Mostrando postagens com marcador Santa Missa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Santa Missa. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Como é celeste o mistério que Deus Pai, o Filho e o Espírito Santo operam pelo ministério do padre.

 



¹ Santo Agostinho atesta-o:
«Como é alta, — diz ele, — a dignidade do padre, em cujas mãos Jesus Cristo de novo se faz homem! Como é celeste o mistério que o Pai, o Filho e o Espirito Santo operam pelo ministério do padre!»
São João Damasceno professa a mesma doutrina:
«Se alguém preguntar como o pão é Transubstanciado no corpo de Jesus Cristo, responder-lhe-ei: O Espirito Santo vem sobre o padre com a Sua sombra, e atua como atuou no seio da Bem-aventurada Virgem Maria»
São Boaventura é ainda mais afirmativo:
«Deus, — diz ele, — ao descer todos os dias do Céu sobre o altar, não fará menos do que fez, quando se humilhou até revestir natureza humana»
E continua Santo Agostinho:
«Ó grande dignidade dos padres, em cujas mãos Jesus Cristo se encarna de novo! Ó grande dignidade dos fiéis, para cuja salvação o Verbo se faz carne por uma forma mística todos os dias, na Santa Missa!»,¹
Logo, ao meditarmos nessas verdades, cresce em nós a gratidão pelo sacerdócio, o amor à Eucaristia e o desejo de participar da Missa com mais fé, recolhimento e adoração. Quantas vezes assistimos à Missa distraídos, olhando para tudo, menos para o milagre que ocorre no altar?
Agradeço a Deus pelo dom do sacerdócio católico?
Tenho consciência da dignidade e da missão dos Padres?
Demonstro reverência e respeito aos Padres, pedindo a benção?
Tenho mau hábito de criticar os sacerdotes?
Procuro defender a honra dos sacerdotes quando são injustamente atacados?
Demonstro respeito ao sacerdote mesmo quando percebo suas limitações humanas?
Ensino meus filhos e familiares a respeitarem os sacerdotes?
Rezo regularmente pelos sacerdotes da Igreja?
Assim...
Peçamos ao Senhor Jesus que santifique todos os sacerdotes e conceda aos fiéis um coração humilde e agradecido, capaz de reconhecer no sacerdócio um dos maiores dons concedidos à Sua Igreja. Quanto maior for nossa fé no mistério da Santa Missa, maior será também nosso respeito pelos sacerdotes que Deus escolheu para servir ao Seu altar.
— Referência:
¹. [E.D.M, Padre Paul Henry O’Sullivan. As Maravilhas da Santa Missa. Lisboa, 1925, p. 1 - 9]
E as almas dos fiéis defuntos pela misericórdia de Deus descansem em paz!
℣. Dai-lhes Senhor, o descanso eterno.
℟. E a luz perpétua os ilumine.
Descansem em paz. Amém.
℣. Senhor, escutai a minha oração,
℟. E chegue até vós o meu clamor.
"Para Cristo,
por Maria e José,
em súplicas pelas
almas do purgatório".
🙏🏾
† Jesus e Maria eu vos amo, salvai almas!


 Fonte: https://www.facebook.com/ApostoliPurgatoriorum

A visão dos demônios fugindo durante a Santa Missa por Santa Brígida




Entre as revelações registradas nas Revelações de Santa Brígida da Suécia, há um relato espiritual muito citado onde descreve o efeito da Santa Missa sobre os demônios.
Certa vez, enquanto assistia à Santa Missa com grande recolhimento, Santa Brígida da Suécia foi favorecida com uma visão espiritual. Quando o sacerdote iniciou as orações do altar, seus olhos espirituais foram abertos e ela viu algo invisível aos demais fiéis. Ao redor da igreja havia numerosos demônios. Eles estavam próximos das pessoas presentes e tentavam:
distrair os fiéis;
suscitar pensamentos mundanos;
provocar tédio e indiferença durante a celebração.
Alguns se colocavam junto às pessoas para sussurrar distrações ao coração, enquanto outros pareciam observar atentamente aqueles que estavam mais recolhidos. Quando a Missa avançou para a consagração, ocorreu algo impressionante.
No instante em que o sacerdote pronunciou as palavras:
“Hoc est enim Corpus Meum” — (“Isto é o meu Corpo”)
Santa Brígida viu uma luz intensa descer sobre o altar. Nesse momento: muitos demônios começaram a gritar de ódio, outros recuaram imediatamente, vários fugiram para fora da Igreja como se fossem expulsos por uma força irresistível. Ela percebeu que eles não suportavam a presença real de Cristo na Eucaristia. Alguns ainda tentavam permanecer próximos daqueles fiéis que estavam distraídos ou frios espiritualmente, mas não conseguiam aproximar-se das almas recolhidas em oração. Então, O Senhor Jesus Cristo fez Santa Brígida compreender:
“Quando o meu Sacrifício é oferecido, o poder do inferno é enfraquecido. Os demônios temem a presença do meu Corpo e do meu Sangue.”
E acrescentou:
“Mas quando os homens assistem à Missa sem devoção, eles permitem novamente a aproximação daqueles inimigos.”
Santa Brígida entendeu então que a Missa é uma poderosa proteção espiritual, não apenas para os presentes, mas também para o mundo inteiro. Com efeito, na visão, os demônios tentavam distrair os fiéis. Quantas vezes o nosso corpo está na igreja, mas a mente está em outro lugar? Pensamos no trabalho, problemas, celular, compromissos ou até olhamos ao redor para ver quem chegou, e acabamos até pensando na "morte da bezerra". A pergunta que fica é: se eu estivesse diante de Cristo visivelmente, eu estaria assim? A distração constante mostra que, muitas vezes, não percebemos a grandeza do que está acontecendo no altar.
Outro defeito descrito é o tédio ou indiferença. Não deixemos a nossa postura na Missa em algo automático: vamos porque “é obrigação”; repetimos respostas sem pensar; esperamos terminar rápido. A Missa é o mesmo Sacrifício do Calvário tornado presente sacramentalmente. Se ela se torna monótona para nós, é devido ao coração que perdeu a capacidade de adorar em Espírito e em verdade ao Sagrado. Por isso, o combate contra o tédio começa com pequenas atitudes: recordar sempre que Cristo me vê, e eu o vejo presente na Santíssima Eucaristia.
Na visão também, os demônios não conseguiam aproximar-se das almas recolhidas em atenção e oração. O recolhimento cria uma espécie de fortaleza espiritual. O silêncio, atenção, piedade e oração, cria uma espécie de proteção espiritual. Quando a alma está voltada para Jesus Cristo, unida ao mistério da Eucaristia, ela fica menos vulnerável às distrações, tentações e sugestões que afastam o coração de Deus. Por isso, o inimigo tenta primeiro roubar o recolhimento. Ele não começa com grandes pecados, mas com coisas pequenas:
pensamentos dispersos;
curiosidade sobre tudo ao redor;
impaciência;
olhar constante desordenado para outras pessoas, para o relógio e pior ainda o celular, sem motivos de extrema importância;
Quando a pessoa entra nesse estado de dispersão, a alma perde a vigilância interior. E por isso, muitos “assistem” à Missa como quem assiste a algo externo. Mas participar DELA é diferente, pois significa:
Unir a própria vida ao sacrifício de Cristo. Por isso, cada fiel é chamado a participar com atenção e recolhimento. Um coração em oração, mesmo simples, torna-se um lugar onde Deus encontra espaço para agir e o demônio para fugir.
Eu tenho dado espaço para bem participar da Santa Missa em minha caminhada?
— Referências:
[Revelações de Santa Brígida - Livro IV]
E as almas dos fiéis defuntos pela misericórdia de Deus descansem em paz!
℣. Dai-lhes Senhor, o descanso eterno.
℟. E a luz perpétua os ilumine.
Descansem em paz. Amém.
℣. Senhor, escutai a minha oração,
℟. E chegue até vós o meu clamor.
"Para Cristo,
por Maria e José,
em súplicas pelas
almas do purgatório".
🙏🏾
† Jesus e Maria eu vos amo, salvai almas!

 

 Fonte: https://www.facebook.com/ApostoliPurgatoriorum



segunda-feira, 16 de março de 2026

𝗔 𝘃𝗶𝘀ã𝗼 𝗱𝗲 𝗱𝗲𝗺ô𝗻𝗶𝗼𝘀 𝗳𝘂𝗴𝗶𝗻𝗱𝗼 𝗱𝘂𝗿𝗮𝗻𝘁𝗲 𝗮 𝗠𝗶𝘀𝘀𝗮 𝗽𝗼𝗿 𝗦𝗮𝗻𝘁𝗮 𝗕𝗿í𝗴𝗶𝗱𝗮.



Entre as revelações registradas nas Revelações de Santa Brígida da Suécia, há um relato espiritual muito citado onde descreve o efeito da Santa Missa sobre os demônios.
Certa vez, enquanto assistia à Santa Missa com grande recolhimento, Santa Brígida da Suécia foi favorecida com uma visão espiritual. Quando o sacerdote iniciou as orações do altar, seus olhos espirituais foram abertos e ela viu algo invisível aos demais fiéis. Ao redor da igreja havia numerosos demônios. Eles estavam próximos das pessoas presentes e tentavam;
distrair os fiéis;
suscitar pensamentos mundanos;
provocar tédio e indiferença durante a celebração.

Alguns se colocavam junto às pessoas para sussurrar distrações ao coração, enquanto outros pareciam observar atentamente aqueles que estavam mais recolhidos. Quando a Missa avançou para a consagração, ocorreu algo impressionante.
No instante em que o sacerdote pronunciou as palavras:

“Hoc est enim Corpus Meum” — (“Isto é o meu Corpo”)

Santa Brígida viu uma luz intensa descer sobre o altar. Nesse momento: muitos demônios começaram a gritar de ódio, outros recuaram imediatamente, vários fugiram para fora da Igreja como se fossem expulsos por uma força irresistível. Ela percebeu que eles não suportavam a presença real de Cristo na Eucaristia. Alguns ainda tentavam permanecer próximos daqueles fiéis que estavam distraídos ou frios espiritualmente, mas não conseguiam aproximar-se das almas recolhidas em oração. Então, O Senhor Jesus Cristo fez Santa Brígida compreender:

“Quando o meu Sacrifício é oferecido, o poder do inferno é enfraquecido. Os demônios temem a presença do meu Corpo e do meu Sangue.”

E acrescentou:

“Mas quando os homens assistem à Missa sem devoção, eles permitem novamente a aproximação daqueles inimigos.”

Santa Brígida entendeu então que a Missa é uma poderosa proteção espiritual, não apenas para os presentes, mas também para o mundo inteiro. Com efeito, na visão, os demônios tentavam distrair os fiéis. Quantas vezes o nosso corpo está na igreja, mas a mente está em outro lugar? Pensamos no trabalho, problemas, celular, compromissos ou até olhamos ao redor para ver quem chegou, e acabamos até pensando na "morte da bezerra". A pergunta que fica é: se eu estivesse diante de Cristo visivelmente, eu estaria assim? A distração constante mostra que, muitas vezes, não percebemos a grandeza do que está acontecendo no altar.

Outro defeito descrito é o tédio ou indiferença. Não deixemos a nossa postura na Missa em algo automático: vamos porque “é obrigação”; repetimos respostas sem pensar; esperamos terminar rápido. A Missa é o mesmo Sacrifício do Calvário tornado presente sacramentalmente. Se ela se torna monótona para nós, é devido ao coração que perdeu a capacidade de adorar em Espírito e em verdade ao Sagrado. Por isso, o combate contra o tédio começa com pequenas atitudes: recordar sempre que Cristo me vê, e eu o vejo presente na Santíssima Eucaristia.
Na visão também, os demônios não conseguiam aproximar-se das almas recolhidas em atenção e oração. O recolhimento cria uma espécie de fortaleza espiritual. O silêncio, atenção, piedade e oração, cria uma espécie de proteção espiritual. Quando a alma está voltada para Jesus Cristo, unida ao mistério da Eucaristia, ela fica menos vulnerável às distrações, tentações e sugestões que afastam o coração de Deus. Por isso, o inimigo tenta primeiro roubar o recolhimento. Ele não começa com grandes pecados, mas com coisas pequenas:

pensamentos dispersos;
curiosidade sobre tudo ao redor;
impaciência;

olhar constante desordenado para outras pessoas, para o relógio e pior ainda o celular, sem motivos de extrema importância;
Quando a pessoa entra nesse estado de dispersão, a alma perde a vigilância interior. E por isso, muitos “assistem” à Missa como quem assiste a algo externo. Mas participar DELA é diferente, pois significa:
Unir a própria vida ao sacrifício de Cristo. Por isso, cada fiel é chamado a participar com atenção e recolhimento. Um coração em oração, mesmo simples, torna-se um lugar onde Deus encontra espaço para agir e o demônio para fugir.
Eu tenho dado espaço para bem participar da Santa Missa em minha caminhada?

— Referências:
[Revelações de Santa Brígida - Livro IV]
E as almas dos fiéis defuntos pela misericórdia de Deus descansem em paz!
℣. Dai-lhes Senhor, o descanso eterno.
℟. E a luz perpétua os ilumine.
Descansem em paz. Amém.
℣. Senhor, escutai a minha oração,
℟. E chegue até vós o meu clamor.
"Para Cristo,
por Maria e José,
em súplicas pelas
almas do purgatório".
🙏🏾
† Jesus e Maria eu vos amo, salvai almas!

terça-feira, 16 de agosto de 2022

As Graças da Santa Missa

 






1- Rega a nossa alma e purifica-a com o Sangue de Cristo na Missa.

2- Oferece-as por vós em holocausto e presta a Deus todas as honras que Lhe são devidas.

3- Se vós prestardes a Deus estas honras em união com Jesus Cristo, ides assim compensar todas as honras que haveis deixado de tributar-Lhe.

4- Jesus Cristo faz por vós o sacrifício dos louvores a Deus e supre por vós assim os que tendes recusado prestar-Lhe.

5- Oferecendo estes louvores do Filho de Deus a seu Pai celeste vós dais-Lhe gloria maior que os próprios anjos.

6- Jesus Cristo faz por vós o sacrifício do reconhecimento e supre assim a vossa ingratidão.

7- A oferta deste sacrifício de reconhecimento recompensa Deus de todas as Suas mercês.

8- Na Missa Jesus Cristo expia por vós e apazígua a cólera de Deus.

9- Ele perdoa-vos todos os pecados veniais, contanto que não queirais cometê-los de novo.

10- Na Missa compensa o bem que vós tendes deixado de praticar.

11- Repara as vossas negligências na prática do bem.

12- Redime os vossos pecados cometidos por inadvertência; os que vós ignorais ou os que vos tiverdes esquecido na confissão contanto que estejais sinceramente arrependidos.

- Referência:

(As Maravilhas da Santa Missa - Pe. Paul Henry O’Sullivan E.D.M)

sábado, 11 de julho de 2020

A Santa Missa de Padre Pio

Perguntas feitas ao Padre Pio sobre o valor da Santa Missa

Senhor Padre, ama o Sacrifício da Missa?
Sim, porque Ela regenera o mundo.

Que glória dá a Deus a Missa?
Uma glória infinita.

Que devemos fazer durante a Missa?
Compadecer-nos e amar.

Senhor Padre, como devemos assistir à Santa Missa?
Como assistiram a Santíssima Virgem e as piedosas mulheres. Como assistiu S. João Evangelista ao Sacrifício Eucarístico e ao Sacrifício cruento da Cruz.

Senhor Padre, que benefícios recebemos ao assistir à Santa Missa?
Não se podem contar. Vê-los-ás no céu. Quando assistires à Santa Missa, renova a tua fé e medita na Vítima que se imola por ti à Divina Justiça. Não te afastes do altar sem derramar lágrimas de dor e de amor a Jesus, Crucificado por tua salvação. A Virgem Dolorosa acompanhar-te-á e será a tua doce inspiração.

Senhor Padre, o que é a sua Missa?
Uma união sagrada com a Paixão de Jesus. Minha responsabilidade é única no mundo. (Dizia isto a chorar.)

O que é que devo procurar na sua Santa Missa?
Todo o Calvário.

Senhor Padre, diga-me tudo o que sofre durante a Santa Missa.
Sofro tudo o que Jesus sofreu na sua Paixão, embora sem proporção, só o que pode fazê-lo uma criatura humana. E isto apesar de cada uma de minhas faltas e só por Sua bondade.

Senhor Padre, durante o Sacrifício divino o senhor padre carrega os nossos pecados?
Não posso deixar de fazê-lo, já que é uma parte do Santo Sacrifício.

Considera-se a si mesmo um pecador?
Não o sei, mas temo que assim seja.

Eu já o vi a tremer ao subir aos degraus do altar. Porquê? Pelo que tem de sofrer?
Não pelo que tenho de sofrer, mas pelo que tenho de oferecer.


Em que momento da Missa é que sofre mais?
Na Consagração e na Comunhão.

Senhor Padre, esta manhã na Missa, ao ler a história de Esaú, que vendeu os direitos de sua primogenitura, os seus olhos encheram-se de lágrimas.
Parece-te pouco desprezar o dom de Deus!?

Ao ler o Evangelho, porque é que chorou quando leu estas palavras: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue...”
Chora comigo de ternura!

Senhor Padre, porque é que chora quase sempre que lê o Evangelho na Missa?
A nós parece-nos que não tem importância que um Deus fale às suas criaturas e elas O contradigam e O ofendam continuamente com a sua ingratidão e incredulidade.

A Sua Missa, senhor Padre, é um sacrifício cruento?
Herege!

Perdão, senhor Padre, queria dizer que na Missa o Sacrifício de Jesus não é cruento, mas a sua participação em toda a Paixão o é. Engano-me?
Não, nisso não te enganas. Creio que tens toda a razão.

Quem é que lhe limpa o sangue durante a Missa?
Ninguém.

Senhor Padre, porque é que chora no Ofertório?
Queres saber o segredo? Pois bem: porque é o momento em que a alma se separa das coisas profanas.

Durante a sua Missa, senhor Padre, o povo faz um pouco de barulho...
Se estivesses no Calvário, não ouvirias gritos, blasfêmias, ruídos e ameaças? Havia um alvoroço enorme.

Não o distraem os ruídos?
Em nada.

Senhor Padre, porque é que sofre tanto na Consagração?
Não sejas maldoso... (Não quero que me perguntes isso...)

Senhor Padre, diga-me: porque é que sofre tanto na Consagração?
Porque nesse momento se produz realmente uma nova e admirável destruição e criação.

Senhor Padre, porque é que chora no altar e o que é que significam as palavras que pronuncia na Elevação? Pergunto por curiosidade, mas também porque quero repeti-las consigo.
Os segredos do Rei Supremo não se podem revelar nem profanar-se. Perguntas-me porque choro, mas eu não queria derramar essas pobres lagrimazinhas, mas sim torrentes de lágrimas. Não meditas neste grandioso mistério?

Senhor Padre, o senhor sofre, durante a Missa, a amargura do fel?
Sim, muito frequentemente...

Senhor Padre, como é que se pode estar de pé no Altar?
Como estava Jesus na Cruz.

No altar, o senhor Padre está pregado na Cruz, como Jesus no Calvário?
E ainda me perguntas?

Como é que o senhor Padre se acha?
Como Jesus no Calvário.

Senhor Padre, os carrascos deitaram a Cruz no chão para pregar os pregos em Jesus?
Evidentemente.

A si também lhos pregam?
E de que maneira!

Também deitam a Cruz no chão para si?
Sim, mas não devemos ter medo.

Senhor Padre, durante a Missa pronuncia as Sete Palavras que Jesus disse na Cruz?
Sim, indignamente, mas também as pronuncio.

E a quem é que diz: “Mulher, aí tens o teu filho”?
Digo assim para Ela: “Aqui tens os filhos do Teu Filho”.

Sofre a sede e o abandono de Jesus?
Sim.

Em que momento?
Depois da Consagração.

Até que momento?
Costuma ser até a Comunhão.

Diz que tem vergonha de dizer: “Procurei quem me consolasse e não encontrei”. Porquê?
Porque os nossos sofrimentos de verdadeiros culpados não são nada em comparação com os de Jesus.

Diante de quem sente vergonha?
Diante de Deus e da minha consciência.

Os Anjos do Senhor reconfortam-no no Altar em que se imola?
Pois... não o sinto.

Se não lhe vem o consolo até à alma durante o Santo Sacrifício, e o senhor Padre sofre, como Jesus, o abandono total, a nossa presença não serve para nada.
A utilidade é para vós. Por acaso foi inútil a presença da Virgem Dolorosa, de São João e das piedosas mulheres aos pés de Jesus agonizante?

O que é a Sagrada Comunhão?
É toda uma misericórdia interior e exterior, todo um abraço. Pede a Jesus que se deixe sentir sensivelmente.

Quando Jesus vem, visita só a alma?
O ser inteiro.

O que é que Jesus faz na Comunhão?
Deleita-se na sua criatura.

Quando Jesus se une a si na Santa Comunhão, o que é que quer que peçamos a Deus por si?
Que eu seja outro Jesus, todo Jesus e sempre Jesus.

Também sofre na Comunhão?
É o ponto culminante.

Depois da Comunhão, os seus sofrimentos continuam?
Sim, mas são sofrimentos de amor.

A quem se dirigiu o último olhar de Jesus agonizante?
À sua Mãe.

E o senhor Padre para quem olha?
Para os meus irmãos de exílio.

Morre na Santa Missa?
Misticamente, na Sagrada Comunhão.

É por excesso de amor ou de dor?
Por ambas as coisas, porém mais por amor.

Se morre na Comunhão, continua a ficar no Altar? Porquê?
Jesus morto permanecia pendente da Cruz no Calvário.

Senhor Padre, disse que a vítima morre na Comunhão. A colocam-no  nos braços de Nossa Senhora?
Nos de São Francisco.

Senhor Padre, Jesus desprega os braços da Cruz para o descansar?
Sou eu quem descansa n’Ele!

Quanto ama a Jesus?
O meu desejo é infinito, mas a verdade é que, infelizmente, tenho de dizer nada e causa-me pena.

Senhor Padre, porque é que o senhor chora ao pronunciar a última palavra do Evangelho de São João: “E vimos a sua glória como de Filho Unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade”?
Parece-te pouco? Se os Apóstolos, com os seus olhos de carne, viram essa glória, como será a que veremos no Filho de Deus, em Jesus, quando se manifestar no céu?

Que união vamos então ter com Jesus?
Eucaristia dá-nos uma ideia.

A Santíssima Virgem assiste à sua Missa?
Julgas que a Mãe não se interessa pelo seu Filho?

E os Anjos?
Em multidões.

Senhor Padre, quem é que está mais perto do Altar?
Todo o Paraíso.

Gostaria de celebrar mais de uma Missa por dia?
Se eu pudesse, não quereria descer do Altar.

Disseram-me que traz consigo o seu próprio Altar...
Sim, porque se realizam estas palavras do Apóstolo: “Eu trago no meu corpo os estigmas de Jesus”. “Estou cravado com Cristo na Cruz.” “Castigo o meu corpo, e o reduzo à escravidão...”

Nesse caso, não me engano quando digo que estou a ver Jesus Crucificado!
(Nenhuma resposta)

Senhor Padre, lembra-se de mim na Santa Missa?
Durante toda a Missa, desde o princípio até o fim, lembro-me de ti.

A Missa do Padre Pio, nos seus primeiros anos, durava mais de duas horas. Foi sempre um êxtase de amor e de dor. O seu rosto estava inteiramente concentrado em Deus e cheio de lágrimas. Um dia, ao confessar-me, perguntei-lhe sobre este grande mistério:

Senhor Padre, quero fazer-lhe uma pergunta.
Diz-me, filho.

Queria perguntar-lhe o que é a Missa?
Por que me perguntas isto?

Para ouvi-la melhor, senhor Padre.
Filho, posso dizer-te o que é a minha Missa.

Pois é isso o que eu quero saber, senhor Padre.
Meu filho, estamos na Cruz, e a Missa é uma contínua agonia.

in Tradition Catolica, nº 141, nov. 98 citando "Assim Falou o Padre Pio" (S. Giovanni Rotondo, Foggia, Itália, 1974) com o Imprimatur de D. Fanton, Bispo Auxiliar de Vicenza.

s

Postagens mais visitadas