sexta-feira, 26 de maio de 2017

O Manuscrito do Purgatório (Le Manuscrit de Purgatoire) versões para leitura on-line e/ou download



A autenticidade’ do ”Manuscrito do Purgatório” não pode ser posta em dúvida. Teve testemunhas certas de pleno acordo e os fatos foram bem examinados. É propriedade da ‘Direction de L’ Associaction de Notre-Dame de La Bonne-mort’, Sainte Marie Tinchebray (Orne) — France, com o Imprimátur do Vigário-Geral de Roma, Monsenhor Joseph Palica — Arcebispo Philipens

Sensus fidei: Disponibilizamos ao final do presente artigo um pequeno livro intitulado: “Le Manuscrit de Purgatoire”. Foi traduzido da edição francesa por Mons. Ascânio Brandão e publicado pelas Edições Paulinas em 1953 com Imprimatur de Dom Paulo, Bispo Auxiliar de S. Paulo através da Pia Sociedade de São Paulo. No Brasil, foi publicado também sob o título de “O Manuscrito do Purgatório”.
Este livro tem sido muito difundido em todo o mundo desde o seu aparecimento. É propriedade da ‘Direction de L’ Associaction de Notre-Dame de La Bonne-mort’, Sainte Marie Tinchebray (Orne) — France, com o Imprimátur do Vigário-Geral de Roma, Monsenhor Joseph Palica — Arcebispo Philipens — e narra as aparições feitas a uma religiosa da Ordem de Santo Agostinho, Irmã Maria da Cruz, durante os anos de 1873 a 1890. Esta religiosa deixou um manuscrito em que, por ordem do seu diretor espiritual, foi anotando tudo o que a alma lhe ia dizendo.
A autenticidade’ do ”Manuscrito do Purgatório” não pode ser posta em dúvida. Teve testemunhas certas de pleno acordo e os fatos foram bem examinados. Uma religiosa do convento de V, Irmã M. d. C., falecida em 11 de maio de 1917, ouviu junto dela, de repente, em novembro de 1873, uns gemidos muito prolongados.
Assustada, exclamou:
— “Quem é que me faz assim tanto medo? …
Que não apareça, mas me diga quem é!…” Nenhuma resposta. E os gemidos se aproximavam cada vez mais. A Irmã multiplicava orações, viassacras, comunhões, rosários, e os gemidos não cessavam, e cada vez mais misteriosos. Finalmente, no dia 15 de fevereiro de 1874, uma voz muito conhecida se fez ouvir:
“Não tenhais medo! Eu. sou a Irmã M. G” (uma religiosa falecida em X, com 36 anos de idade, no dia 22 de fevereiro de 1871, vítima da sua dedicação).
E a alma que sofria deu a conhecer à sua antiga companheira, cujos conselhos havia desprezado outrora, que ela havia de multiplicar as visitas para santificá-la, e que, assim santificada, aliviaria a antiga companheira no purgatório.
A Irmã M. d. C. pediu à visitante que desaparecesse e não voltasse mais. Porém, foi em vão. Disse-lhe — em resposta — que deveria suportar quanto tempo Deus quisesse aquilo de que tinha tanto medo.
E foi assim que, durante vários anos, se estabeleceram comunicações entre a alma de Irmã M. G. e Irmã M. d. C. que foram escritas minuciosamente, em precioso manuscrito, de 1874 a 1890.
Eis, pois, a origem do “Manuscrito do Purgatório”.

VALOR DESTE MANUSCRITO

Da confidente da falecida
Este valor se deduz da pessoa da própria Irmã M. d. C., confidente da falecida. Todos os que a conheceram — sem uma nota discordante — atestam que ela nunca deixou de praticar todas as virtudes cristãs até ao heroísmo, muitas vezes. Era ótima religiosa. Como diretora de um pensionato, exerceu ela uma grande influência sobrenatural sobre as alunas, e todas a chamavam de verdadeira santa.
Todas as testemunhas atestam unanimemente que era dotada de um juízo muito reto, era muito equilibrada e de muito bom senso. Além do mais, nunca desejou vias extraordinárias, ao contrário, procurou até se convencer de que era duvidoso o que era obrigada a ouvir, e alegava ser coisa diabólica, declarando que não queria sair da via comum: ser como as demais e passar desapercebida.
Enfim, com isto, ela aproveitou muito na vida espiritual e todos testemunham quanto se santificou com estas visitas do purgatório.
Testemunhos de autoridades
Em primeiro lugar declaramos que a Irmã M. d. C. tinha um diretor espiritual, o Rev. P. Prevol, dos padres de Pontigny, e que mais tarde foi superior geral da Congregação. Este sacerdote esteve a par de todos os acontecimentos.
O Rev. Cônego Dubosq, ex-superior do seminário Maior de Beyeux, autor de várias obras e promotor da fé no processo de canonização de Santa Teresa do Menino Jesus.
O Rev. Cônego Contier, censor oficial dos livros da diocese de Beyeux e autor de muitas obras, entre elas a “Explication du Pontificar”, “Reglement de vie sacerdotal e”, etc., um grande mestre da espiritualidade, cujo nome é mister fique no anonimato e que mereceu este elogio de Pio X: “Homem esclarecido pela sua ciência e experiência.”
Depois de maduro exame destes relatos, estes mestres não hesitaram em declarar que o manuscrito nada continha contra os ensinamentos da fé e estava de perfeito acordo com os princípios da vida espiritual, e podia edificar muito às almas.
Além disso, notaram que a Irmã M. d. C. não possuía imaginação viva e perigosa para se iludir facilmente. Ela considerava estas aparições um verdadeiro castigo, e nelas não se comprazia; pedia até a Nosso Senhor que a libertasse destas visitas que a importunavam.
Todos se impressionam bem com:
1 — A grande lição de caridade cristã que contém. A Irmã falecida tinha feito sofrer muito a Irmã M. d. C. e a ela justamente veio pedir socorro depois de morta, para se livrar do purgatório.
2 — Quanto mais vivas eram as luzes adquiridas pela Irmã M. d. C. tanto mais se purificava a Irmã falecida e progredia na santificação da Irmã M. d. C.
Finalmente, os teólogos que foram consultados deram o seu parecer de que o manuscrito tinha o selo de uma perfeita autenticidade e por conseguinte
tinha pleno valor, quer quanto à autenticidade, quer quanto à sua origem.
Confira um pequeno trecho do livro e, em seguida, a disponibilização das versões para leitura on-line e/ou download.
— Conheceis as coisas da terra?
Resposta: — Eu não as conheço senão enquanto Deus o quer, e meu conhecimento é muito restrito. Conheço alguma coisa da Comunidade e é só. Não sei o que se passa na alma das outras pessoas, à exceção do vosso, e isto porque Deus o permitiu, para vossa perfeição. O que vos digo algumas vezes de pessoas particulares, e ainda vos direi, Deus mo fez conhecer no momento, mas fora disto não sei mais de coisa alguma. Certas almas têm conheci­mentos mais e mais extensos do que eu. Tudo isto ó propor­cionado ao mérito.
Quanto aos graus do purgatório, eu vos posso falar deles, pois eu passei por lá. No Grande Purgatório há di­ferentes graus. No mais profundo e baixo, no que mais se sofre, e que é um inferno momentâneo, lá estão os pecadores que cometeram enormes crimes durante a vida, e que a morte os surpreendeu neste estado sem que tives­sem tempo de se penitenciarem. Salvaram-se por mila­gre, muitas vezes pelas orações dos parentes e de pessoas piedosas. Algumas vezes nem puderam se confes­sar, e o mundo os julgou condenados, mas o bom Deus, cuja misericórdia é infinita, lhes deu no momento da morte a contrição necessária para se salvarem, tendo em vista algumas ações boas que praticaram na vida. Para estas almas o purgatório é terrível! É um inferno, exce­to isto, que no inferno se amaldiçoa a Deus, enquanto que no purgatório O bendizem e agradecem por terem sido salvos. Logo em seguida, vêm as almas que, sem terem cometido grandes crimes, foram indiferentes para com Deus. Não cumpriam o dever pascal, e convertidas na hora da morte, nem puderam às vezes comungar, e no pur­gatório se encontram em penitência da sua longa indi­ferença. Sofrem penas inauditas, abandonadas, sem ora­ções, e se fazem orações por ela não as podem aproveitar.
Depois enfim há ainda o purgatório das religiosas e dos religiosos tíbios, que se esqueceram dos seus deve­res. Indiferentes para com Jesus, padres, que não exer­ceram seu ministério com a reverência devido à Majesta­de Divina e não fizeram as almas que lhe foram confia­das amar bem a Deus.
Eu estou neste grau. No segundo purgatório se en­contram as almas que morrem culpadas de pecados ve­niais não expiados antes da morte, ou então, em pecados mortais perdoados, mas dos quais não satisfizeram intei­ramente à Justiça Divina. Há também no purgatório di­ferentes graus, segundo os méritos das pessoas.
Assim, o purgatório das pessoas consagradas e que receberam maiores graças, é mais longo e mais penoso do que o das pessoas do mundo.
Finalmente, o purgatório do desejo, que se chama o Átrio ou Vestíbulo do céu. Poucas pessoas o evitam. Para o evitar é mister ter desejado ardentemente o céu, e ten­do em vista Deus, a presença e a visão de Deus. E é ra­ro isto, porque muitas pessoas, mesmo muito piedosas, têm medo de Deus e não desejam bastante o céu com ardor. Este purgatório tem seu martírio bem doloroso como os outros. Estar privado da visita do bom Jesus, que sofrimento!
(“O Manuscrito do Purgatório”, pp. 45-47. Mons. Ascânio Brandão. Ed. Paulinas).
Una-se à Associação pelas Santas Almas do Purgatório (Purgatorial Society), uma iniciativa de Rorate Caeli que já se estende por alguns anos. Atualmente há 73 sacerdotes oferecendo Missa Tradicional para as almas associadas, e milhares inscritas. As inscrições são sempre gratuitas, não há nenhum tipo de finalidade econômica — nem sequer na forma de donativo — na Associação. Saiba como se inscrever gratuitamente.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

A GRANDE PROMESSA DO SACRATÍSSIMO CORAÇÃO DE JESUS

“Eu te prometo, na excessiva misericórdia do meu Coração, que concederei a graça da penitência final a todos que comungarem na primeira sexta-feira de nove meses consecutivos. Eles não morrerão no meu desagrado, nem sem receber os Sacramentos; e, nesse transe extremo, receberão asilo seguro no meu Coração”




Zelo zelatus sum — Por Frei  José Agostinho, Terceiro dos Menores Franciscanos (Editado em 1954 pela Editora Vozes Ltda., PETRÓPOLIS, R. J.): A esta última [12ª promessa] costuma-se dar o nome de “grande promessa”, não tanto porque exige maior esforço e persistência do beneficiário, como principalmente porque lhe proporciona o alcance da graça inapreciável da perseverança final, augúrio certo da salvação eterna, o maior e único bem que importa ao homem receber.
1. O Fato
Revelando a Santa Margarida Maria esse seu desígnio, Nosso Senhor fez-lhe ouvir explicitamente estas palavras: “Eu te prometo, na excessiva misericórdia do meu Coração, que concederei a graça da penitência final a todos que comungarem na primeira sexta-feira de nove meses consecutivos. Eles não morrerão no meu desagrado, nem sem receber os Sacramentos; e, nesse transe extremo, receberão asilo seguro no meu Coração”. 
“Foi numa sexta-feira do mês de maio de 1686, escreveu a Santa, que, durante a Santa Comunhão, meu Divino Mestre me disse estas palavras”. A Igreja anima-nos a acreditar na veracidade de tal revelação, proclamando a visitandina de Paray-le-Monial “iluminada pela luz divina” e fazendo-nos honrá-la na oração de sua festa como aquela “a quem Jesus revelou de modo admirável as insondáveis riquezas de seu Coração”.
2. Esclarecimentos
O Cardeal Richard, Arcebispo de Paris, no seu conhecido Catecismo do Sagrado Coração de Jesus, procurou dissipar as dúvidas que o conhecimento dessa extraordinária promessa costumava suscitar no espírito dos que a ouvem pela primeira vez, formulando as perguntas e respostas que adiante reproduzimos.
1ª  É certa esta promessa?
Esta promessa é certa quanto à origem e quanto aos efeitos. Foi certamente feita a Santa Margarida Maria, como fazem crer os escritos autênticos da Serva de Deus, os quais foram examinados pela Santa Sé por ocasião da sua beatificação. Cumprir-se-á, pois, certamente, em favor de todos aqueles que satisfizerem as condições a que está subordinada.
2ª  Como devemos interpretar esta promessa?
É preciso compreender esta promessa no seu verdadeiro sentido e livrar-se de toda a interpretação falsa.
Nosso Senhor não disse que todos aqueles que cumprissem as condições estipuladas ficariam dispensados de uma atenta vigilância para evitar o pecado, de um combate corajoso para vencer as tentações e cumprir todos os mandamentos, do emprego assíduo da oração e da penitência. Assegura somente que aqueles que fizerem estas nove comunhões obterão as graças necessárias para guardar perfeitamente os preceitos e os conselhos evangélicos para carregar a cruz que lhes for destinada, todos os dias da vida, e para perseverar até à morte no caminho estreito que conduz ao céu.
(…)
3ª  Que meio empregará Nosso Senhor, para tirar os homens desta invencível apatia, vizinha da morte? 
Ele vai servir-se do desejo de salvar-se, que estes cristãos tão negligentes ainda conservam. Como auxílio desta última centelha escondida sob a cinza da tibieza, vai procurar reanimar as chamas do amor dos homens, fazendo-os tornar ao caminho da mesa santa. Não lhes pedirá diretamente a comunhão frequente, porque sabe que não seria atendido, mas, pede-lhes uma série de comunhões transitórias, é verdade, mas bastante multiplicadas e acompanhadas de circunstâncias assaz difíceis para habituar, ao menos, à comunhão mensal.
4ª  Quais são as condições necessárias para se ter direito aos frutos desta grande promessa?
Três:
1ª) – A comunhão deve ser feita numa sexta-feira, a primeira do mês, e não em outro dia.
2ª) – Deve ser feita em nove meses consecutivos. A novena, porém, deverá ser recomeçada, se na série das primeiras sextas-feiras houver uma interrupção.
3ª) – Deve não somente ser feita em estado de graça, como também na intenção especial de honrar o Sagrado Coração. Essas condições, fáceis na aparência, apresentam dificuldades tais que é preciso o cristão amar verdadeiramente Nosso Senhor, para se sujeitar a elas.
5ª  Aqueles que, logo depois de terem feito com sincera piedade, as nove comunhões, afastarem-se da frequência dos sacramentos, ou pecarem, perderão o direito aos frutos da promessa divina?
Não!
Não, certamente, porque os benefícios de Deus não são susceptíveis de arrependimento. O Sagrado Coração saberá pelos efeitos de seu amor tirar do abismo do pecado esses pobres náufragos, e preservá-los do abismo do inferno.
As graças obtidas pelas nove comunhões são, porém, tão abundantes, que esse esquecimento completo dos deveres essenciais à vida cristã só poderá ocorrer como rara exceção ou, pelo menos, será momentâneo.
CONCLUSÃO: Estas explicações devem impelir todos os cristãos a abraçar uma prática tão salutar. Podemos começá-la em qualquer mês. (…).

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Virtudes para uma família cristã

O lar que ignora a oração encaminha-se para o desmoronamento, enquanto o lar que ora, que reza todos dias o Santo Terço, sela com o nome de Deus e a intercessão de Sua Mãe Santíssima, a sua união e garante a sua felicidade



LEITURA MEDITADA
“Irmãos: revesti-vos como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, benignidade, humildade, modéstia e paciência, suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos mutuamente, se alguém tiver queixas contra o outro; assim como o Senhor vos perdoou, perdoai-vos também. Mas sobre tudo isto: tende a caridade que é o vínculo da perfeição; e reine em vossos corações a paz de Cristo, para a qual fostes chamados em um só corpo; e sede agradecidos. Habite em vós abundantemente a palavra de Cristo, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando em vossos corações, com a ação da  graça, louvores a Deus. E tudo quanto fizerdes por palavras ou por obra, fazei tudo em nome do Senhor Jesus Cristo, dando graças por Ele a Deus Pai. Mulheres, estai sujeitas a vossos maridos, como convém ao Senhor. Maridos, amai vossas mulheres, e não sejais ásperos para com elas. Filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto é agradável ao Senhor. Pais, não provoqueis à indignação os vossos filhos, para que se não tornem pusilânimes” (Colossenses, III, 12-21).
Nestas exortações de S. Paulo temos os elementos indispensáveis para a felicidade das nossas famílias. Assim, o Apóstolo, às opiniões do modernismo, destruidor dos mais sagrados vínculos, opõe os preceitos e virtudes criadores de uma felicidade e de uma paz ainda possível neste mundo. Aí está o segredo da paz familiar. Nosso Senhor Jesus Cristo afirmou que os filhos das trevas são mais prudentes nos seus negócios que os filhos da luz nos seus. Só para dar dois exemplos: O comerciante, aos clientes oferece prontamente suas mercadorias, ocultando a sua irritação quando as desprezam e sem ofender-se quando as recusam. Que “misericórdia”; que “paciência”; que “benignidade”; que ‘humildade”; que “perdão das ofensas”; que “que sorrisos de amabilidade!”. O político, a todos acolhe com amabilidade, tolerante com quem o importuna e prestimoso com quem lhe pede auxílio.  O comerciante faz tudo isto como se fosse um santo, mas não: é só para ganhar dinheiro. (Não quero com isto negar que há comerciante santo também). O político parece praticar virtudes heróicas, mas, na verdade, pensa só em conseguir votos, e consequentemente: honra e sobretudo, dinheiro. (Também aqui não pretendo negar que possa existir político santo: é difícil, mas para Deus nada é impossível).
Mas, caríssimos, qual destes motivos compara-se ao grande bem na paz familiar? Dádiva do céu, ela transforma o lar em um vestíbulo do paraíso, as agruras da vida em oásis de bênçãos. A paciência, a humildade, a benignidade, a misericórdia, ensinam aos cônjuges  a arte de se suportarem uns aos outros. Sigam os cônjuges os conselhos de São Paulo supracitados, e as divergências que pareciam separá-los virão a soldar ainda mais o vínculo matrimonial. Saibam os cônjuges perdoar-se mutuamente. Enquanto um momento de silêncio restituirá a bonança; um revide protrairá a tempestade por longos dias e semanas inteiras. Tal como Jesus generosamente perdoou nossos graves crimes, perdoem-se os esposos, com igual generosidade, as discrepâncias de temperamento e de caráter.
A caridade é o liame destinado a unir os fiéis entre si e com Deus. Nesta união consiste toda a perfeição cristã. O amor da paz deveria inspirar todos os sentimentos dos esposos como convém a membros de um só corpo. O lar verdadeiramente cristão deveria estar sempre agradecido a Deus pelos favores d’Ele recebidos. Os ensinamentos e máximas de Nosso Senhor Jesus deveriam ser a bússola em toda a sua conduta e empreendimentos. De um lar cristão são banidas e execradas as máximas do mundo.  “Exortai-vos uns aos outros por meio de salmos, hinos e cânticos espirituais”, insiste o Apóstolo, assim apontando-nos na oração a maior garantia de paz para o lar. A oração é ao mesmo tempo, fonte de onde haurimos as energias necessárias para os momentos trágicos que não faltam na existência de cada indivíduo, como não faltam na vida de toda família. Repudiando os maus conselhos de um mundo colocado no Maligno, busquem os esposos na Santa Religião e no seu Deus o conforto que anima, e da prece fervorosa de um coração que sofre sairá a arma vitoriosa que tudo suporta. “Onde quer que dois ou três se acharem reunidos em meu nome – diz Jesus Cristo – estarei eu no meio deles” (S. Mateus XVIII, 20). Na verdade, nunca um lar se sente mais unido como quando todos os componentes se voltam para Deus repetindo todos a mesma prece divina: “Pai Nosso que estais no céu”. O lar, porém, que ignora a oração encaminha-se para o desmoronamento, enquanto o lar que ora, que reza todos dias o Santo Terço, sela com o nome de Deus e a intercessão de Sua Mãe Santíssima, a sua união e garante a sua felicidade. Seguindo, pois, os conselhos do Apóstolo São Paulo, não será difícil aos nossos lares realizar aquela felicidade que fará das famílias cristãs outros tantos vestíbulos do céu.
Para terminar, lembremos algo sobre a MISERICÓRDIA. O Rei Davi era um homem santo. A própria Bíblia mostra-o para os outros reis, como um modelo de fidelidade a Deus. Mas, num momento de ociosidade e fraqueza cometeu o gravíssimo pecado de adultério e, em consequência o homicídio, outro pecado muito grave. Deus, através do profeta Natan, abriu-lhe os olhos e tocado de sincero arrependimento exclamou: “Pequei”.  Davi chorou a vida toda estes seus graves pecados. Não perdia oportunidade de fazer penitência e escreveu o Salmo 50,Miserere. Eis apenas alguns versículos deste belíssimo salmo de penitência: “Tem piedade de mim, ó Deus, segundo a tua misericórdia; segundo a multidão das tuas clemências, apaga a minha iniquidade” (vers. 1-3); “O meu sacrifício, ó Deus, é um espírito contrito, não desprezarás, ó Deus, um coração contrito e humilhado” (vers. 19).

terça-feira, 23 de maio de 2017

São José, Pai Virginal de Cristo e Esposo de Maria Virgem

Toda alma católica deve ser devota de São José, em virtude de sua excelência em virtude de sua função enquanto esteve em vida e em virtude de sua função agora no céu, como Patrono da Igreja, principalmente. São imensas as graças que São José pode nos alcançar



Sermão para a Festa de São José, Esposa da Santíssima Virgem Maria
20.03.2017 – Padre Daniel Pinheiro, IBP
Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.
Ave Maria…
Dois títulos de São José demonstram a sua enorme grandeza. Títulos que correspondem, claro, ao que ele foi verdadeiramente. Esposo de Maria Santíssima e Pai Virginal de Nosso Senhor Jesus Cristo. Se consideramos essas duas coisas em São José, podemos entrever a sua grandeza. Sua grandeza que está na sua santidade. Todo o resto em São José decorre de sua paternidade e de seu matrimônio, como a fruta madura decorre da árvore boa. Por ser esposo de Maria Santíssima e Pai Virginal, adotivo, nutrício de Cristo, São José está intimamente ligado ao mistério da encarnação, atrás apenas de Nossa Senhora.
São José exerceu sobre Jesus os direitos de um verdadeiro pai, do mesmo modo que tinha os direitos e deveres de esposo para com Maria, ainda que tenha renunciado ao exercício de alguns direitos próprios do matrimônio. Nossa Senhora, ao encontrar o Menino Jesus no Templo em Jerusalém, depois de três dias buscando-o, diz: “Eis que teu pai e eu te procurávamos.” Nossa Senhora chama São José de pai, prova certa de que Cristo o chama de pai. Que glória a de São José! O Evangelho nos diz claramente que São José era o esposo de Maria, de quem nasceu Jesus, chamado Cristo. Que glória a de São José: pai adotivo de Jesus Cristo e verdadeiro esposo de Maria Virgem.
Considerando essas funções de São José, podemos ter uma pálida ideia do que foi a sua santidade aqui na terra. Deus dá a cada um a graça proporcional para a missão que lhe é confiada. Depois da função de mãe de Deus, a função mais excelsa é a função de esposo da mãe de Deus e de Pai adotivo do Verbo Encarnado. Em razão dessa dupla função, a santidade de São José é imensa, a maior depois da santidade de Nossa Senhora. Além disso, Deus faz as coisas proporcionais: poderia São José ter uma santidade somente grande e conviver tão proximamente coma Santidade Encarnada e com Nossa Senhora? Uma Santidade grande seria ainda desproporcional e daria à Sagrada Família um quê de inconveniente. Portanto, a santidade de São José era imensa, a maior dos homens que já existiram, atrás apenas da santidade de Nossa Senhora. São João Batista é o maior dos homens no sentido de ser o maior dos profetas, como explicado no Evangelho de São Lucas. São José é maior dos homens, sem mais. É o mais santo.
Se o patriarca José, um dos filhos de Jacó guardava os tesouros do faraó, e por isso era estimado e reconhecido por sua sabedoria, quanto mais São José, que guardou o próprio Deus e a Mãe de Deus? Esse argumento da ordem e da proporcionalidade com que Deus faz as coisas nos permite também dizer que São José não era um idoso em idade avançada. Se fosse, a Sagrada Família seria motivo de estranheza, o que não convém. São José era um homem formado, mas com idade conveniente para casar com a jovem Maria.
Tem como descrever o progresso na santidade de São José em virtude do contato com Jesus e com Maria? Ele não recebia os sacramentos. Era o próprio autor dos sacramentos que estava em contato com ele. Que progressos não teria com esse contato tão próximo? São José é o modelo de virtude para o homem. E brilham nele, primeiramente, as virtudes da vida escondida, que levavam em Nazaré: a pureza, a humildade, o desapego dos bens desse mundo, a paciência, a prudência, a fidelidade. A fé vivíssima, a esperança firmíssima e a caridade ardentíssima.
São José, sendo o Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo e o esposo de Maria, é também o patrono da Igreja Universal. Foi proclamado como tal pelo Papa Pio IX no decreto Quemadmodum Deus, em razão dos pedidos insistentes dos bispos reunidos no Concílio Vaticano I. Se ele foi o protetor da Sagrada Família em Nazaré, continua sendo o protetor da família fundada por Jesus Cristo, que é a Igreja Católica. São José prossegue no seu ofício de velar por Cristo, agora em seu Corpo Místico, que é a Igreja.
São José é também o patrono dos agonizantes. Ele teve a morte mais desejável: entre os braços de Cristo e de Maria. A piedade popular rapidamente viu o patrocínio de São José para os moribundos e comprovou a sua eficácia no momento da morte de seus devotos. Na ladainha de São José, aprovada pelo Papa Pio XI, lá está o título de Padroeiro dos agonizantes ou moribundos.
Toda alma católica deve ser devota de São José, em virtude de sua excelência em virtude de sua função enquanto esteve em vida e em virtude de sua função agora no céu, como Patrono da Igreja, principalmente. São imensas as graças que São José pode nos alcançar. Graça de pureza em meio a esse mundo cada vez mais corrompido. Graça de contemplação nesse mundo cada vez mais agitado. Graça do desapego nesse mundo, para buscarmos nosso tesouro em Deus, nesse mundo cava vez mais materialista. Graça de cumprir bem nossos deveres de estado, também o nosso trabalho em um mundo cada vez mais negligente com tudo. Graça de mansidão, de paciência. Devemos, porém, pedir também grandes graças para a Igreja. Muitas vezes, pedimos s São José somente coisas materiais. Não é ruim e o glorioso pai virginal de Jesus nos atende, mas peçamos também graças mais excelentes e peçamos graças para toda a Igreja, sobretudo nesses tempos tão confusos dentro da Igreja. Devemos ser mais generosos nos nossos pedidos a São José e será ele generoso para conosco.
Ite ad Joseph. Era o que diziam no Egito no tempo das vacas magras. Ide a José, filho de Jacó rejeitado pelos seus irmãos, para alcançar aquilo que ele prudentemente guardou da época das vacas gordas. Ite ad Joseph, pois o faraó tinha confiado a administração de seu reino a José, tinha-o constituído o despenseiro de todos os seus bens. A Igreja nos diz agora: Ite ad Joseph. Ide a José. Não ao patriarca para obter somente bens desse mundo, mas ao Pai de Jesus, ao Esposo de Maria Virgem, ao Patrono da Igreja Universal. Ite ad Joseph. Ide a José, com confiança. Ele ajudará nas coisas mais simples e nas coisas mais importantes. Ele ajudará nos bens materiais. Ele ajudará no matrimônio. Ele ajudará na crise da Igreja. Ite ad JosephIte ad Joseph. Ide a José. A São José.
Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

A SABEDORIA DESTE MUNDO X A SABEDORIA DOS SANTOS














A sabedoria deste mundo consiste em:

  • esconder com astúcia o fundo de seu pensamento,
  • a disfarçar seus sentimentos sob as palavras,
  • a persuadir que as coisas falsas são verdadeiras, e
  • a demonstrar que as verdadeiras são falsas!


O uso desta "prudência" começa na idade mais tenra; ensina-se mesmo às crianças!

 Aqueles que a aprenderam, do alto de seu orgulho têm apenas desdém por aqueles que o ignoram, e estes, subjugados e medrosos, caem de admiração diante dos outros; porque aprecia-se esta horrível duplicidade velada sob um falso nome, já que chamamos "saber viver" esta perversidade mental.


Este "saber viver" aprendem aqueles que o adotam para buscar o cimo das honras; a aproveitar com alegria a magnificência da glória mundana que se adquire; a devolver aos outros – e a que preço! – o mal que tiverem feito; a nunca ceder, quando se tem os meios, a alguém que quisesse resistir, e quando toda possibilidade virtuosa faz falta, a camuflar sob a máscara de uma acalmante bondade tudo o que a malícia é impotente para realizar.

A sabedoria dos santos, ao contrário, consiste em:
  • nunca dissimular;
  • a descobrir seus sentimentos em suas palavras;
  • a amar a verdade como ela é;
  • a fugir de todas as falsidades;
  • a fazer o bem gratuitamente;
  • a suportar o mal antes de provocá-lo;
  • a não buscar vingança pela injúria que se recebe e
  • a considerar como de um enorme proveito os opróbrios que nos vale a verdade.


Somente, zomba-se desta simplicidade dos justos, porque aos olhos dos sábios deste mundo, a inocência é taxada de insensatez; eles chamam estupidez tudo o que é feito com sinceridade, e tudo o que a verdade aprova em um comportamento humano é tido por ridículo por esta sabedoria mundana.

Não há nada mais tolo aos olhos do mundo que revelar o que se diz do fundo do coração, de nada disfarçar com artifício, de não devolver injúria por injúria, de rezar por aqueles que nos maldizem, de procurar a pobreza, de abandonar o que se possui; de não resistir àquele que nos fere e estender a outra face àquele que nos esbofeteia.


Excerto de “Morais de São Gregório o Grande.”
 (pg. 456)

domingo, 21 de maio de 2017

«DIZ-ME COM QUEM ANDAS, E TE DIREI QUEM ÉS!»

































«DIZ-ME COM QUEM ANDAS, E TE DIREI QUEM ÉS!»

Numa tarde, encontrava-se São João Bosco, que tinha profundo conhecimento das almas, percorrendo as avenidas da sua cidade natal, com o objetivo de conquistar almas para Deus. Eis que, naquele instante, avista, do outro lado da rua, um rapaz que sofria fortes tentações, pois estava sendo atormentado por uma multidão de demônios.

De repente, o santo vê ao longe um outro menino que se aproxima do rapaz. Chegando ao seu encontro, todos os demônios que ali atormentavam o jovem fogem imediatamente. Ao contemplar esta cena, o homem de Deus se pergunta:

- Que menino misterioso! Quem poderá ser, pois conseguiu enxotar todos os demônios! Será por acaso o Menino Jesus ou o Anjo da Guarda do pobre rapaz?

Talvez o leitor tenha pensado em idênticas perguntas.

Nesse mesmo momento, aparece ao justo sacerdote o seu Anjo Custódio, que lhe pergunta:

- Gostarias de saber quem é aquele menino que conseguiu afugentar o esquadrão de demônios? Obtendo uma resposta afirmativa, o Anjo prossegue:

- Aquele menino é uma má amizade, que equivale a toda aquela presença diabólica. Assim, os demônios, ao verem o menino mau se aproximar, partiram tranquilos, sabendo que aquela amizade valia pelo trabalho de todos eles.

É o caso de dizer: " Diz-me com que andas e dir-te-ei quem és"!

Leia mais artigos;


Quantos jovens estão no inferno por ter dado ouvidos ás más conversas!







sábado, 20 de maio de 2017

DA FAMILIAR E VALOROSA AMIZADE COM JESUS



(Uma valiosa exortação à vida interior de Tomás de Kempis, com a oração de São Francisco de Sales)

Quando Jesus está presente, tudo é suave e nada é dificultoso; mas, quando Jesus está ausente, tudo se torna penoso. Quando Jesus não fala ao coração, nenhuma consolação tem valor; mas se Jesus fala uma só palavra, sentimos grande alívio. Porventura não se levantou logo Maria Madalena do lugar onde chorava, quando Marta lhe disse: O Mestre está aí e te chama? (Jo 11,28). Hora bendita quando Jesus te chama das lágrimas para o gozo do espírito! Que seco e árido és sem Jesus! Que néscio e vão, se desejas outra coisa, fora de Jesus! Não será isso maior dano que se perdesse o mundo inteiro?

Que te pode dar o mundo sem Jesus? Estar sem Jesus é terrível inferno, estar com Jesus é doce paraíso. Se Jesus estiver contigo, nenhum inimigo te ofender. Quem acha Jesus, acha precioso tesouro, ou, antes, o bem superior a todo bem; quem perde a Jesus, perde muito mais do que se perdesse a todo mundo. Paupérrimo é quem vive sem Jesus, e riquíssimo quem está bem com Jesus.

Grande arte é saber conversar com Jesus, e grande prudência conservá-lo consigo. Sê humilde e pacífico, e contigo estará Jesus; sê devoto e sossegado, e Jesus permanecerá contigo. Depressa podes afugentar a Jesus e perder a sua graça, se te inclinares às coisas exteriores; e se o afastas e o perdes, aonde irás e a quem buscarás como amigo? Sem amigo não podes viver, e se não for Jesus teu amigo acima de todos, estarás mui triste e desconsolado. Logo, loucamente procedes se em qualquer outro confias e te alegras. Antes ter o mundo todo por adversário, que ofender a Jesus. Acima de todos os teus amigos seja, pois, Jesus amado dum modo especial.

Sê livre e puro no teu interior, sem apego a criatura alguma. É mister desprenderes-te de tudo e ofereceres a Deus um coração puro, se queres sossegar e ver como é suave o Senhor. E, com efeito, tal não conseguirás, se não fores prevenido e atraído por sua graça, de modo que, deixando e despedindo tudo mais, com ele só estejas unido. Pois, quando lhe assiste a graça de Deus, de tudo é capaz o homem; e quando ele se retira, logo fica pobre e fraco, como que abandonado aos castigos. Ainda assim, não deves desanimar nem desesperar, antes resignar-te na vontade de Deus, e sofrer tudo que te acontecer, por honra de Jesus; pois ao inverno sucede o verão, depois da noite volta o dia, e após a tempestade reina a bonança.

ORAÇÃO

Ó Senhor Jesus! … estreitai, prensai e uni para sempre meu espírito ao vosso seio paternal! Oh! Uma vez que fui feito de vós, por que não estou em vós? Abismai esta gota de espírito que mês destes no mar de vossa bondade, da qual ela procede. Ah! Senhor, uma vez que o vosso coração me ama, por que não me arrebata a si, pois é o que mais quero? Levai-me e vou correr atrás de vossos atrativos, para jogar-me nos vossos braços partenos e jamais sair de lá pelos séculos dos séculos. Amém (Amour de Dieu, 1, VII, cáp. III, II, 157)



(Fonte: livro “Imitação de Cristo com Reflexões e Orações de São Francisco de Sales”, Editora Vozes, 2ª edição, excertos do Livro II, Cáp. 8, p. 104 e 105 – O título foi alterado por nós)


sexta-feira, 19 de maio de 2017

Máximas e Pensamentos de Sto. Agostinho - SOBRE DEUS


“Quereis ter o coração reto? Fazei o que Deus quer e não desejeis que Ele faça o que vós quereis”



Pe. Júlio Barteris (*) — FSSPX, Capela S. Pio X, Calendário Litúrgico: Quantas vezes tereis desejado o ouro sem poder talvez consegui-lo! Desejai a Deus, e o possuireis com certeza. (Conc. 2 de 2 parte ps. 32).
A Deus não falta bem algum, Ele mesmo é o soberano bem; d’Ele igualmente procedem todos os bens. (Cap. 2 de 2 parte ps. 66).
Além das coisas que Deus indistintamente concede aos bons e aos maus, há uma que só reserva aos bons. Que lhes reserva? Ele próprio. (In ps. 72).
Quem espera de Deus um prêmio, e não quer, entretanto servir a Deus tem maior estima por esse prêmio, do que pelo próprio Deus de quem o espera. Não se pode então pedir nenhuma recompensa a Deus? Nenhuma, a não ser Ele próprio. A recompensa de Deus é Deus mesmo. (In ps. 72).
Não pode acontecer que Deus puna a obra de suas mãos. Pune o mal que fazeis, para livrar a sua obra. (In ps. 91).
Deus não me satisfaria plenamente, se não me prometesse a posse de Si mesmo. (Serm. 16).
Como ninguém pode tirar-nos os dons de Deus, só a Ele devemos temer. (In ps. 15).
Que obra de Deus poderá contentar-vos, se Ele próprio não vos pode satisfazer? (In ps. 31).
Deus não exige de vós mais do que vos deu. (In ps. 36).
Os homens queixam-se dos castigos de Deus, mas não detestam a causa do castigo. (In ps. 37).
Deus se nos dará a Si mesmo em herança; nós o possuiremos e seremos d’Ele por toda a eternidade. (In ps. 62).
Temei a Deus, e nada tereis que recear dos homens. (In ps. 63).
Quereis ter o coração reto? Fazei o que Deus quer e não desejeis que Ele faça o que vós quereis. (In ps. 124).
Vida de S. Agostinho. P. Júlio Barteris.