terça-feira, 19 de novembro de 2013

Excelente livro sobre a devoção do Santo Rosário!!

Sermões de Padre Antônio Vieira
Livro de 1949 - 289 págs


MOTIVOS DA PRESENTE EDIÇÃO

Nenhum clássico da literatura portuguesa e, pode-se mesmo dizer, da literatura universal, teve melhores motivos para cantar as excelências do Rosário, do que o gênio do Padre Vieira.
O motivo de ser cristão, o motivo de ser padre, o motivo de ser jesuíta e jesuíta português, o motivo de ser gênio e gênio nascido de um milagre da Virgem, que melhores motivos?
Ser cristão é ter-se um dia sepultado na fonte do Batismo, para “renascer da água e do Espírito Santo(1)”, com a limpidez, na inteligência, das verdades reveladas, e contidas inteiramente nas orações do Rosário, vocais e mentais.
Ser padre é ser um vivo portador do Credo, um credenciado realizador do Padre Nosso e um perpetuo cantor da Ave Maria, para a glória do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Ser jesuíta é escolher, entre “duas bandeiras”, a bandeira de Jesus e marchar na “Companhia” exercitada pela Virgem de Manresa.
Ser lusitano é pertencer àquele Povo que sempre teve, para Nossa Senhora, “finezas altas e afamadas”, e que ficou muito bem representado no torneio dos Doze de Inglaterra:
“A Dama como ouviu que este era aquele
Que vinha a defender seu Nome e fama (2)”.
Ser gênio é ter olhos de lince para enxergar o que poucos enxergam e é ter asas leves e vigorosas para subir aonde sobem as águias.
O gênio do Padre Vieira nasceu de um milagre da Virgem e, com ser um gênio de milagre, é um milagre de gênio que, alcandorando-se, carregou do ninho as contas do Santo Rosário, que brilham como estrelas na amplidão de sua eloquência.
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Todo esse conjunto excepcional de motivos que concorreram na inteligência do Padre Vieira, concorre felizmente agora para que a Oficina do Rosário consiga realizar o que tanto deseja.
A Oficina do Rosário é uma instituição fundada em 6 de Abril de 1946, na Cidade do Salvador da Bahia, e que tem por finalidade restabelecer nas Famílias a antiga tradição brasileira do Rosário em comum, e confeccionar Terços para a distribuição gratuita entre os pobres. [...]
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De todos os meios a seu alcance tem-se servido esta sociedade de Nossa Senhora, para difundir a devoção do Rosário.
Serve-se agora dos sermões de Vieira, que são os mais profundos, os mais altos e os mais coloridos de pétalas ricas, de quantos recendem a rosas do Santo Rosário. [...]
Bahia, festa de Nossa Senhora do Rosário em 1949.
Pe. Francisco de Sales Brasil
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(1)   Joan., III, 5.
(2) Camões, Lusíadas, VI, 63.

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