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terça-feira, 25 de agosto de 2015

Da honra que se deve prestar à gloriosa da Santíssima Virgem

As riquezas da nossa soberana Senhora são tantas, é um oceano tão profundo de perfeições. que somente aquele grande Deus que a enriqueceu de tão grande tesouros as conhece.
A grande chaga de amor. com que foi docemente ferido o seu puríssimo coração, desde o primeiro instante de sua puríssima e imaculada conceição. cresceu tanto durante todo o decurso de sua santíssima vida. que obrigou sua alma santíssima a partir do corpo. Assim essa morte de amor, mais doce que a própria vida, pôs termo ao grande mar de dores que esta grande Mãe sofreu em todo o decorrer de sua santíssima existência, não só na sacratíssima Paixão de Jesus, mas ao ver tantas ofensas dos homens ingratos a Majestade divina.
Rejubilemo-nos, pois, em Deus, nosso Bem e festejemos o grande triunfo de Maria, nossa grande Rainha e Mãe. Alegremo-nos por ter ela sido exaltada acima dos coros dos Anjos e colocada à direita de seu divino Filho. Nesse grande Coração santíssimo de Jesus pode-se gozar das glórias de Maria Santíssima, amando-a com o Coração puríssimo do divino Filho. E. se Jesus o permitir, voar até o puríssimo Coração de Maria e rejubilar-nos com ela, alegrando-nos por terem acabado tantos sofrimentos e dores, e pedir-lhe a graça de permanecer sempre imersos no mar imenso do Amor divino, do qual procede aquele outro mar dos sofrimentos de Jesus e das dores de Maria. Deixemo-nos penetrar por esses sofrimentos, por essas dores. Deixemos que se afie bem a espada ou lança ou dardo, para que se aprofunde mais em nós a ferida do amor; pois, quanto mais profunda for a ferida do amor. mais depressa será libertada do cárcere a (alma) prisioneira.
Eu estou num abismo de trevas e não sei falar destas maravilhas. Quem desejar agradar mais a Maria Santíssima deve humilhar-se, aniquilar-se, porque Maria a mais humilde das criaturas e, por isso, pela sua humildade, mais que todos agradou a Deus. Rogai, pois, a Maria não tarde mais a alcançar-vos a graça e ser verdadeiramente humilde e virtuosa, toda abrasada de amor. Dizei-lhe que está em suas mãos conceder-vos o favor de ferir o vosso coração com o agudo dardo do amor e que a espada ou lança penetre bem a fundo.
Pedi também por mim, pelas atuais necessidades da santa Igreja e de todo o mundo, pelas almas do purgatório e principalmente por aqueles pelos quais maior obrigação temos de orar, bem como por esta mínima Congregação: que Maria Santíssima a proteja e enriqueça de santos obreiros, pois ela é a Tesoureira das graças e Sua Divina Majestade quer que tudo passe pelas suas mãos.
Das Cartas de São Paulo da Cruz (Lettere, 1. pp. 349-250)
Fonte:

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Frases de S. Paulo da Cruz


“Que Deus vos torne santos! ”

“Se me salvar, como espero, devo-o a educação que recebi de minha mãe ”

“Ó meu Jesus Crucificado, protesto que de tal herança desejo apenas este livro de oração, porque vós somente me bastais, ó meu Deus! meu único Bem! ” .

“Eu, Paulo Francisco, pobre e indigno pecador, o útimo dos servos de Jesus Cristo, cerca de dois anos depois que a infinita bondade de Deus me chamou à penitência, ao passar certa vez pelas praias de Gênova, deparei pequena igreja solitária sobre um monte, a cavaleiro de Sestri, dedicada à S S. Virgem do Gazzo. Ao contemplá-la, experimentei fortíssimo desejo de viver naquela solidão; porém, obrigado por dever de caridade a assistir a meus pais, não pude levá-lo a efeito e guardei-o no coração. Tempos depois, não me lembro o mês nem o dia, senti novo impulso, muito mais forte, de retirar-me à solidão. Essas inspirações Deus mas dava com grande suavidade interior. ”

Um dia, enquanto rezava diante do SS. Sacramento, segredou-lhe o Senhor:

“Meu filho, quem de mim se aproxima, aproxima-se dos espinhos”

Ouçamos a Paulo:

“Enquanto orava, vi nas mãos de Deus um açoite formado de cordas, como uma disciplina. Nele estava escrita a palavra: AMOR No mesmo tempo dava N. Senhor à minha alma altíssimo conhecimento de que iria açoitá-la, mas por amor, e a alma se lançava alegremente para o açoite, a fim de abraçá-lo e beijá-lo em espírito. Com efeito, depois que Deus por Sua infinita bondade me deu essa visão logo, se seguiram grandes sofrimentos, e eu tinha plena certeza de que viriam, porque Deus me dera conhecimento infuso disso.”
  

“Sereis feliz, meu querido amigo, dizia-lhe a um amigo, se fordes fiel em combater e vencer, não vos deixando arrastar pelos sentimentos da natureza, tendo unicamente em vista a Jesus Crucificado, que vos chama com especial bondade a segui-Lo. Será Ele para vós pai, mãe e tudo o mais. Oh! se soubésseis os assaltos que tive que sustentar antes de abraçar a vida religiosa; a extrema repugnância que me insinuava o demônio e a ternura para com meus pais, cujas esperanças, conforme a prudência humana, se estribavam unicamente em mim! As desolações interiores, as tristezas, os temores, tudo me dizia: não resistirás. Satanás fazia-me crer joguete de ilusões e que bem poderia servir a Deus de outra maneira; que esta vida não era para mim... além de muitas outras coisas que passo em silêncio. O que mais me entristecia era o haver perdido o sentimento de devoção. Sentia-me totalmente árido e tentado de todos os modos; o simples toque dos sinos causava-me horror. Todos me pareciam contentes, exceto eu. Em suma, impossível me é descrever todos os grandes combates que me assaltaram, sobretudo quando chegou o momento de tomar o santo hábito e deixar o lar paterno. Tudo isto é a pura verdade; há, no entanto, muitas outras coisas que não sei nem posso explicar. Ânimo, pois, meu querido amigo; Deus nosso Senhor dará ao vencedor o maná oculto e um nome novo!” .

“Quando falo ao meu Jesus a respeito dos Seus tormentos digo-lhe Ah! meu soberano Bem, enquanto éreis açoitado, quais os sentimentos do Vosso ss. Coração?! Ó querido Esposo de minha alma, quanto Vos afligíeis à vista dos meus enormes pecados e ingratidões! Ó amor do meu coração, pudesse eu morrer por Vós!... E imediatamente percebo que meu espirito nada sabe dizer e está fixo em Deus com os sofrimentos de Jesus, comunicados à minha alma. Outras vezes parece desfazer-se-me o coração. Ao relembrar ao meu Jesus Seus sofrimentos acontece às vezes que, depois de um apenas, sou forçado a calar-me, porque minha alma não pode mais falar e parece desfalecer; fica assim abismada em altíssima suavidade misturada com lágrimas, com os sofrimentos do Esposo impressos em si mesma, imersa no Coração e na dor do dulcíssimo Esposo Jesus” .

“Ali! meus queridos irmãos, a simples lembrança da sexta-feira é suficiente para causar a morte a quem possui o verdadeiro amor... Não foi, por ventura, numa sexta-feira que o meu Deus incarnado sofreu por meu amor, a ponto de imolar a vida sobre o infame patíbulo da Cruz?!... ”

“Um Deus açoitado!... um Deus crucificado!... um Deus morto por meu amor!...”

“Não deixe passar dia sem meditar por meia hora ou, ao menos, por quinze minutos, sobre algum mistério da Sagrada Paixão. Com esta prática se conservará longe do pecado e crescerá na virtude."

“Meditar hoje e amanhã num Deus açoitado, coroado de espinho e crucificado por nosso amor, e ofendê-Lo?! Não, não pode ser."

Escrevia a alma piedosa:

“Agradeço à divina misericórdia o ter-lhe concedido a graça de pensar continuamente nos sofrimentos de Jesus. Reflita especialmente no amor com que Nosso Senhor padeceu por nós. O caminho mais breve para a santidade é perder-se toda no abismo de Suas dores. O Profeta chama à Paixão de Jesus OCEANO DE AMOR E DE DOR. Ali! minha filha, é este um segredo revelado unicamente aos humildes. Neste mar imenso a alma descobre a preciosa pérola das virtudes e toma para si os sofrimentos do Amado. Espero que o Esposo lhe ensine esta pesca divina, contanto que se conserve na solidão interior, desprendida de toda imagem, separada de todas as criaturas na pura fé e no santo amor... ” .

“Quando estiver bem aniquilada, bem desprezada e convencida do seu nada, peça a Deus lhe permita penetrar em Seu divino Coração, e Ele não lho negará. Permaneça como vítima naquele divino altar, em que arde eternamente o fogo do santo Amor. Deixe que essas chamas sagradas penetrem até a medula de seus ossos e a reduza a cinza. Em seguida, se o Divino Espirito Santo dignar-se elevar essa cinza à contemplação dos divinos mistérios, consinta que sua alma se abisme na santa contemplação. Oh! como isto agrada a Nosso Senhor!”

(O Caçador de almas, São Paulo da Cruz, pelo Pe. Luis Teresa de Jesus Agonizante)

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

São Paulo da Cruz e o Santo Sacrifício da Missa




Imaginemos com que fé e amor subiria Paulo ao altar!

Apesar de absorto nos augustos mistérios, cumpria escrupulosamente as cerimônias, nada julgando de somenos nas coisas de Deus. Inflamava-se-lhe paulatinamente o rosto e lágrimas copiosas umedeciam os paramentos sagrados.

Com o decorrer dos tempos, diminuíram as lágrimas, particularmente nas aridezes e desolações espirituais. Porém, jamais deixou de chorar depois da Consagração.

Qual a fonte misteriosa e inesgotável dessas lágrimas? Ouçamo-lo em palestra com seus filhos:

“Acompanhai a Jesus em Sua Paixão e Morte, porque a missa é a renovação do Sacrifício da Cruz. Antes de celebrardes revesti-vos dos sofrimentos de Jesus Crucificado e levai ao altar as necessidades de todo o mundo” .

Quando celebrava, afigurava-se-lhe estar no Calvário, ao pé da Cruz, em companhia da Mãe das Dores e do Discípulo predileto, a contemplar Jesus em Suas penas. Essa a causa de tantas lágrimas, verdadeiro sangue da alma que, mesclado com o Sangue divino do Cordeiro, eram oferecidas ao Eterno Padre para aplacá-lO e atrair sobre os homens graças e benefícios.

Revestir-se de Jesus Crucificado antes do santo Sacrifício, Paulo o fazia diariamente, pois não subia ao altar sem macerar-se com disciplina terminada em agudas pontas, enquanto meditava a dolorosa Paixão do Senhor, unindo-se espiritual e corporalmente aos tormentos do seu Deus.

Terminada a santa missa, retirava-se a lugar solitário, entregando-se aos mais vivos sentimentos de gratidão e amor. E prescreveu nas santas Regras este método de preparação e ação de graças à santa missa.

Ao comentar as palavras do Evangelho COENACULUM STRATUM, dizia ser o cenáculo o coração do padre, cuja integridade deve ser defendida a todo custo, mantendo-se sempre acesas as lâmpadas da fé e da caridade. Comparava também o coração sacerdotal ao sepulcro de Nosso Senhor, sepulcro virgem, onde ninguém fora depositado. E acrescentava:

O coração do sacerdote deve ser puro e animado de viva fé, de grande esperança, de ardentíssima caridade e veemente desejo da glória de Deus e da salvação das almas” .

Zeloso da rigorosa observância das rubricas, corrigia as menores faltas. Velava outrossim pelo asseio das alfaias sagradas:

Tudo o que serve ao santo Sacrifício, dizia, deve ser limpo, sem a menor mancha ” .

Vez por outra mostrou Nosso Senhor com prodígios quão agradável Lhe era a missa celebrada pelo Seu fiel servo. Celebrava certo dia na capela do mosteiro de Santa Luzia, em Corneto. Tinha como ajudante o ilustre personagem Domingos Constantini. Pouco antes da Consagração, envolveu-o tênue nuvem de incenso, embalsamando o santuário de perfume desconhecido, enquanto o santo se elevava a cerca de dois palmos acima do supedâneo. Terminada a Consagração, envolto sempre naquela misteriosa nuvem, alçou-se novamente ao ar, com os braços abertos. Dir-se-ia um Serafim em oração.

O piedoso Constantini de volta à casa, maravilhado, relatou o fato, glorificando a Deus, tão admirável nos Seus santos.

(O caçador de almas, São Paulo da Cruz, por Pe. Luís Teresa de Jesus Agonizante, edição de 1958)

Fonte:

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