sábado, 25 de junho de 2016

Vaidade no vestir e comunhão frequente...

Acompanhe abaixo um belíssimo texto de Santo Afonso a respeito de quem tem o desejo de aparecer demais, de ser elogiada demais pelos outros, querendo ser o centro das atenções e tem sempre uma vaidade exagerada no vestir. Isso tudo pode nos afastar de Deus?
Certamente, e podemos comungar em tal estado, nutrindo tais coisas dentro de nós? É o que o santo doutor responde.



"Quantas pessoas deixam de procurar a comunhão para não se sentirem obrigadas a viver com maior recolhimento e maior desapego das coisas desta terra. Esse é o motivo verdadeiro porque muitos não comungam com maior frequência. Sabem que a comunhão diária não pode estar junto com o desejo de aparecercom a vaidade no vestir, com o apego aos prazeres da gula, as comodidades, asconversas maldosas. Sabem que deveria haver mais oração, praticar mais mortificações internas e externas, maior recolhimento. É por isso que se envergonham de aproximar mais vezes da comunhão. Sem dúvida, tais pessoas fazem bem em deixar a comunhão frequente enquanto se acham neste estado lastimoso de tibieza. Mas deve sair dessa situação de tibieza quem se sente chamado a uma vida mais perfeita e não quer pôr em perigo a própria salvação eterna."

Santo Afonso de Ligório - A Prática do Amor a Jesus Cristo

sexta-feira, 24 de junho de 2016

São Francisco de Sales - Pensamentos consoladores



"Tende confiança em vossas provas. 
Não esqueçais que convém que a folha caia, 
para que reverdeça a árvore; 
que convém que a semente morra no seio da terra, 
para que se transforme em haste rejuvenescida e renovada. 
Ainda algum tempo de dor bem pacientemente suportada, 
e essa mortalidade se transformará em imortalidade gloriosa, 
essa decomposição que nos espera, 
há de transformar-se em luz brilhante! 
E reunidos com os bons no lugar de doce alívio e eterna paz, 
onde não há luto, nem gemido, nem dor de espécie alguma, sereis felizes, 
de uma felicidade serena e imperturbável, 
pois não vos preocupareis com o pensamento 
de que ela possa terminar, diminuir, arrefecer. 
Então direis: bem empregado o sofrimento
que durante a vida eu padeci, 
abençoadas as minhas dores, lutos e aflições. 
Instantes passageiros, minutos fugitivos, 
benditos para sempre sejais, 
pois me granjeastes a felicidade eterna!"

(São Francisco de Sales - Pensamentos consoladores)

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Da Paciência na desolação Espiritual

Devemos, finalmente, praticar a paciência no desamparo espiritual. É este o sofrimento mais doloroso e atroz que pode atingir uma alma que ama a Deus. Quando um cristão piedoso goza de consolações espirituais, todas as injúrias, todas as dores, todas as perdas e perseguições não são capazes de perturbar; antes aumentam a alegria de seu coração por lhe darem ocasião de oferecer ao Senhor esses padecimentos e unir-se mais intimamente com ele. Ao contrário, causa a uma alma que ama a Deus o mais atroz tormento não sentir mais em si nenhuma devoção, nenhum zelo, nenhum santo desejo, mas só frieza e aridez na oração e na santa comunhão. É prova de seu amor quando continua no seu caminho, sem nenhum estímulo sensível e até sentindo repugnância interna e tormento de espírito. 

"O Senhor prova aqueles a quem ama por meio de secura de espírito e tentações" diz a Santa (Vida, c.11). 


Achando-se uma vez a beata Ângela de Foligno em um tal estado, queixou-se ao Senhor de a ter abandonado. "Não, minha filha, lhe respondeu o Senhor, amo-te, agora, mais que antes e tenho-te mais unida a mim do que nunca."

É um engano, diz S. Francisco de Sales, querer medir a piedade segundo o grau de consolação que se sente no serviço de Deus. A Verdadeira devoção, diz ele, consiste na firme vontade de fazer tudo o que agrada a Deus. Pela aridez espiritual une-se Deus mais intimamente com as almas que ele ama de modo particular. O que nos impede de unir-nos verdadeiramente a Deus é o apego às nossas inclinações desregradas; por isso, quando Deus quer levar uma alma a amá-lo com perfeição, procura libertá-la de todo o apego às coisas criadas. Para conseguir isso, priva-a, pouco a pouco dos bens terrestres: riquezas, honras, parentes, saúde do corpo, etc. Envia-lhe toda a espécie de adversidades: desgostos, humilhações, perda de pessoas amadas, doenças etc. São esses outros tantos meios de que Deus se serve para desprender as almas das criaturas, a fim de que lhe dedique todo o seu amor. 

No começo da conversão, Deus concede algumas vezes à alma muitas consolações interiores, para lhe inspirar o desejo dos bens espirituais, e o comove tanto, que ela derrama uma torrente de lágrimas. Assim, a alma abandona, aos poucos, as criaturas e se entrega a Deus, ainda que mui imperfeitamente, desde que o faz mais em vista daquelas consolações do que para agradar a Deus. Mas ela, pelo contrário, julga amar tanto mais a Deus quanto mais gosto experimenta em seus exercícios de piedade. Quando, por isso tem de deixar esses seus exercícios de predileção, para cumprir com as exigências da obediência ou da caridade ou, então, quando não acha mais as mesmas consolações nesses exercícios, abandona-os ou, então, encurta-os cada vez mais, até que, afinal, não se incomoda mais com eles.

Isso se dá com muitas almas que Deus chama a um amor especial: trilham no princípio o caminho da perfeição, mas só enquanto acham nele consolações sensíveis; quando, porém, cessam os doces sentimentos, tornam-se negligentes e recomeçam o seu antigo modo de vida. É um defeito geral de nossa natureza corrompida que nós procuramos, em tudo o que fazemos, a nossa própria satisfação. 

Por isso precisamos nos convencer que o amor de Deus ou a perfeição não consiste em doces sentimentos e consolações sensíveis, mas em vencer o amor-próprio e cumprir com a vontade de Deus.

Enquanto duram as consolações interiores, não é preciso muita virtude para se renunciar aos prazeres sensuais e suportar com paciência injúrias e adversidades. Uma alma, que é favorecida de Deus com aquele gozo sensível, suporta pacientemente tudo que lhe ocorre; mas sua paciência provém mais do atrativo daquelas consolações do que do verdadeiro amor a Deus.

para que a alma se firme na virtude, afasta-se Deus dela para curá-la de seu amor-próprio, que se compraz naquelas doçuras. Assim, nos atos de oferecimento próprio, de confiança e de amor de Deus, acha frieza e desgosto em vez da antiga alegria com que os praticava; sente fastio em todos os exercícios de devoção, na oração, na leitura espiritual, até na santa comunhão, e parece-lhe que, para si, não há mais salvação. Ela reza e reza sempre de novo, e experimenta uma grande aflição, porque julga que Deus não a quer atender.

Vejamos agora como nos devemos portar a respeito das consolações sensíveis e do desamparo espiritual. Se aprouver ao Senhor, em sua misericórdia, nos consolar com sua visita amorosa e nos fazer sentir sua presença valiosa, não devemos renunciar a esse favor divino, como ensinavam alguns falsos místicos; pelo contrário, devemos recebê-lo com gratidão, sem, contudo esforçarmo-nos em gostar dessa doçura sensível e nela nos comprazermos. Muito menos devemos tolerar o pensamento de que Deus nos favorece mais que aos outros, porque levamos uma vida melhor do que eles; uma tal vaidade obrigaria o Senhor a afastar-se de nós e nos abandonar à nossa miséria.

As consolações espirituais pertencem aos dons mais preciosos que Deus concede a uma alma; elas são muito mais preciosas que todas as riquezas e honras do mundo e, por isso, devemos agradecê-las ao Senhor do fundo da alma. Ao mesmo tempo, porém, longe de nos deleitarmos no gozo sensível delas, devemos humilhar-nos de coração e pôr diante dos olhos os muitos pecados da nossa vida anterior. Devemos pensar que Deus nos concede essas consolações por puro amor e, talvez com a única intenção de nos preparar para que suportemos com paciência alguma tribulação pesada que nos quer enviar.

Portanto, no tempo da consolação espiritual ofereçamo-nos a Deus alegremente para tomar sobre nós toda a espécie de sofrimentos, tanto internos como externos: doenças, perseguições, abandono espiritual, etc., dizendo-lhe: Vede-me aqui, ó Senhor, disponde de mim e de tudo o que é meu como vos aprouver; concedei-me unicamente a graça de vos amar e cumprir perfeitamente vossa vontade; nada mais desejo.

Se uma alma está possuída da convicção de se achar em estado de graça, não perde a paz ainda que seja de uma vez privada de todas as alegrias deste mundo e do céu, visto que ela sabe que ama a Deus e que é de Deus amada. Contudo, para purificá-la cada vez mais e uni-la a si por um amor puro e perfeito, precipita-a o Senhor no caminho do desamparo espiritual, entregando-a assim a um tal sofrimento que de todos os internos e externos é o maior. A alma se encontra então em uma tal escuridão que não sabe mais se está no estado de graça, e parece-lhe que não poderá encontrar mais a Deus.

Algumas vezes permite o Senhor que ela seja atormentada, com inaudita violência, por tentações impuras ou contra a fé, de desespero e até de ódio a Deus. Parece-lhe que ele a repele de si e não ouve mais as suas orações. Sendo sumamente veementes as sugestões do demônio e a excitação da concupiscência e, de outro lado, não sabendo a alma, por maior resistência que oponha, discernir ao certo se luta energicamente contra a tentação ou se nela consentiu, teme cada vez mais que tenha sido inteiramente abandonada por Deus, em justo castigo de sua infidelidade, e tenha de perecer na mais extrema miséria de não poder mais amar a Deus e de ser odiada por ele.

Quando uma alma que ama a Deus se acha em tal estado, não deve perder a coração nem seu confessor deve se admirar disso; essas excitações sensíveis, essas tentações contra a fé e a esperança, que querem arrastar a alma a odiar a Deus, causam-lhe a maior aflição; são elas sugestões do inimigo e não atos deliberados, e, portanto, não são pecados. Para se convencer disso, pergunta-se a uma tal alma, mesmo no tempo de seu maior desamparo espiritual, se quereria cometer deliberadamente um só pecado venial e imediatamente responderá que preferiria sofrer, não só uma vez, mas até mil vezes antes a morte a irrogar uma tal injúria ao Senhor.

Quando se pratica um ato de virtude, por exemplo, se vence uma tentação, se faz um ato de confiança, de amor ou de conformidade com a vontade de Deus, deve-se bem distinguir entre aquele ato de virtude e a consciência de tê-lo praticado. A consciência de ter feito algum bem causa-nos uma certa satisfação; nosso merecimento, porém, está todo na prática do ato de virtude. Deus, por isso, contenta-se com isso e tira a alma a satisfação; priva-a de todo o gosto, que nada confere ao valor da ação, porque o Senhor antepõe o nosso proveito à satisfação de nosso amor-próprio.

S. João da cruz escreveu para uma alma internamente desolada: 'Nunca vos achastes em melhor estado que agora, porque nunca estivestes tão humilhada, tão desprendida do mundo, e nunca conhecestes tão bem vossa miséria como agora; nunca estivestes tão indiferente convosco mesma e nunca vos procurastes menos que agora.'

Seria mesmo inútil no tempo da aridez, alma cristã, e talvez até aumentasse a tua perturbação, se te quisesses convencer que te achas em estado de graça e que teus padecimentos são unicamente uma provação e, de forma alguma, um abandono da parte de Deus, pois Deus não quer que tu o saibas, mas que te humilhes, redobres as tuas orações e faças muitos atos de confiança em sua infinita misericórdia. Queres ter clareza a respeito de teu estado; Deus, porém, deseja que as trevas te circundem.

De resto, segundo S. Francisco de Sales, é uma prova de que se está em estado de graça, quando se está resolvido a nunca consentir em um pecado, por menor que seja. Entretanto, não se pode conhecer claramente nem sequer isso quando se está em profunda desolação; não se deve, portanto, em tal estado, querer sentir tudo ou apalpar com as mãos, mas entregar incondicionalmente nas mãos da divina Bondade. Oh! quão agradáveis são esses atos de confiança e de resignação ao coração de Deus, no meio das trevas da desolação. 

Tenhamos, pois uma grande confiança em Deus, que, como diz S. Teresa, nos ama muito mais do que nós mesmos nos amamos. (...) 


Santo Afonso de Ligório - Escola da Perfeição Cristã; XII Da Paciência. Pag 300 a 303.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

A assombrosa história do Papa que foi para o purgatório e implorou por ajuda!

Muitos cristãos passarão primeiro pelo purgatório, a fim de serem purificados e poderem entrar sem mácula na presença santíssima de Deus

Papa Inocêncio III, pontífice de 1198 até 1216, foi um dos papas mais influentes da história.

Foi ele que concedeu a São Francisco de Assis e ao seu pequeno grupo de seguidores a permissão para fundar a Ordem dos Frades Menores. Foi ele que convocou o IV Concílio da Latrão, no qual foi definida dogmaticamente a doutrina da transubstanciação. Ele fez grandes esforços para combater as heresias na Europa e repelir a invasão das hordas muçulmanas. Em parte, a sua grande energia se devia à incomum juventude com que foi eleito papa: 37 anos de idade.

No entanto, após 18 anos como pontífice, ele morreu de repente. E esta não foi a última notícia que se teve dele.

No dia no que o papa Inocêncio III morreu, ou pouco depois, ele apareceu para Santa Lutgarda de Aywieres, na Bélgica. Santa Lutgarda é considerada uma das grandes místicas do século XIII, conhecida por seus milagres, visões, levitação e grande talento para ensinar.

Quando o papa Inocêncio lhe apareceu, agradeceu a ela pelas orações oferecidas durante a sua vida e explicou que não tinha ido diretamente para o céu: estava no purgatório, sofrendo a purificação por três faltas específicas que tinha cometido em vida.

Quando um cristão morre, os católicos acreditam que ele pode ir diretamente para o céu se não tiver nenhuma pena a pagar por seus pecados. Muitos, porém, passarão primeiro pelo purgatório, a fim de serem purificados e poderem entrar sem mácula na presença Santíssima de Deus.

Inocêncio pediu que Santa Lutgarda orasse por ele e, a respeito do purgatório, disse:

“É terrível! A minha pena durará o equivalente a séculos se não me ajudares. Em nome de Maria, que obteve para mim o favor de recorrer a ti, ajuda-me!”

As almas que chegam ao purgatório já não podem conseguir pelos próprios méritos livrar-se da pena da purificação. Mas nós, que ficamos neste mundo, podemos oferecer orações e penitências para aliviar seu sofrimento. Quanto tempo devemos orar e nos sacrificar por uma alma em particular? Não sabemos, mas Santo Agostinho escreveu em suas Confissões, dez a quinze anos depois da morte de sua mãe, Santa Mônica, que ainda pedia orações por ela.

Não existe o tempo no mundo espiritual, mas o purgatório pode “durar” o equivalente a muitos anos do mundo material, até que a alma repare as consequências dos seus pecados já perdoados. Oremos sempre a Deus Pai para que, em sua graça, leve as nossas orações e sacrifícios em conta e abrande a pena das almas do purgatório.

Visto em: Ateleia.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Sobre a Misericórdia e Justiça Divina

Misericordia enim et ira ab illo cito proximant, et in peccatores respicit ira illius — «A sua misericórdia e a usa ira chegam rapidamente, e em sua ira olha para os pecadores» (Eclo 5,7).

"De dois modos o demônio engana os homens e arrasta muitos consigo ao inferno. Depois do pecado arrasta-os ao desespero, por meio da justiça divina; e antes do pecado excita-os a cometê-lo pela esperança da divina misericórdia. Se quisermos desfazer a arte do inimigo, façamos o contrário: depois do pecado, confiemos na misericórdia divina, mas, antes do pecado, temamos a sua justiça inexorável. Como poderia confiar na misericórdia de Deus quem abusa da mesma misericórdia para o ofender?

I. Diz Santo Agostinho que o demônio engana os homens de dois modos: pelo desespero e pela esperança. Quando o pecador caiu, arrasta-o ao desespero, representando-lhe o rigor da divina justiça; mas antes do pecado, excita-o a cometê-lo pela confiança na divina misericórdia. — Com efeito, será difícil encontrar um pecador tão desesperado que se queira condenar por si próprio. Os pecadores querem pecar, mas sem perderem a esperança de se salvar. Pecam e dizem: Deus é misericordioso; cometerei este pecado e depois irei confessar-me dele. Mas, ó Deus! é assim que falaram tantos que agora estão condenados!

Avisa-nos o Senhor: «Não digas: são grandes as misericórdias de Deus; por muitos pecados que eu cometa, obterei o perdão por um só ato de contrição» (Eclo 5, 6). Não digas assim, avisa-nos Deus; e por quê? Porque a sua misericórdia e a sua justiça vão sempre juntas; e a sua indignação se inflama contra os pecadores impenitentes, que amontoam pecados sobre pecados e abusam da misericórdia para mais pecares: A sua misericórdia e a sua ira chegam rapidamente, e a sua indignação vira-se contra os pecadores. — A misericórdia de Deus é infinita, mas os atos dessa misericórdia são finitos. Deus é misericordioso, mas também é justo. «Eu sou justo e misericordioso», disse um dia o Senhor a Santa Brígida; «mas os pecadores julgam-me somente misericordioso».

Não queiramos, escreve São Basílio, considerar só uma das faces de Deus. E o Bem-aventurado João Ávila acrescenta que tolerar os que abusam da misericórdia de Deus, para mais o ofenderem, não seria mais ato de misericórdia, mas falta de justiça. A misericórdia é prometida ao que teme a Deus, não ao que dela abusa: Et misericordia eius timentibus eum (Luc 1, 50). A justiça ameaça os pecadores obstinados; e assim como Deus, observa Santo Agostinho, não falta às suas promessas, tão pouco faltará a suas ameaças.

II. Meu irmão, escuta o belo conselho que te dá Santo Agostinho: Post peccatum spera misericordiam. Depois do pecado, confia na misericórdia de Deus; mas antes do pecado, receia a sua terrível justiça: Ante peccatum pertimesce iustitiam. Sim, porque é indigno da misericórdia de Deus quem dela abusa para o ofender. Aquele que ofende a justiça, diz Afonso Tostato, pode recorrer à misericórdia; mas a quem poderá recorrer o que ofende a própria misericórdia? Seria zombar de Deus querer continuar a ofendê-lo e desejar depois o paraíso. Avisa-nos, porém, São Paulo, que Deus não consente que zombemos dele: Deus non irridetur (Gal 6, 7).

Ah, meu Jesus, eu sou um daqueles que Vos ofenderam, porque Vós éreis tão bom. Esperai, Senhor, não me abandoneis ainda, já que pela vossa graça espero nunca mais dar-Vos motivo para que me abandoneis. Pesa-me, ó bondade infinita, de Vos ter ofendido e abusado tanto da vossa paciência. Graças Vos dou por me terdes esperado até agora. No futuro, não mais Vos quero trair como no passado.

Vós me suportastes tanto tempo, afim de me verdes um dia cativo amorosamente da vossa bondade. Esse dia já chegou, como espero. Amo-Vos, ó bondade infinita. † Jesus, meu Deus, amo-Vos sobre todas as coisas; estimo a vossa graça mais que todos os reinos do mundo; antes perder mil vezes a vida que perder a vossa afeição. — Meu Deus, pelo amor de Jesus Cristo, dai-me, com o vosso amor, a santa perseverança até à morte. Não consintais que eu torne a trair-Vos, e deixe jamais de Vos amar. — Ó Maria, sois a minha esperança; obtende-me a perseverança e nada mais vos peço. (*II 76.)

Santo Afonso Maria de Ligório. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo Terceiro: desde a duodécima semana depois de Pentecostes até ao fim do ano eclesiástico. Friburgo: Herder & Cia, 1922, p.81-83.

Fonte:
http://floresdamodestia.blogspot.com.br/

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Principais causas da crise na Igreja - Dom Lefebvre e Dom Antonio de Castro Mayer

Em 21 de novembro de 1983, Dom Antônio de Castro Mayer assinou em companhia de Dom Lefebvre uma Carta ao Papa com um anexo que expunha as causas principais da «dramática situação» eclesial. Reproduzimos o anexo para que se meça o valor do “bom combate” empreendido por estes dois bispos católicos, e para demonstrar que tal “dramática situação” não só perdura até hoje mas se agravou.



I. Concepção “latitudinarista” e ecumênica da Igreja.

A concepção da Igreja como “povo de Deus” se encontra já em numerosos documentos oficiais.

Desta concepção emana um significado latitudinarista e um ecumenismo falso.

Alguns fatos patenteiam tal concepção heterodoxa: as autorizações para construir salas destinadas ao pluralismo religioso; a edição de Bíblias ecumênicas, que já não são conformes à exegese católica; as cerimônias ecumênicas, como a de Cantuária.

Na Unitatis Redintegratio se ensina que a divisão dos cristãos «é motivo de escândalo para o mundo e obstaculiza a pregação do Evangelho a todos os homens… que o Espírito Santo não despreza o servir-se das outras religiões como instrumento de salvação». O mesmo erro se repete no documento Catechesi tradendae de João Paulo II. Na mesma linha, e com afirmações contrárias à fé tradicional, João Paulo II declara na catedral de Cantuária, em 25 de maio de 1982, «que a promessa de Cristo nos leva a confiar em que o Espírito Santo deterá as divisões introduzidas na Igreja já depois de Pentecostes»; como se nunca se tivesse dado na Igreja a unidade de credo.

O conceito de “povo de Deus” induz a crer que o protestantismo não é mais que uma forma particular da mesma religião cristã.


O concílio Vaticano II proclama «uma autêntica união no Espírito Santo» com as seitas heréticas (Lumen Gentium, 14), «certa comunhão com elas, se bem que imperfeita ainda» (Unitatis Redintegratio, 3).

Esta unidade ecumênica contradiz a encíclica Satis Cognitum de Leão XIII, que ensina que «Jesus não fundou uma Igreja que abraça várias comunidades que se assemelham genericamente, mas que são diferentes e não se acham ligadas por um vínculo que forme uma igreja única». Tal unidade ecumênica é contrária também à encíclica Humani Generis de Pio XII, que condena a idéia de reduzir a mera fórmula a necessidade de pertencer à Igreja Católica; é contrária igualmente à encíclica Mystici Corporis do mesmo Papa, que condena a concepção de uma Igreja «pneumática», a qual constitui, segundo a dita concepção, o laço invisível entre as comunidades separadas na fé. Tal ecumenismo é contrário igualmente aos ensinamentos de Pio XI na encíclica Mortalium animos: «Sobre este ponto é oportuno expor e rejeitar certa opinião falsa que está na raiz do problema supramencionado e desse movimento complexo com o que os acatólicos se esforçam por realizar uma união entre as igrejas cristãs. Os que aderem a tal opinião têm sempre na boca as palavras de Cristo: ‘… que todos sejam um…; …e haverá um só rebanho e um só pastor’ (Jo 17, 21; 10, 16); e pretendem que com tais palavras Cristo expressa um desejo ou uma prece que nunca se realizou. De fato, pretendem que a unidade de fé ou de governo, que constitui uma das notas da verdadeira Igreja de Cristo, não existiu praticamente até o dia de hoje, e que ainda agora continua não existindo».

Esse ecumenismo, condenado pela moral e pelo direito canônico, chega a permitir que os Sacramentos da Penitência, da Eucaristia e da Extrema-Unção se recebam de «ministros acatólicos» (cânon 844 do código novo), e favorece «a hospitalidade ecumênica» ao autorizar os ministros católicos a administrar o sacramento da Eucaristia aos acatólicos.

Tudo isso é abertamente contrário à revelação divina, que prescreve a «separação» e rejeita a mistura «entre a luz e as trevas, entre o fiel e o infiel, entre o templo de Deus e o das seitas» (II Cor 6, 14-18).

II. Governo colegial-democrático da Igreja

Depois de ter arruinado a unidade da fé, os modernistas contemporâneos se esforçam para livrar-se tanto da unidade de governo como da estrutura hierárquica da Igreja.

A doutrina, já sugerida pelo documento Lumen Gentium do concílio Vaticano II, será recolhida explicitamente pelo novo código de direito canônico ao ensinar que o colégio dos bispos unido ao Papa goza igualmente do poder supremo, e isso de modo habitual e constante (cânon 336).

Esta doutrina do duplo poder supremo é contrária ao ensinamento e à prática do Magistério eclesiástico, especialmente no concílio Vaticano I (Denz. 3055) e na encíclica de Leão XIII Satis Cognitum: só o Papa goza de tal poder supremo, que comunica na medida em que o considera oportuno e em circunstâncias extraordinárias.

A este grave erro se liga a orientação democrático-eclesial, que faz residir o poder no «povo de Deus», como o ratifica o direito novo. Tal erro jansenista é condenado pela bula Auctorem Fidei de Pio VI (Denz. 2602).

A tendência a fazer participar a «base» no exercício do poder, se reconhece na instituição do sínodo [permanente dos bispos] e das conferências episcopais, dos conselhos presbiterais e pastorais, e na multiplicação das comissões romanas e nacionais, bem como das que há no seio das congregações religiosas (veja-se a respeito o concílio Vaticano I, Denz. 3061 — Novo Código de Direito canônico, cânon 447).

A degradação da autoridade na Igreja é a fonte da anarquia e da desordem que reinam hoje por toda a parte.

III. Os falsos direitos naturais do homem

A declaração Dignitatis humanae do concílio Vaticano II afirma a existência de um falso direito natural do homem em matéria religiosa, contrariamente aos ensinamentos pontifícios que negam formalmente tamanha blasfêmia.

Assim, Pio IX na encíclica Quanta cura e no Syllabus, Leão XIII nas encíclicas Libertas Praestantissimum e Immortale Dei, Pio XII no discurso Ci riesce aos juristas italianos negam que a razão ou a revelação fundamentem semelhante direito.

O Vaticano II crê e professa de maneira absoluta que «a verdade não pode impor-se senão com a força própria da verdade», o que se opõe formalmente aos ensinamentos de Pio VI contra os jansenistas do concílio de Pistóia (Denz. 2604). O concílio Vaticano II chega ao absurdo de afirmar o direito a não aderir à verdade nem segui-la: o direito a obrigar os governos civis a já não fazer discriminações por motivos religiosos, estabelecendo a igualdade jurídica entre a religião verdadeira e as falsas.

Tais doutrinas se fundam em um conceito falso da dignidade humana, que deriva dos pseudofilósofos da Revolução Francesa, agnósticos e materialistas, os quais foram condenados no passado por São Pio X no documento pontifício Notre Charge Apostolique.

O Vaticano II prognostica que da liberdade religiosa nascerá uma era de estabilidade para a Igreja. Gregório XVI, em contrapartida, reputa por desfaçatez suma afirmar que a liberdade imoderada de opinião seria benéfica para a Igreja.

O Concílio expressa um princípio falso na Gaudium et Spes ao considerar que a dignidade humana e cristã deriva do fato da Encarnação, a qual restaurou essa dignidade em beneficio de todos os homens. O mesmo erro se afirma na encíclica Redemptor hominis de João Paulo II.

As conseqüências do reconhecimento, por parte do Concílio, deste falso direito do homem destroem os fundamentos do reinado social de Nosso Senhor, arruínam a autoridade e o poder da Igreja em sua missão de fazer reinar Nosso Senhor nos espíritos e nos corações combatendo as forças satânicas que subjugam as almas. Ao espírito missionário, por conseguinte, acusá-lo-ão de proselitismo exagerado.

A neutralidade dos Estados em matéria religiosa é injuriosa para Nosso Senhor e para sua Igreja quando se trate de Estados de maioria católica.

IV. Uma concepção errônea do poder do Papa

Certamente, o poder do Papa na Igreja é um poder supremo, mas não pode ser absoluto nem ilimitado, dado que está subordinado ao poder divino, que se expressa na Tradição, na Escritura Sagrada e nas definições promulgadas pelo Magistério eclesiástico (Denz. 3116).

O poder do Papa está subordinado ao fim para o qual lhe foi conferido, e limitado por este. Tal fim é definido claramente pelo Papa Pio IX na constituição Pastor Aeternus do concílio Vaticano I (Denz. 3070). Seria um abuso de poder intolerável modificar a estrutura da Igreja e pretender apelar para o direito humano contra o direito divino, como se faz na liberdade religiosa, na “hospitalidade” eucarística autorizada pelo direito novo, na afirmação de dois poderes supremos na Igreja.

Salta aos olhos que, nestes casos e em outros semelhantes, é um dever para todo e qualquer sacerdote e para todo e qualquer fiel católico resistir e negar obediência. A obediência cega é uma absurdidade, pois ninguém está isento de responsabilidade por ter obedecido aos homens antes que a Deus (Denz. 3115), ao passo que a resistência em questão deve ser pública se o mal é público e constitui motivo de escândalo para as almas (Suma Teológica II-II, q. 33, a. 4).

São princípios elementares de moral que regulam as relações dos súditos com todas as autoridades legítimas.

Por outro lado, esta resistência acha uma confirmação no fato de que há tempo só são penalizados os que se atêm firmemente à Tradição e à fé católica, ao passo que não são molestados os que professam doutrinas heterodoxas ou cometem autênticos sacrilégios: é a lógica do abuso de poder.

V. Concepção protestante da missa

A nova concepção da Igreja, a julgar pela definição que deu dela o Papa João Paulo II na constituição preliminar do Novo Código de Direito Canônico, comporta uma mudança no ato principal da Igreja, integrado pelo sacrifício da missa. A definição da nova eclesiologia define com exatidão a nova missa: um serviço e uma comunhão colegial ou ecumênica. Não se pode definir melhor a nova missa, a qual, como a nova ‘igreja’ conciliar, rompe abertamente com a Tradição e o Magistério da Igreja.

Trata-se de uma concepção mais protestante que católica, e que explica tanto tudo o que se exaltou indevidamente quanto o que se diminuiu. Contrariamente aos ensinamentos do concílio de Trento na sessão XXII, contrariamente à encíclica Mediator Dei de Pio XII, exagerou-se o papel dos fiéis na hora de participar da missa e rebaixou-se o do presbítero, reduzido a mero presidente; exagerou-se o papel da liturgia da palavra e diminuiu-se a importância do sacrifício propiciatório; exaltou-se a ceia comunitária, secularizando-a — tudo isso à custa da fé na presença real operada pela transubstanciação e do respeito devido a ela, ao passo que com a supressão da língua sagrada se pluralizaram os ritos até ao infinito, profanando-os com acréscimos mundanos ou pagãos, e difundiram-se traduções falsas, em detrimento da fé verdadeira e da piedade autêntica dos fiéis.

E, no entanto, os concílios de Florença e de Trento haviam anatematizado todas essas mudanças e afirmado que o cânon da missa remontava aos tempos apostólicos. Os Papas São Pio V e Clemente VIII insistiram na necessidade de evitar alterações e mudanças, conservando perpetuamente este rito romano consagrado pela tradição.

A dessacralização da missa, sua “secularização” preparam a “secularização” do sacerdócio ao modo protestante.

A reforma litúrgica de corte protestante é um dos maiores erros da igreja conciliar, e uma das mais daninhas para a fé e a moral.

A situação da Igreja, posta em estado de busca, introduz na prática o livre exame protestante, resultado da pluralidade de “credos” no seio da Igreja.

A supressão do Santo Ofício, do Índex, do juramento antimodernista suscitaram nos teólogos modernos uma necessidade de novas teorias, que desorientam os fiéis e os empurram para o movimento carismático, o pentecostalismo, as comunidades de base… É uma autêntica revolução, dirigida francamente contra a autoridade de Deus e da Igreja.

Os graves erros modernos, condenados constantemente pelos Papas, desenvolvem-se agora sem travas no seio da Igreja:
1. As filosofias modernas, antiescolásticas, existencialistas, antiintelectualistas, são ensinadas nas universidades católicas e nos seminários maiores.
2. O humanismo é favorecido pela necessidade das autoridades eclesiásticas de fazer eco ao mundo moderno e considerar ao homem o fim de todas as coisas.
3. O naturalismo — a exaltação do homem e dos valores humanos — faz esquecer os valores sobrenaturais da redenção e da graça.
4. O modernismo evolucionista causa a rejeição da Tradição, da Revelação, do Magistério de vinte séculos. Já não existem verdades imutáveis nem dogmas.
5. O socialismo e o comunismo: a negativa por parte do concílio a condenar estes erros foi escandalosa e induziu a crer com toda a razão do mundo que hoje o Vaticano é favorável a um socialismo ou a um comunismo mais ou menos cristão. A atitude da Santa Sé durante estes últimos quinze anos, tanto além como aquém da cortina de ferro, confirma esta crença.

Por fim, os acordos com a maçonaria, com o conselho ecumênico das igrejas e com Moscou reduzem a Igreja ao estado de prisioneira, fazem-na de todo incapaz de cumprir livremente sua missão. Trata-se de autênticas traições que clamam vingança ao céu, como os elogios tributados nestes dias ao heresiarca mais escandaloso e mais nocivo para a Igreja: Lutero.

É hora de a Igreja recuperar a liberdade de realizar o reino de Nosso Senhor Jesus Cristo e o reino de Maria sem se preocupar com seus inimigos».

domingo, 19 de junho de 2016

Novo curso (pago) de Carlos Nougué: «O melhor regime político segundo Santo Tomás (e o atual momento brasileiro)»

O Melhor Regime Político
segundo Santo Tomás
(e o atual momento brasileiro)

Curso on-line de 18 horas ministrado por 
Carlos Nougué


 “A felicidade última do homem está na contemplação da Verdade.”
Santo Tomás de Aquino

[Comunicado 1]

ABERTURA DAS INSCRIÇÕES PARA O CURSO

1) A partir do dia 4 de julho próximo, estarão abertas as inscrições para o curso on-line O Melhor Regime Político segundo S. Tomás (e o atual momento brasileiro), de 12 horas, divididas em 12 aulas de cerca de uma hora e meia cada uma.
2) As inscrições far-se-ão em nosso site:

VALOR E FORMAS DE PAGAMENTO

1) Valor total:
a) ou R$ 150,00 em até 6 parcelas sem juros no cartão de crédito;
b) ou R$ 140,08 por pagamento à vista mediante débito on-line ou boleto bancário.
Observação 1. Os que se inscreverem em julho terão direito não só ao curso, mas também a um exemplar de Estudos Tomistas – Opúsculos, livro do mesmo Carlos Nougué que está por sair pelas Edições Santo Tomás (192 páginas), com os seguintes opúsculos:
 Gramática, arte subalternada à Lógica;
• As duas primeiras operações do intelecto: uma crítica a Maritain e a outros tomistas;
• Tradução comentada do artigo da Suma Teológica “Se em Deus são o mesmo a essência e o ser” – em torno da questão “ser” versus “existência”;
• Se se deve rezar pela salvação do mundo;
• O que é a ideologia.
Observação 2. O pagamento se fará, em nosso próprio site, mediante o PagSeguro.
2) Ao pagarem, os alunos-subscritores receberão automaticamente uma senha de acesso aos vídeos-aula e à bibliografia; e aos que se inscreverem em julho enviar-se-á, no mesmo mês e ao endereço posto por eles mesmos no cadastro, o livro Estudos Tomistas – Opúsculos.

INÍCIO E DURAÇÃO DO CURSO 

1) O curso se iniciará no mesmo dia 4 de julho próximo.
2) Os alunos-subscritores terão acesso aos vídeos-aula durante dez meses a contar da data de inscrição.

EMENTA DO CURSO

I. Apresentação geral:
1. A Política segundo Santo Tomás.
2. Ciência da Política e Prudência Política.
II. Os regimes políticos segundo Santo Tomás.
1. A monarquia: virtudes e dificuldades; sua corrupção: a tirania.
2. A aristocracia: virtudes e dificuldades; sua corrupção: a oligarquia. 
3. politia (ou democracia não democratista): virtudes e dificuldades; sua corrupção: a democracia democratista.
Excurso: A democracia dos 400 mil de Edmund Burke.
4. Os regimes mistos.
5. O regime misto assinalado por Santo Tomás como a melhor forma de regime.
III. A devida ordenação do poder temporal ao espiritual.
IV. A política na Cristandade.
IV. O progressivo fim da cristandade e suas razões.
V. A revolução e suas etapas.
§ As sementes.
1. O Renascimento, Henrique VIII e a chamada Reforma.
2. O naturalismo, o iluminismo e o liberalismo.
3. A Revolução Industrial Inglesa: o cercamento dos campos e a ruína da família camponês-obreira.
Excurso: Se a economia pode pensar-se autonomamente.
4. A Revolução Francesa: o esmagamento da monarquia e dos corpos intermediários, e da ordenação do poder temporal ao espiritual – a Igreja sitiada.
5. Marx, a Primeira Guerra Mundial e a Revolução Russa – a reação da Igreja e da Cristandade restante.
6. Antonio Gramsci; György Lucácks e seu “Terrorismo Cultural”; o chamado neomarxismo da Escola de Frankfurt: Max Horkheimer, Erich Fromm,  Herbert Marcuse, Theodor W. Adorno, Jürgen Habermas, Walter Benjamin, entre outros;
7. A Segunda Guerra Mundial, a consolidação das democracias liberais, a expansão do comunismo.
8. O Concílio Vaticano II.
9. A vitoriosa revolução marcusiana – “É Proibido Proibir” e “A Imaginação no Poder” – e a queda do Muro de Berlim. 
VI. O mundo atual e a preparação para o advento do Anticristo: questões político-teológicas.
VII. O Brasil atual: a ruína do regime republicano-partidário, e o crescimento do movimento monarquista.

CURRÍCULO DE CARLOS NOUGUÉ

I. Dados pessoais:
Nome: Carlos (Augusto Ancêde) Nougué;
Nacionalidade: brasileira;
Idade: 64 anos.
II. Qualificações profissionais:
1) Professor de Filosofia e de Teologia por diversos lugares;
2) Professor de Tradução e de Língua Portuguesa em nível de pós-graduação;
3) Tradutor de Filosofia, de Teologia e de Literatura (do latim, do francês, etc.);
4) Lexicógrafo.
III. Autor dos seguintes livros:
• Suma Gramatical da Língua Portuguesa – Gramática Geral e Avançada (São Paulo, É Realizações, 2015, 608 pp.);
• Estudos Tomistas – Opúsculos (Formosa, Edições Santo Tomás; por sair este mês);
• Comentário à Isagoge de Porfírio (Formosa, Edições Santo Tomás; por lançar-se);
• Comentário às Categorias de Aristóteles (Formosa, Edições Santo Tomás; por lançar-se);
• Das Artes do Belo (São Paulo, É Realizações; por lançar-se);
• A Necessidade da Física Geral Aristotélica (São Paulo, É Realizações; por lançar-se como estudo introdutório da tradução do Comentário de Santo Tomás à Física de Aristóteles).
• Do Papa Herético (Formosa, Edições Santo Tomás; por lançar-se).
IV. Outros cursos on-line ministrados por Carlos Nougué:
V. Responsável pelas seguintes páginas web:
• Estudos Tomistas (www.estudostomistas.com.br);
• A Boa Música (www.aboamusica.com.br).

Observação geral. Há em nosso site uma seção chamada Perguntas Mais Frequentes (F.A.Q.), em que cremos responder a todas as possíveis dúvidas a respeito do Curso. Caso, porém, persista alguma dificuldade, escreva-se a Marcel Barboza (cursos@carlosnougue.com.br).

CAPA DO LIVRO ESTUDOS TOMISTAS – OPÚSCULOS 



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Uma iniciativa conjunta
Central de Cursos Contemplatio
Associação Cultural Santo Tomás