao passar por uma igreja e ouvindo tocar para a Missa, resolveu ouvi-la antes de ir adiante.

Tinha Santa Isabel de Portugal um pajem muito virtuoso e piedoso a quem encarregava de distribuir suas esmolas. Outro pajem, que ambicionava aquele cargo, por ser muito, invejoso, acusou-o junto ao rei de um grande crime, de um pecado muito feio. Acreditou o rei nas mentiras do pajem perverso e resolveu matar o pajenzinho da santa rainha.
Ordenou a um homem, que tinha um forno de cal, que lançasse ao fogo o primeiro criado que chegasse para informar-se se haviam cumprido as ordens do rei.
Em seguida mandou ao pajenzinho que fosse levar o recado ao dono do forno. O rapaz partiu imediatamente; mas, ao passar por uma igreja e ouvindo tocar para a Missa, resolveu ouvi-la antes de ir adiante.
Enquanto a ouvia, o rei, impaciente de saber se tinha morrido, mandou o pajem caluniador que fosse perguntar ao homem do forno se havia executado a ordem do rei. Correu tão depressa que chegou primeiro ao forno e, dando o recado, o homem imediatamente o lançou ao fogo.
Já estava ardendo, quando, pouco depois, chegou o pajenzinho da rainha, que assistira à Missa toda, e perguntou se haviam cumprido a ordem do rei.
Tendo recebido uma resposta afirmativa, correu ao palácio para comunicá-la ao rei.
Este, ao ver o rapaz, ficou estupefato, e adivinhou as secretas disposições da Providência Divina, que permitira o castigo do culpado e a salvação do inocente.
Um menino chamado Renato, a quem o pai contou este caso, ficou tão impressionado que não somente quis ouvir muitas Missas, mas ainda fazer-se padre para poder celebrar para outros o Santo Sacrifício.
(*) Do livro Tesouro de Exemplos.

quinta-feira, 3 de março de 2016

A HONRA DE AJUDAR À MISSA

Foi em 1888, Ano Jubilar do Santo Padre Papa Leão XIII. Num dos altares da Basílica de São Pedro encontravam-se dois sacerdotes: um era prelado romano e cônego da Basílica Vaticana; o outro era o bispo duma diocesa italiana, vindo a Roma para assistir às festas jubilares.
O prelado romano, que se dispunha para celebrar a missa, olhava inquieto ao redor, porque seu ajudante não aparecia. O Bispo, que estava ajoelhado ali perto, aproxima-se com grande simplicidade e diz:
- Permita-me, Monsenhor, que seja eu o ajudante de sua missa?
- Não, excelência, não o permitirei: não convém a um Bispo fazer de coroinha.
- Por que não? garanto-lhe que darei conta.
- Disso não duvido, Excelência; mas seria muita humilhação. Não, não o permitirei.
- Fique tranqüilo, meu amigo. Depressa ao altar; comece: Introibo...
Dito isto, o Bispo ajoelha-se e o prelado teve que ceder. Assistido por seu novo ajudante, o prelado romano prosseguia a sua Missa com uma emoção sempre crescente.
Terminada a Missa, o celebrante se desfez em agradecimentos perante o Bispo.
Aquele pio e humilde ajudante, vinte anos mais velho que o prelado romano, era a glória da diocese de Mântua, D. José Sarto, o futuro Papa Pio X, hoje canonizado por Pio XII.
Para o Cruzadinho, amigo fervoroso de Jesus Eucarístico, não deve haver honra nem glória maior do que poder ajudar devotamente o sacerdote ao altar.
Tesouro de Exemplos – Pe. Francisco Alves

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

O Santo Rosário nos livra da impureza

Aquele moço não conhecia maior tesouro neste mundo do que o coração de sua mãe.

Filho e mãe viviam sozinhos no mundo. E eram felizes, porque possuíam a maior felicidade da vida: a felicidade do amor.

Mas aquele moço começou a sofrer de uma doença esquisita. Tremiam-lhe as pernas… O tremor nervoso subia pouco a pouco pelo corpo e, quando chegava à cabeça, estourava a loucura. Naqueles momentos de furiosa loucura, o rapaz procurava uma faca, empunhava-se e corria por toda a casa, com os olhos arregalados, gesticulando ferozmente, e gritando: “Minha mãe, minha mãe! Onde está minha mãe? Quero matar minha mãe!”
Cessava a loucura. O filho voltava a si. Conhecia sua loucura e, de joelhos, pedia mil vezes perdão a sua mãe. Dizia-lhe: “Mãe, minha mãe, se um dia, num desses arrebatamentos, eu te tirasse a vida?… Que seria de mim? Morreria de dor”.

Assim, tão grandes eram os temores da mãe como as angústias do filho. Sabeis o que ele resolveu fazer? Quando sentia que o temor começava a subir-lhe pelo corpo, pegava uma corda muito forte, corria para a mãe e dizia-lhe: “Amarra-me, mãe, amarra-me”. e a mãe amarrava fortemente as mãos do filho.
No momento em que a loucura subia à cabeça, ele soltava rugidos de fera e gritava: “Onde está minha mãe? Quero matar minha mãe!” Mas, como poderia fazer-lhe mal, se tinha as mãos bem amarradas?
Passada a loucura, o moço tomava aquela corda e beijava-a com loucuras de amor…

Meu irmão, alerta! Quando sentires que vem chegando a tentação, o perigo, toma o rosário, cinge-te com as cadeiras da oração. Reza e serás forte… Quando passar o perigo, beijarás, reconhecido e grato, o teu rosário, que te livrou do punhal da impureza.

Tesouro de Exemplos – Pe. Francisco Alves

Fonte:

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