quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Como se deve Comungar



Parte II
Capítulo XXI

Começa já na véspera do dia da comunhão a te preparar com repetidas aspirações do amor divino e deita-te mais cedo que de costume, para te levantares também mais cedo. Se acordas durante a noite, santifica esses momentos por algumas palavras devotas ou por um sentimento que impregne tua alma da felicidade de receber o divino Esposo; enquanto dormes, Ele está velando sobre o teu coração e preparando as graças que te quer dar em abundância, se te achar devidamente preparada. Levanta-te de manhã com este fervor e alegria que uma tal esperança te deve inspirar, e depois da confissão aproxima-te com uma grande confiança e profunda humildade da mesa sagrada, para receber este alimento celeste, que te comunicará a imortalidade. Depois de pronunciares as palavras: Senhor, eu não sou dignoetc., já não deves mover a cabeça ou os lábios para rezar ou suspirar; mas, abrindo um pouco a boca e elevando a cabeça de modo que o padre possa ver o que faz, estende um pouco a língua e recebe com fé, esperança e caridade aquele que é de tudo isso ao mesmo tempo o princípio, o objeto, o motivo e o fim.
Ó Filotéia, considera, se te agradar, este doce pensamento: a abelha, recolhendo o orvalho do céu e o suco das flores, que é o mais precioso da terra, faz disso o seu mel e o leva para a colmeia, a fim de se alimentar; o padre torna do altar o Salvador do mundo, que é o verdadeiro Filho de Deus, descido do céu, e o verdadeiro Filho da Virgem, saído da terra, como todos os homens, e te entrega para a alimentação de tua alma.
Excita então o teu coração a render o culto devido a este Rei e Salvador divino; faze-lhe o melhor acolhimento que puderes. Contempla a Sua presença em ti, que é ao mesmo tempo a tua felicidade; trata confidentemente com Ele, sobre os teus negócios interiores e por todo o resto do dia manifesta por tuas ações que Deus está contigo.
Se não puderes comungar realmente na santa Missa, faze-o ao menos em espírito e com o coração, unindo-te pela fé à carne vivificante do Senhor.
A principal intenção que deves ter na comunhão é de adiantar, purificar e consolar a tua alma no amor de Deus; deves, pois, receber com espírito de amor o que só o amor te pode dar. Não, não podemos achar um outro ato mais amoroso e mais terno da bondade de Nosso Senhor do que este em que Ele se aniquila, por assim dizer, e se dá a nós, como alimento, para penetrar a nossa alma de Si mesmo e para estender esta união também ao corpo, ao coração dos Seus fiéis.
Se o mundo te perguntar por que comungas tão frequentemente, deves responder-lhe que é para aprender a amar a Deus, purificar-te de tuas imperfeições, livrar-te de tuas misérias, procurar consolo em tuas aflições e fortificar-te em tuas fraquezas. Dize ao mundo que duas espécies de homens devem comungar muitas vezes: os perfeitos, porque, estando bem preparados, fariam muito mal de não se chegarem muitas vezes a esta fonte de perfeição, e os imperfeitos, a fim de aspirarem à perfeição; os fortes, para não se enfraquecerem, e os fracos, para se fortificarem; os sadios, para se preservarem de todo o contágio, e os doentes, para se curarem. E acrescenta que, quanto a ti, que és do número das almas imperfeitas, fracas e doentes, precisas receber muitas vezes o Autor da perfeição, o Deus da força e o Médico das almas.
Dize ao mundo que os que não se ocupam muito de negócios devem comungar muitas vezes, porque têm tempo, e os que têm muito que fazer, porque, carregados de muitos trabalhos e penas, têm necessidade do alimento dos fortes. Dize, enfim, que comungas frequentemente para aprender a comungar bem; porque nunca se fez bem uma coisa em que raramente se exercita.
Comunga muitas vezes, Filotéia, e tantas quantas puderes, debaixo da direção de teu padre espiritual, e crê-me que, se o corpo toma as qualidades do alimento de que se nutre habitualmente, como vemos nas lebres de nossas montanhas, que no inverno se tornam brancas, porque só veem neve, e só comem neve, crê-me, digo, que, alimentando muitas vezes tua alma do Autor da beleza e da bondade, da santidade e da pureza, ela se tornará a seus olhos toda bela e boa, toda pura e santa.

(SALES, São Francisco de. Filoteia ou a Introdução à Vida Devota. Editora Vozes, 8ª ed., 1958, p. 130-134)

terça-feira, 16 de outubro de 2018

A Oração da Noite e o Exame de Consciência


Parte II
Capítulo XI

Como antes da refeição corporal, tiveste o alimento espiritual pela meditação, será de grande proveito tomares também deste alimento espiritual antes do chá a noite. Escolhe alguns minutos antes desta refeição e prostra-te diante de teu Deus aos pés do crucifixo, lembrando-te contigo mesmo da dissipação do dia. Reacende em teu coração o fogo da meditação da manhã por atos de profunda humilhação, por suspiros de ardente amor a Deus, e aprofunda-te, abrasada deste amor, nas chagas do amantíssimo Salvador, ou então vai repassando em teu espírito e no fundo do teu coração tudo quanto saboreaste na oração, a não ser que prefiras ocupar-te de um novo objeto.
Quanto ao exame de consciência, que devemos fazer antes de nos deitarmos, não há ninguém que ignore.
1. Devemos agradecer a Deus de nos ter conservado durante o dia.
2. Examinam-se todas as ações, uma a uma, e as suas circunstâncias.
3. Achando-se alguma coisa de bom, feita nesse dia, dá-se graças a Deus; se, ao contrário, se lhe tem ofendido por palavras, por pensamentos e por obras, pede-se-lhe perdão por um ato de contrição, que deve abranger a dor dos pecados cometidos, o bom propósito de corrigi-los e boa vontade de confessá-los na primeira ocasião.
4. Depois disso, recomenda-se a divina Providência seu corpo e sua alma, a Igreja, seus parentes e amigos, invoca-se a Santíssima Virgem, os santos e os anjos da guarda, pedindo-lhes de velar sobre nós. Feito isso, com a bênção de D eus, vamos tomar o repouso que ele quer que tomemos.
Nunca se deve omitir esta oração da noite, assim como a da manhã; pois como, pela oração da manhã se abrem as janelas da alma para o Sol da justiça, assim pela oração da noite elas se fecham para as trevas do inferno.
(SALES, São Francisco de. Filoteia ou a Introdução à Vida Devota. Editora Vozes, 8ª ed., 1958, p. 100-101)

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

UM PECADOR SE CONVERTE



Diz S. Brígida que “assim como o magnete atrai o ferro, assim também Maria Santíssima atrai a Deus os corações”. É um fato.
Um dia foi S. Francisco Regis chamado para um enfermo que não queria de modo algum preparar-se para a morte. O infeliz negava-se a aceitar os socorros da religião, sabendo embora que o seu fim era iminente. Convencendo-se S. Francisco de que os meios humanos eram inúteis, tirou de seu breviário uma imagem de Nossa Senhora e, mostrando-a ao enfermo, disse:
– Olha! Maria te ama.
– Como! – replicou o pecador, como se acordasse de um sonho – então ela não me conhece.
– Mas eu sei que ela te ama! tornou o santo.
– Então ela não sabe que reneguei a minha fé e desprezei a minha religião?
– Sabe.
– Que insultei a seu Filho e calquei aos pés o seu sangue?
– Sabe.
– Que estas mãos estão manchadas de sangue inocente?
– Sabe.
– Padre, o Sr. fala a verdade?
– Sim; passarão os céus e a terra, mas a palavra de Deus não passará. Sabe, pois, que Deus disse outrora e te diz hoje ainda: “Filho, eis aí tua Mãe!”
– Uma mãe, que me ama!… murmurava o pecador enternecido; minha mãe, minha… e copisosas lágrimas brotavam de seus olhos. Eram lágrimas de sincero arrependimento, verdadeira dor.
Fez imediatamente uma confissão dolorosa e contrita de toda a vida. Recebeu com visível fervor a sagrada comunhão.
Alguns dias depois, feliz e cheio de confiança, expirou no amor de Deus a quem fora atraído por Maria.
Tesouro de Exemplos – Pe. Francisco Alves

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

O mal que representam as mas companhias! A importância das amizades virtuosas na infância


A importância das amizades virtuosas na infância

1. Parece-me que começou a me prejudicar muito o que agora vou dizer. Considero algumas vezes o mal que fazem os pais em não procurar que seus filhos vejam sempre, e de todas as maneiras, coisas virtuosas. Porque, sendo minha mãe, como eu disse, tão virtuosa, ao chegar ao uso da razão não aproveitei tanto do bem, enquanto o mal muitos prejuízos me trouxe. Ela gostava de livros de cavalaria, e esse passatempo não lhe fazia tão mal quanto a mim, porque ela não deixava de lado seu labor, somente nos dava liberdade para lê-los. E é possível que o fizesse para não pensar nos grandes sofrimentos que tinha, e para ocupar seus filhos, evitando que se perdessem em outras coisas. Isso pesava tanto a meu pai, que era preciso ter cuidado para que ele não o visse. Acostumei-me a lê-los; eaquela pequena falta que nela eu via [ela considerava uma falta quando era pequena, nde] fez esfriar em mim os desejos, levando-me a me descuidar das outras coisas; e não me parecia ruim passar muitas horas do dia e da noite em exercício tão vão,escondida de meu pai. Era tamanha a minha absorção que, se não tivesse um livro novo, em mais nada encontrava contentamento.


2. Comecei a enfeitar-me e a querer agradar com a boa aparência, a cuidar muito das mãos e dos cabelos, usando perfumes e entregando-me a todas as vaidades. E eram muitas as vaidades, porque eu era muito exigente. Não tinha má intenção, não desejava que alguém ofendesse a Deus por minha causa. Durou muitos anos esse requinte demasiado, ao lado de outras coisas que não me pareciam pecado. E agora vejo que mal deviam trazer.

Alguns primos-irmãos meus eram os únicos a frequentar a nossa casa, porque o meu pai era muito recatado; e quisera Deus que também o tivesse sido com esses, poisagora percebo o perigo que vem do contato, na idade em que se deve começar a ter virtudes, com pessoas que, não reconhecendo a vaidade do mundo, nos atraem para ela. Meus primos eram quase da minha idade, sendo pouco mais velhos que eu. Andávamos sempre juntos. Eles gostavam muito de mim, e conversávamos sobre todas as coisas que lhes davam prazer. Eu os ouvia falar de suas aspirações e leviandades, que nada tinham de boas. Pior ainda foi que a minha alma começou a não resistir ao que lhe  causava todo mal.

3. Se eu tivesse de aconselhar, diria aos pais para se acautelarem com as pessoas que tem contato com seus filhos nessa idade. É grande o perigo, já que a nossa natureza tende mais para o mal do que para o bem.

Foi o que aconteceu comigo. Eu tinha uma irmã mais velha do que eu, e não aprendi nada com a sua grande honestidade e bondade, mas assimilei todo o mal de uma parenta que frequentava muito a nossa casa. Sua grande leviandade levara minha mãe a se esforçar muito para afastá-la de casa; ela parecia adivinhar o prejuízo que me sobreviria, e eram tantas as oportunidades de visitas que minha mãe nada pôde fazer.Passei a gostar dessa parenta. Com ela tinha conversas e entretenimentos, porque ela me ajudava em todas as diversões do meu agrado e até me atraía para elas, tornando-me ainda confidente de suas conversas e vaidadesAté o momento em que com ela convivi, por volta dos meus quatorze anos, ou um pouco mais (quando ela era minha amiga e eu ouvia as suas confidências), não creio ter me afastado de Deus por algum pecado mortal nem perdido o temor d’Ele, embora fosse mais forte o sentimento da honra. Este foi forte o bastante para que eu não a perdesse de todo; e tenho a impressão de que nada neste mundo poderia me fazer mudar nesse aspecto, nem o amor de nenhuma pessoa era capaz de me fazer fraquejar quanto a isso. Teria sido muito melhor se eu tivesse usado essa força para não ofender a honra de Deus, em vez de empregar tanto esforço em não fracassar no que considerava a honra do mundo! E, no entanto, eu a perdia de tantas outras maneiras!

4. Eu exagerava nesse inútil apego à honra. Não empregava os meios necessários para conservá-la, preocupando-me apenas em não me perder por inteiro.

Meu pai e minha irmã tinham muito desgosto com essa amizade, repreendendo-me frequentemente por mantê-la. Como não podiam evitar que a parenta fosse à nossa casa, foram inúteis os seus esforços, pois era grande minha esperteza para o malÀs vezes, o prejuízo que vem das más companhias me causa espanto e, se não tivesse passado por isso, não poderia acreditar; especialmente na época da mocidade, deve ser maior o mal que isso traz. Eu gostaria que os pais, com o meu exemplo, se acautelassem e observassem bem isso. A verdade é que essa amizade me transformou a tal ponto que quase nada restou da minha inclinação natural para a virtude; e me parece que ela e outra moça, que gostava do mesmo tipo de passatempo, imprimiam em mim seus hábitos.


5. Isso me faz entender o enorme proveito que vem da boa companhia, e estou certa de que, se aquela idade tivesse tido contato com pessoas virtuosas, a minha virtude teria se mantido intacta; porque, se tivesse tido, nessa idade, pessoas que me ensinassem a temer a Deus, a minha alma teria se fortalecido contra a quedaTendo perdido esse temos de Deus, ficou-me apenas o de perder a honra, o que, em tudo o que eu fazia, me trazia aflição. Pensando que não se teria como descobrir, atrevi-me a fazer coisas contra a honra e contra Deus.

6. Foram essas coisas que, em princípio, me fizeram mal, e creio que a culpa não devia ser dessa parenta, mas minha, visto que já bastava minha própria inclinação para o mal; havia na casa criadas, que me tudo me ajudavam em minhas vaidades; se alguma me tivesse dado bons conselhos, talvez eu  tivesse aproveitado. Mas dominava-as o interesse; e a mim, a afeição. Eu não me entregava a pecados graves, porque não gostava, por natureza, de coisas desonestas, mas me dedicava a conversas agradáveis – o que não impedia que eu estivesse em perigo, exposta a situações arriscadas, expondo a elas também meu pai e meus irmãosDe tudo isso Deus me livrou, e de um modo que mostrou com clareza estar Ele procurando, até contra a minha vontade, evitar que eu me perdesse por inteiro. Mas o meu proceder não permaneceu tão oculto a ponto de não lançar dúvidas contra a minha honra e criar suspeitas em meu pai. Eu estava envolvida nessas vaidades há uns três meses quando me levaram a um mosteiro existente no lugar;¹ nele, criavam-se pessoas em condições semelhantes, embora não de costumes tão ruins quanto os meus; e isso de maneira tão discreta, que só eu e um parente o soubemos. Dessa maneira, esperaram uma ocasião adequada, que não parecesse estranha: foi o casamento da minha irmã, que me deixou só, sem mãe, o que não parecia próprio.

7. Era tão grande o amor de meu pai por mim, e tanta a minha dissimulação, que ele não acreditava que eu fosse tão má, razão por que não perdeu a confiança em mim. Como o período dessas minhas leviandades foi curto, embora alguma coisa tivesse sido percebida, nada se podia dizer com certeza; com o grande cuidado que eu tinha para que nada se soubesse, visto que temia tanto pela minha honra, eu não via que não podia ocultar algo de quem tudo vê. Ó Deus! Que mal faz ao mundo não se levar isso em conta e pensar que alguma coisa contra Vós possa ser secreta! Estou certa de que muitos males seriam evitados se soubéssemos que o importante não é nos ocultar dos homens, mas evitar descontentar a Vós.

8. Os primeiros oito dias foram dolorosos, e mais por eu temer que minha vaidade tivesse sido divulgada, do que por estar ali. Na época, eu já estava cansada e passara a temer muito a Deus quando o ofendia, procurando confessar-me tão logo pudesse. Isso me causava tanto desassossego que, depois de oito dias no mosteiro, talvez antes, eu estava muito mais feliz que na casa de meu pai. Todas estavam satisfeitas comigo, pois o Senhor me concedeu a graça de agradar a todos onde quer que eu estivesse, sendo assim muito querida. Naquele tempo, desgostavam-me a ideia de tornar-me monja; apesar disso, eu apreciava ver as boas religiosas daquela casa, muito honestas, fervorosas e recatadas. E, no entanto, isso não impedia o demônio de me tentar, nem as pessoas de fora de meu desassossego com recados. Como, porém, eu os desencorajasse, breve tudo teve fim. Minha alma reencontrou o bem de minha meninice. E vi o grande favor que Deus concede a quem põe em companhia dos bons. Creio que Ele buscava incessantemente a melhor maneira de me trazer a Si.Bendito sejais, Senhor, que tanto sofrestes por mim! Amém.

9. Havia algo que, não fossem tantas as minhas culpas, talvez pudesse me desculpar: minhas amizades podiam acabar bem, resultando em casamento. Meu confessor e outras pessoas que me aconselhavam diziam que muitas coisas que eu fazia não eram contrárias a Deus.

10. Em nosso dormitório de educandas dormia uma monja por meio da qual o Senhor quis, ao que parece, começar a iluminar-me; falarei disso agora.

Nota:
¹ “Fala do convento de Nossa Senhora da Graça, de monjas agostinianas, situado fora da cidade, que ainda existe, com fama de muita observância regular. Eram recebidas nele donzelas seculares, em geral nobres e recatadas. Sobre a vigilância de alguma monja, levavam uma vida virtuosa e de recolhimento, mas não equivalente, em cultura, à que agora existe nos colégios de religiosas” (Silverio).

Fonte: JESUS, Teresa de. Obras completas: Livro da vida, Capítulo II. São Paulo: Edições Loyola, 1995.
  
 

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

SANGRENTA REVOLUÇÃO PROMOVIDA PELO COMUNISMO - A VIRGEM SANTÍSSIMA AFIRMA QUE O BRASIL PASSARÁ POR UMA


A VIRGEM SANTÍSSIMA AFIRMA QUE O BRASIL PASSARÁ POR UMA SANGRENTA REVOLUÇÃO PROMOVIDA PELO COMUNISMO! 


“Minhas filhas, virão tempos calamitosos para o Brasil! Dizei a todo o povo que se aproximam três grandes castigos, se não fizer muita penitência e oração”.

* * *


Os 3 grandes castigos! 

Fez-se inexplicável silêncio sobre as aparições de Nossa Senhora no agreste pernambucano em 1936 e caíram no esquecimento. Mas a Ssma. Virgem anunciara que viriam tempos calamitosos e três grandes castigos para o Brasil.
No primeiro artigo, reproduzido abaixo, seu autor comenta essas previsões sobre o prisma da crise da Igreja e a ameaça comunista ao Brasil.
O segundo texto, do grande lutador Pe. Júlio Maria, apresenta uma pormenorizada narração dessas aparições de 1936 em que Nossa Senhora anunciou que o sangue inundará o Brasil. 


A VIRGEM SANTÍSSIMA AFIRMA QUE O BRASIL PASSARÁ POR UMA SANGRENTA REVOLUÇÃO PROMOVIDA PELO COMUNISMO!

    
Francisco Almeida Araújo


Local da Aparição em Cimbres - PE
Todos quantos me conhecem através de meus escritos, palestras, cursos e programas de Rádio e Televisão promovidos em todas as regiões do nosso querido Brasil, sabem da minha relutância em divulgar revelações particulares ainda não reconhecidas pelo Magistério da Igreja. No entanto, de todas as “revelações particulares” que tem sido divulgada em nosso país, a única que apresenta séria evidência de veracidade é a que transcrevo abaixo, de forma resumida, a partir do que foi dado a público pelo saudoso e combativo Pe. Júlio Maria, em seu livro “O Fim do Mundo está Próximo”, editado (2ª edição) em julho de 1939, pela Livraria Boa Imprensa – RJ.

Virgem Santíssima, Mãe de nosso Deus e redentor Jesus Cristo, apareceu no dia 6 de agosto de 1936, para duas meninas, Maria da Luz Maria da Conceição, num lugarejo denominado Sítio da Guarda, localizado no Distrito de Cimbres, pertencente à cidade de Pesqueira, no agreste pernambucano.


Naquele dia, enquanto trabalhavam na colheita de mamona, conversavam sobre o que se passava na região e é neste momento que Maria da Conceição, olhando para uma pequena montanha bem próxima do local onde estavam, disse para Maria da Luz: “Veja lá uma Senhora”. Era uma Senhora com um belo Menino segurado pelo braço esquerdo e que acenava para elas, chamando-as. Enquanto falavam entre si como chegariam até o local, a mãe de Maria da Luz chamou-as para almoçarem. Eram onze horas da manhã. As meninas disseram-lhe que queriam antes subir até a montanha, contando tudo o que viam para a mãe de Maria da Luz. O assunto chegou ao conhecimento do pai de Maria da Luz, o senhor Artur. Este interrogou as meninas e dando crédito às meninas, tomou uma foice para abrir uma trilha e foi com elas até o local. Logo seguiu a eles a mãe de Maria da Luz com demais filhos menores.

Maria da Luz e Maria da Conceição alegavam estarem vendo diante delas uma bela Senhora com um belíssimo Menino. Nada, no entanto viam os demais. O pai de Maria da Luz mandou então que perguntassem àquela Senhora o que desejava. Ao fazerem a pergunta, a Senhora respondeu: “Minhas filhas, virão tempos calamitosos para o Brasil! Dizei a todo o povo que se aproximam três grandes castigos, se não fizer muita penitência e oração”.

Logo a notícia se espalhou por toda a redondeza, chegando ao conhecimento do Pároco e do Bispo da Diocese.

Local da Aparição em Cimbres - PE

As advertências de Nossa Senhora eram reiteradas. Ela sempre pedia insistentemente que era preciso rezar e fazer penitência, caso contrário o Brasil receberia um severo castigo.

O bispo diocesano designou um sacerdote para investigar o caso, e este padre entregou às meninas seis perguntas que elas deveriam apresentar à Senhora. Mencionarei apenas a quarta e a sexta pergunta e as respostas dadas pela Senhora. 

  • Dizei quem sois e que quereis? – “ Sou a Mãe da Graça e venho avisar ao povo que se aproximam três grandes castigos”.
  • Que significa o sangue das vossas mãos? – “Representa o sangue que será derramado no Brasil”.

O mesmo sacerdote designado pelo bispo, por várias vezes, interrogou as meninas, em separado e por fim foi ao local com elas e fez cerca de noventa perguntas em alemão, língua que as meninas nada compreendiam, e a Senhora respondia, através das videntes, em português. Dentre estas perguntas, em alemão, o padre procurou saber por que Nossa Senhora estava aparecendo ali e esta respondeu: “Para avisar ao povo que três grandes castigos cairão sobre o Brasil”. Por mais duas vezes, em dias diferentes, a mesma pergunta foi feita e a mesma resposta foi dada. O sacerdote perguntou também, sempre em alemão, o seguinte:

  1. Que é necessário fazer para desviar os castigos? – “Penitência e oração”.
  2. Qual a invocação desta aparição? – “Das Graças”.
  3. Que significa o sangue que corre das vossas mãos? – “O sangue que inundará o Brasil”.
  4. Virá o comunismo a penetrar no Brasil? – “ Sim”.
  5. Em todo o País? – “Sim”.
  6. Os padres e os bispos sofrerão muito? – “Sim”.
  7. Será como na Espanha? – “Quase”.
  8. Quais as devoções que se devem praticar para afastar esses males?  - “ Ao Coração de Jesus e a mim”.
  9. Esta aparição é a repetição de La Salette? – “Sim”.

Aqui termino o resumo que fiz do texto do intrépido Pe. Júlio Maria e passo a comentar esta aparição de Nossa Senhora da Graças. Chamo a atenção para o seguinte:

1ª) São três castigos, sendo um deles uma sangrenta revolução promovida por homens ímpios para implantar no Brasil uma ditadura comunista

2ª) Será semelhante à revolução espanhola de 1936 e, 
3ª) É uma repetição da Aparição de Nossa Senhora em La Salette, França, aparição esta devidamente reconhecida pela Igreja.

Quem conhece as revelações de Nossa Senhora em Fátima, Portugal, em 1917, percebe que há uma grande semelhança entre esta, a de La Sallete e a que estamos comentando, aqui do Brasil.

Em Fátima, Nossa Senhora apareceu para alertar o mundo e a Igreja do perigo da ideologia comunista, e que esta se espalharia pelo mundo todo. Vale lembrar que a Igreja, por várias vezes, já condenou o Comunismo e o Socialismo, de sorte que um católico fiel não pode jamais apoiar qualquer forma de Socialismo, Marxismo, Comunismo. Nomes diferentes para o mesmo mal, o mesmo veneno.

Relembremo-nos das palavras da Virgem Santíssima, em Fátima: “Se atenderem a meus pedidos a Rússia se converterá e terão paz. Se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados...”.

A História revela-nos que Nossa Senhora não foi atendida, e o Comunismo, o Socialismo se espalhou como uma terrível peste pelo mundo todo.

Local da Aparição em Cimbres - PE

O Socialismo com suas sangrentas revoluções e sua ideologia é um dos três castigos mencionados pela Virgem Maria, em 6 de agosto de 1936 no Estado de Pernambuco.

Um outro castigo, o principal, o mais terrível, do qual os demais são mera consequência, mencionado em La Salette, Fátima e Brasil é a apostasia, a perda da Fé, com sua corrupção moral.

Já mencionamos as palavras de Nossa Senhora aqui no Brasil e em Fátima; mencionaremos agora o que ela disse em La Salette: “Os sacerdotes, ministros de Meu Filho, os próprios sacerdotes, por suas más vidas, por suas irreverências e impiedades ao celebrar os Santos Mistérios, por seu amor ao dinheiro, as honras e aos prazeres converteram-se em cloacas (esgotos) de impureza (...) Deus vai castigar o mundo de uma maneira sem precedentes”.

O cardeal Mario Luigi Ciappi [para o herético Congar, “espírito pobre e limitado, ultraprudente, ultracurial, ultrapapista”. Cf. aquidisse, em março de 2002: “No terceiro segredo (de Fátima) é predito, entre outras coisas, que a grande apostasia na Igreja começaria pela hierarquia.

Outras semelhanças entre as aparições mencionadas: “Para se evitar o castigo é preciso rezar o santo rosário, fazer penitência, ter devoção ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria.

Nos anos noventa estive em Cimbres, diocese de Pesqueira, Pernambuco, dirigindo uma peregrinação ao local das aparições, conforme fotos em meu poder. Com a vidente Maria da Luz, que se tornou religiosa do Instituto das Damas da Instrução Cristã, onde recebeu o nome religioso de Irmã Adélia, estive por três vezes. A última vez que a entrevistei foi em onze de dezembro de 2003, uma quinta- feira, à tarde, no Colégio das Damas, em Recife PE, onde reside. Nesta ocasião, mostrei a ela o número de julho de 2003 do Jornal Inconfidência e que trazia um artigo intitulado Profecia e Vigília, de autoria do General de Exército Sérgio Augusto de Avellar Coutinho [aqui e aqui -PDF A Revolução Gramscista no Ocidentesobre a aparição da Virgem Maria a ela – Irmã Adélia –, na época a menina Maria da Luz. Irmã Adélia se encontrava adoentada, fazendo uso de uma cadeira de rodas, mas perfeitamente lúcida, e tão logo terminei a leitura do artigo para ela, a mesma, com voz embargada pela emoção, me confirmou tudo e me disse que estava muito breve a se realizar o castigo da revolução comunista no Brasil e por três vezes repetiu para mim: “Diga ao povo que reze o rosário e que faça penitência”. Tirei fotos com ela nesta ocasião, pois julgava que fosse, quem sabe, a última vez que estaria falando com ela. A poucos dias telefonei para amigos em Recife e tive a alegria de saber que Irmã Adélia está viva.  [abaixo a foto da irmã Adélia].




Em seu artigo, o General Avellar Coutinho lembrava a triste e covarde Intentona comunista, em novembro de 1935, a Revolução Comunista na Espanha, a qual teve início em 17 de julho de 1936 e que poucos dias depois deste acontecimento, Nossa Senhora aparece no agreste pernambucano e ele “arrisca uma especulação” (são palavras dele), fazendo uso do número setenta tão significativos na simbologia das profecias bíblicas e faz uma “ilação arbitrária” (palavras dele) concluindo que 2006 poderia ser o ano do cumprimento da profecia dada em 1936. Eu também me atrevo a fazer uma pergunta. Por que Nossa Senhora apareceu no nordeste brasileiro, mais precisamente em Pernambuco? Que ligação tem com a revolução em marcha? Será que de lá do nordeste se iniciará esta revolução? Será que um dos líderes é um pernambucano? Só Deus sabe!

Penso, e tomara Deus eu esteja enganado, a semelhança entre a Revolução Comunista denunciada por Nossa Senhora no agreste pernambucano e a Revolução Comunista na Espanha em 1936 é, além da crueldade, a presença de comunistas de várias partes do mundo que lutarão contra os brasileiros patriotas [e eu penso no programa Mais Médicos, denunciado por trazer terroristas disfarçados de médicos, e penso nos haitianos desembarcando aos montes no Acre e descendo para São Paulo, e penso nos senegaleses que estão se espalhando no Sul. Na grande maioria homens jovens e... muçulmanos].

O fato a se lamentar é que estamos presenciando com toda clareza um processo revolucionário em marcha aqui no Brasil e em vários países da América Latina. Querem implantar aqui o que não conseguiram continuar no leste europeu [URSAL, União das Repúblicas Socialistas da América Latina ou Patria Grande, arquitetada pelo Foro de São Paulo, fundado pelos Castro de Cuba e Luís Inácio Lula da Silva]


O que fazer? Obedecer Nossa Senhora! Rezar o rosário em praças públicas, nas igrejas, nas escolas, nos locais de serviços, em casas, em todo lugar e fazer penitência.Não colaborar com o mal apoiando o Comunismo e o Socialismo.

Nossa Senhora já salvou o Brasil de dois ataques do comunismo (1935 e 1964). Em 1964 foram as mulheres brasileiras, com a reza do terço, que enfrentaram o Comunismo, e o Brasil venceu. Naquela época tínhamos o apoio da Igreja e das Forças Armadas. E agora? Onde estão os bispos, os padres, os militares, as mulheres católicas do nosso País? Quando a CNBB sairá a público para defender o rebanho da ação maléfica do Comunismo? [Aqui o autor mostra uma certa ingenuidade ou ignorância, pois a CNBB é de onde saiu todo esse mal e o Comunismo conseguiu avançar no Brasil].

Não nos devemos deixar ser enganados e para tanto termino narrando um fato assombroso: a infiltração do Comunismo na Igreja Católica e em outras religiões [Não existem outras religiões verdadeiras. Se o Comunismo está nelas não é por infiltração, mas, talvez, por inspiração! Cuidado, católicos! Fora da Igreja não há salvação! E o Pe. Julio Maria foi um grande denunciador do Protestantismo!!!]. Já dizia Lênin, fundador do Comunismo russo, nos anos 20, que infiltraria a Igreja Católica, particularmente o Vaticano.

Local da Aparição em Cimbres - PE

Recentemente, tivemos a confirmação com Douglas Hyde, ex-comunista revelando que nos anos 30 os chefes comunistas enviaram uma diretiva à escalada mundial sobre a infiltração na Igreja Católica [PDF Infiltrazione Comunista nella Chiesa]. No início dos anos 50 a Dra. Bella Dodd, advogada, funcionária de destaque do Partido Comunista Americano, deu informações pormenorizadas sobre esta infiltração. Ouçamos suas próprias palavras: “Nos anos 30 pusemos mil e cem homens no sacerdócio para destruir a Igreja a partir do seu interior”.Dez anos antes do Vaticano II ela declarou: “Nesse momento estão nos cargos mais altos da Igreja”. Afirmou ainda que aqueles infiltrados iriam provocar mudanças tão radicais que“não reconhecerão a Igreja Católica” [PDF Infiltrazione Comunista nella Chiesa]

Na primavera de 1962, na cidade de Metz, na França, o cardeal Eugène Tisserantencontrou-se, nada mais nada menos, com o Metropolita Nikodin, da “igreja ortodoxa russa”, um conhecido agente do KGB, e negociaram o que viria a ser conhecido como oPacto de Metz, ou, mais popularmente, o Acordo Vaticano – Moscou.  Este é um triste e irrefutável fato histórico. Dá-se a infiltração comunista na Igreja.

Que Nossa Senhora Aparecida – Rainha do Brasil nos salve do perigo socialista, comunista. Que o padre Cícero [Católicos, alerta! O Padre Cícero foi excomungado pela Igreja por questões morais e políticas!!! Atentos! Há um movimento para o levantamento da excomunhão e a canonização do padre, mas como vivemos tempos tenebrosos na Igreja e o processo de canonização está influenciado pelo CVII, ainda que isso venha a acontecer devemos guardar reservar, porque seria duvidoso. O Padre Cícero, se tem sido injustiçado, não levará a mal esperarmos por um Papa católico, com autoridade para ordenar todas as coisas em Cristo] e frei Damião, missionários nordestinos, que tanto combateram[combateu] o Comunismo, protejam e iluminem o sofrido e ordeiro povo nordestino [uê! Porque somente os nordestinos? E o resto do Brasil? Depois dizem que os sulistas promovem a segregação! Afinal... foi o nordeste quem deu a vitória esmagadora a Dilma na última eleição, fraudada ou não! Bom, graças a Deus Maria é Mãe de todos os católicos brasileiros!!!]

_________
* Francisco Almeida Araújo, ex- pastor batista, depois converteu-se ao Catolicismo e foi ordenado diácono permanente por D. José Pestana, então Bispo de Anápolis. Faleceu em 2012, após receber os sacramentos de Reconciliação, Eucaristia e Unção dos Enfermos. Fonte: Diácono Francisco de Almeida Araújo morre aos 72 anos. 






     

      _________

Aparições de  Maria Santíssima no norte do Brasil


Pe. Júlio Maria de Lombaerde



Pe. Júlio Maria de Lombaerde (1878 - 1944)
A primeira edição deste livro estava no prelo quando tive notícia de uma das aparições deMaria Santíssima no norte do Brasil.

A notícia foi-me transmitida por um sacerdote exemplar, incapaz de ilusão ou de fraude.

Preferi esperar e deixar para mais tarde a divulgação do fato, que a autoridade eclesiástica, sempre prudente e justamente desconfiada, conservava secreta, para evitar precipitações ou juízos mal fundados.

Eis que perto de dois anos depois, um amigo enviou-me uma revista alemã, de responsabilidade e de orientação segura:Konnesreuthes Jahrbuch - 1936, onde encontrei a narração resumida, mas completa, destas aparições.

É desta revista que traduzo o fato, sem mudar nem acrescentar uma vírgula.Achei as aparições revestidas de todos os requisitos de veracidade, cabendo à autoridade eclesiástica pronunciar-se a respeito, o que cedo ou tarde ela fará, seguindo como sempre segue, as normas do tempo e da prudência.

Sendo aparições e revelações privadas, estas têm apenas um valor humano, e merecem só uma fé humana; porém mesmo assim vale a pena citá-las e meditá-las, porque se a mesma credulidade é um mal, a incredulidade sistemática é um mal maior.

Haverá qualquer coisa de tão singular numa aparição da Mãe de Deus em terras brasileiras?

Não somos nós uma nação consagrada à Virgem Imaculada da Aparecida?

Não somos nós, também, um povo amoroso e dedicado ao culto de nossa Mãe Celeste?

Se Ela se dignou mostrar-se um dia em Lourdes, La Salette, Pontmain, Pellevoisin, na França; em Fátima (Portugal) e ultimamente em Bauraing eBaneaux, na Bélgica, porque ela não se mostraria também no Brasil, dando-nos deste modo, uma prova de seu amor maternal e da sua solicitude para com o povo brasileiro?

Cada um poderá acreditar ou não acreditar nos fatos aqui narrados. A Igreja nada determinou; há, pois, liberdade de aceitá-los ou de rejeitá-los; como há liberdade de silenciar os fatos ou de publicá-los.

É apoiado sobre esta liberdade, sem querer adiantar os julgamentos da autoridade eclesiástica, que aqui publico a tradução da Revista deKoenigsreuth [primeiro a chamou "Konnesreuthes Jahrbuch"]:



I. PRIMEIRA APARIÇÃO

Maria Santíssima apareceu ultimamente num lugarejo do norte, em agosto de 1936. Se omito o nome do lugar, é atendendo aos desejos das autoridades eclesiásticas.

Era a 6 de agosto de 1936.

Duas meninas foram mandadas ao campo a fim de colher mamona. Uma chama-se Maria da Luz, a outra Maria da Conceição. Esta é de família pobre e conta 16 anos de idade, filha de um empregado do pai de Maria da Luz.

Na ocasião das aparições, aquelas redondezas eram perturbadas por bandos de gatunos que roubavam e saqueavam a valer, causando grande inquietação nos habitantes.

Durante esta saída, Maria da Conceição, perguntou a sua companheira: "Que farias se os ladrões nos encontrassem agora?"

– Ficaria muito quieta, pois Nossa Senhora nos protegeria, respondeu Maria da Luz.

Casualmente aquela, olhando para uma montanha próxima, exclamou: "Veja lá uma Senhora". De fato lá se achava uma Senhora que as chamava por acenos, tendo nos braços um belo Menino.

Do lado em que as meninas estavam, era impossível a subida: as rochas e ramos emaranhados impediam a passagem; foi-lhes necessário tomar um desvio, passando perto de sua casa para poderem subir com mais facilidade. Como fossem onze horas da manhã, a mãe de Maria chamou-as para almoçarem. Elas não quiseram ir, contando o que tinham visto e queriam seguir o caminho até aquele lugar.

A mãe – boa senhora, vice-presidente do Apostolado da Oração – disse muito simplesmente: "É história, venham almoçar." Neste momento, chega o pai, Arthur Teixeira, para almoçar. As meninas sentadas de fronte à casa, falavam sobre aquela Senhora tendo a Criança nos braços, a qual lhes acenara. A janela estando aberta, a mãe de Maria da Luz ouviu a conversa e narrou-a ao pai desta.

O sr. Arthur pediu-lhes que contassem o que haviam visto; as meninas lhe disseram tudo, asseverando com tal segurança que ele quis acompanhá-las. Tomando de uma foice, começou a limpar o caminho, quando, quase sem saber como, as meninas já haviam alcançado o cume do monte.

De lá as meninas lhe gritavam, apontando em direção de uma pedra branca. Com dificuldade ele alcançou o alto, mas nada via do que lhe diziam.

Entretanto, a mãe não ficou tranquila em casa; trouxe consigo as crianças, em número de cinco ou seis. Destas últimas, ninguém conseguiu ver coisa alguma.

Apesar de as meninas sustentarem que viam diante de si uma Senhora com umMenino, o pai, para mais segurança, mandou que elas lhe perguntassem o que desejava.

Perguntaram e a visão respondeu: "Minhas filhas, virão tempos calamitosos para o Brasil! Dizei a todo o povo que se aproximam três grandes castigos, se não fizer muita penitência e oração."

Restava-lhe muito que dizer ainda, mas ficou para mais tarde. As notícias corriam de boca em boca e os homens se aglomeravam naquele lugar onde fora vista aquela Senhora com a Criancinha, esperando ver qualquer coisa, mas nada viam.



II. PRIMEIRAS AVERIGUAÇÕES



Entretanto, o vigário da Paróquia mandou chamar o pai de Maria da Luz, aconselhando-lhe que trouxesse a menina a fim de participar do retiro espiritual das Filhas de Maria, desde o dia 10 a 15 de agosto, preparando-se então para a primeira comunhão. Nesta ocasião o pai poderia estar com o sr. Bispo.

Mas não foi somente esta a singular aparição da Senhora. Na passagem diária das meninas naquele lugar, ela lhes aparecia.

As opiniões eram, como sói acontecer em tais casos, sempre divididas; uns acreditavam, outros zombavam.

As advertências de Nossa Senhora eram reiteiradas: pedia sempre e insistia que era preciso rezar; senão seu Filho castigaria severamente o País.

Certo dia, houve um garoto naquele lugar que atirou uma pedra em direção àAparição. As meninas disseram que a pedra atingiu a mão de Nossa Senhora e que jorrava muito sangue.

Como dizíamos, atendendo ao pedido do vigário, o pai levou a menina para P.[como vimos acima, se trata de Pesqueira], apresentando-a ao sr. Bispo, mas este mandou seu secretário ouvi-la, pois estava muito ocupado.

Após a audiência, o padre disse: "Vocês estão enganadas." Porém Maria da Luz sustentou a palavra. Terminou-se a conversa entregando o padre umas perguntas, das quais ela devia pedir resposta à Senhora e enviá-las em seguida, na primeira ocasião, por escrito.

A menina enviou a resposta pedida. Apesar de ela ser um tanto atrasada, não houve a menor inexatidão.

Eram as seguintes as perguntas formuladas:

1 – Quem pode mais que Deus?

2 – Quantas pessoas há em Deus?
3 – Quais são estas pessoas?
4 – Em nome de Deus dizei quem sois e que quereis?
5– Quereis falar com um padre?
6 – Que significa o sangue que jorra da vossa mão?

Após dois dias, o padre recebeu da menina as seguintes respostas:

1 – Ninguém.

2 – Três.

3 – Pai, Filho e Espírito Santo.
4 – Sou a Mãe da Graça e venho avisar ao povo que se aproximam três grandes castigos.
5 – Sim.

Então a menina perguntou com qual padre, enumerando diversos. A aparição respondeu: 
– Quero falar com o padre que lhe fez estas perguntas.
6 – Representa o sangue que será derramado no Brasil.

Estas respostas fizeram o padre refletir e decidir-se ir àquele lugar para examinar se encontraria provas ou se eram ilusões ou falsidades.



III. APARIÇÃO DE JESUS E MARIA



O lugar das aparições – "Guarda" – é localizado num alto, circundado de montanhas. Em baixo da montanha, num vale, está a casa dos pais de Maria da Luz, a 500 metros de distância. A subida é muito penosa.

"Só com muita dificuldade cheguei em cima, escreve o sacerdote.Foi-me necessário tirar os sapatos para poder subir. O calor era insuportável. Numa distância de 40 a 50 metros, divisei o lugar das aparições e as duas meninas com o pai, os quais já estavam em cima; elas me diziam que a Senhora olhava para mim de cima, enquanto eu subia.

– Que está fazendo a aparição? – perguntei.

– 'Está sorrindo', disseram elas.

Eu olhei primeiro, examinando o que havia por ali: tudo era pedra e entulho; na nossa frente estava um formidável abismo; no lugar das aparições notava-se um como número em forma de quatro (4); ao lado esquerdo outros números como um (1-1); no meio, uma linha branca, um pouco mais alta, que se podia alcançar só por meio de uma escada.

– 'Lá está a Aparição', diziam as meninas; mas eu nada via. Sob a pedra que se achava diante de mim, numa abertura, corria um pouco d'água.

Perguntei ao pai de Maria da Luz se aquela água sempre existiu ali. Ele me disse: 'não; mas como muitos não acreditassem nas aparições, as meninas pediram um sinal; desde então começou a brotar água'.

Fiquei em cima com Maria da Luz e pedi que Maria da Conceição, com o sr. Arthur, se retirassem um pouco abaixo, na montanha. Assim eles dois nos podiam ver, mas não ouvir. Então, eu disse à Maria da Luz: – 'Dize-me agora a verdade e não pregues mentiras, pois do contrário serás infeliz para toda a tua vida'.

Eu queria fazê-la confessar que nada via. Ela, porém, permaneceu inabalável. Quando eu perguntei o que a Aparição estava fazendo, disse-me ela, olhando em direção do lugar:

– 'Ela olha para cá e está sorrindo'.

– 'Agora dize-me: como está Ela?'

Maria da Luz olha e diz:

– 'Vejo uma bela Senhora, cujo vestido é creme, quase como vosso capote. O manto é azul celeste, pendendo do pescoço, onde está seguro por uma fivela, com pedras preciosas. Num braço está a Criança'.

– 'Em que braço? No direito ou no esquerdo?'

A menina não sabia distinguir o braço direito do esquerdo. Fez uma vira-volta com o corpo e mostrou-me o braço esquerdo.

– 'Ela, como o Menino, traz uma coroa de ouro na cabeça', disse-me a jovem.

– 'E a outra mão?' - perguntei.

Fez então uma nova vira-volta (apontando-me) mostrando-me o braço direito estendido para baixo.

– 'A Criancinha enlaça o pescoço da Mãe com o bracinho direito", disse ela, dando uma vira-volta e apontando o braço. A Senhora tem na cinta uma fita da mesma fazenda e da mesma cor que a do vestido. Vejo somente um dos pés.

– 'Qual deles?' - perguntei.

Ela mostrou o pé direito, fazendo outra vira-volta.

– 'Atrás da Senhora vê-se um bonito oratório com duas torres fechadas. O oratório, que tem a forma de uma casinha, tem pedras preciosas nas suas torres'."



IV. NOVAS INVESTIGAÇÕES


"Chamei então o pai com a outra menina, ao qual, tendo chegado, eu disse: 'o senhor tome Maria da Luz e vá ficar no mesmo lugar. Eu fico com Maria da Conceição'.

– 'Compreendeste alguma coisa do que eu disse a tua companheira?', perguntei à mocinha.

– 'Não senhor', disse ela.

Então eu lhe disse: 'Maria da Luz já me disse tudo e confessou a verdade: tudo o que vós arranjastes é mentira e invenção. Agora quero que me digas também a verdade: não é certo que nada vês?' A menina ficou como aterrorizada e olhando para o ponto das aparições, disse-me em tom choroso: 'Se Maria da Luz disse isto ou não, eu não sei; mas agora eu vejo a Senhora como antes'.

Procurei embaraçá-la por meio de muitas perguntas, a fim de averiguar se era imaginação. 'Eu que sou padre, nada vejo! Tu que nada és, dizes que vês Nossa Senhora?' Ela permaneceu sempre firme.

– 'Está bem – disse eu – dize-me o que vês agora'.

Ela narrou tudo minuciosamente e fielmente como a sua companheira.

Quando ela indigitava o lugar da aparição no ponto, eu dizia, para experimentá-la: 'Maria da Luz me disse que é noutro lugar, lá do outro lado'. Então, ela olhava para o lugar que eu dizia e respondia: 'Não, eu vejo Nossa Senhora naquele lugar branco. No lugar que Maria da Luz indicou ao senhor, eu nada vejo.'

Não encontrei sequer uma contradição no que as meninas me diziam.

Chamei então Maria da Luz – deixando o pai onde estava – e perguntei a ambas se viam a Senhora. Ambas responderam: 'Sim, vemos'

– 'Perguntem a Nossa Senhora se ela me vê', disse eu. Perguntaram, e Ela respondeu que sim.

– Perguntem a Nossa Senhora se eu posso formular algumas perguntas numa língua estrangeira.

– 'Sim', responderam, por Ela.

Fiz, então, umas oitenta ou noventa perguntas em alemão, que as meninas não compreendem, e recebi todas as respostas certas. Eu recebia as respostas por intermédio das meninas, em português, fielmente conforme eu perguntava em alemão, como: 'Wer bist du?' (quem sois vós?) – 'A Mãe do Céu'. 'Wie heisst das Kind auf deinem Arm?' (como se chama a criança em seu braço?) – 'Jesus'.

– 'Porque apareceis aqui?'

– 'Para avisar ao povo que três grandes castigos cairão sobre o Brasil'.

– 'Quais são os castigos?'.

Não respondeu, fazendo sinal com a mão para fazer entender, ou que não podia falar, ou que não queria.

– 'Podeis então dizê-lo mais tarde?'

– 'Sim'.

– 'Por que não dais um sinal visível, para que o mundo possa ver que sois a Mãe de Deus?'

– 'Já o dei'.

– 'Qual é o sinal?'

– 'A água que está correndo em baixo'.

– 'Para que serve esta água?'

– 'Para remédio'.

– 'Para todas as doenças?'

– 'Sim, mas para quem tem Fé'.

– 'Quem quiser pode tirar daquela água?'

– 'Não, só as duas meninas'.

– 'Porque não podem tirar quem quiser?'

– 'Para que todos creiam'."

Cortemos aqui as respostas, para destacar bem o que segue, pois é a parte essencial das revelações da Mãe de Deus.



V. AMEAÇAS E REMÉDIOS

O Sacerdote continua o mesmo interrogatório, penetrando cada vez mais no âmago das questões palpitantes que a Virgem Santa quer revelar.

– Qual é o fim da Vossa aparição aqui?

– Avisar que três grandes castigos virão sobre o Brasil.

– Quais castigos?

De novo ela fez sinais, fazendo entender que não podia ou não queria falar.

– Que é necessário fazer para desviar os castigos?

– Penitência e oração.

– Qual a invocação desta aparição?

– Das Graças.

– Que significa o sangue que corre das vossas mãos?

– O sangue que inundará o Brasil.

– Virá o comunismo a penetrar no Brasil?

– Sim.

– Em todo o País?

– Sim.

– Também no interior?

– Não.

– Os padres e os bispos sofrerão muito?

– Sim.

– Será como na Espanha?

– Quase.

– Quais são as devoções que se devem praticar para afastar estes males?

– Ao Coração de Jesus e a mim.

– Não basta só uma?

– Não.

– Quereis que se pregue sobre este assunto?

– Sim.

– Permiti-lo-ão as autoridades eclesiásticas?

Fez um gesto como se não quisesse dizê-lo.

– Darão licença mais tarde?

– Sim.

– Quereis que se construa uma igreja aqui?

– Não.

– Quereis mais tarde?

Fez os mesmos gestos.

– Esta aparição é a repetição de La Salette?

– Sim.

– Haverá uma romaria aqui?

– Sim.

– Por que apareceis neste lugar, cuja subida é tão difícil?

– Para o povo romeiro poder fazer penitência.

– Quanto tempo faz que estais aqui?

Fez um gesto com o dedo, com se quisesse dizer: 'há muito tempo'.

– Se sois a Mãe de Deus, então dai-nos Vossa benção.

Instantaneamente as duas videntes exclamam: 'Olha lá!!! Está nos abençoando'... e fizeram o sinal da cruz.

– Se sois a Mãe de Deus e a criança é o Menino Jesus, manda que Ele nos dê a benção.

Neste momento, as duas pobres camponesas, admiradas e transportadas de júbilo, exclamaram: 'Ele já sabe dar a benção também!'. Fizeram mais uma vez o sinal da cruz.

Uma das meninas exclamou ainda: 'Agora vimos a outra mãozinha do menino. Até agora ela estava enlaçada ao pescoço da Mamãe. Ele estende para o senhor os dois bracinhos.'

Fiz ainda muitas perguntas, obtendo respostas certas.

Descendo eu, disse às duas meninas: 'Agora vejam se a Senhora ainda está lá'. Responderam ambas: 'Sim, Ela está em frente de sua casinha, abençoando-nos'.

– Para que tanta benção? disse eu, como se estivesse amolado e em tom grave.

As meninas ficaram trêmulas e atemorizadas.

– Pergunta a Ela, para que tanta benção!

– Para que sejais felizes, disse Ela.

Perguntei de novo, em alemão: 'Somente as duas ou eu também?'.

Responderam elas: 'Para o senhor também'.

Tudo o que vi impressionou-me muito, excedendo as minhas expectativas. Umas das perguntas versou sobre os acontecimentos de Koenigsreuth [refere-se a Konnersreuth, cidade alemã ondenasceu e viveu Teresa Neumann (1898 - 1962), que, segundo dizem, apresentava os estigmas e durante 34 anos não se teria alimentado de nenhum alimento sólido nem líquido, mas unicamente do "Pão vivo que desceu do céu"(Jo 6,41), Cristo Eucarístico. Cf. aqui, página 7], perguntando se aqueles fatos eram de Deus ou do demônio.

– 'É de Deus', disse a Aparição.



VI. PROVIDÊNCIAS E OPOSIÇÕES

As providências do Bispo foram as seguintes: que as meninas fossem examinadas pelo médico. Procedeu-se ao exame e averiguou-se que ambas eramcompletamente sãs.

A aparição repetia-se. Mas as contradições surgiam à medida que se falava nas aparições.

A água corria constantemente, em pouca quantidade, e como que saindo da pedra.

Começaram as curas extraordinárias; foi pena que os médicos não fossem avisados para examiná-las. Em todo o caso, o povo dá veracidade aos fatos e neles crê.

Opinam que tenha havido profanação da fonte, embora não se saiba ao certo; e Nossa Senhora pediu que se fizesse um muro ou uma cerca, pois só as almas contritas e piedosas podiam assim aproximar-se a fim de fazerem orações e penitências.

Fez-se a cerca, visto as pessoas se aglomerarem sempre mais em romaria. Veio a polícia e derrubou a cerca. Imediatamente secou a água até então corrente.

O sacerdote mandou de novo construi-la e fechou as portas; logo depois a água brotou.

Após oito dias, veio a polícia novamente, destruiu a cerca e, como na outra vez, desapareceu a água.

Falou-se que houvera sido o Bispo quem mandou a polícia.

Este negou-o, dizendo que não sabia de nada.

Aparição repetidas vezes veio e as meninas afirmaram que a Senhora lhes dissera: "Tenham paciência; as coisas que vêm de Deus são mesmo assim".

Mandou então o padre que as meninas perguntassem a Nossa Senhora quem havia mandado os soldados, e a resposta foi esta: 'Quem mandou foi um padre!'.

Quinze dias depois, uma carta das meninas chegou, dando-me o nome do culpado.

Entretanto, a água não corria mais naquele lugar, mas um pouquinho acima. As meninas afirmaram que tinham pedido a Nossa Senhora para fazer a água sair novamente; então começou a correr.

Nossa Senhora recomendou que não se dissesse isto a qualquer pessoa, para que só os bons recebessem da água.

Maria da Luz entrou num colégio, a pedido de Maria Santíssima, para mais tarde, após ter adquirido um pouco de instrução, entrar no convento. A Aparição pediu que as despesas necessárias fossem feitas pelo Padre, autor daquelas perguntas.

Maria da Conceição está ainda com seus pais, em casa: parece-me que ela nunca mais viu a Aparição.

Outro fato sobre Maria da Luz: em todas as festas de Nossa Senhora, ela A viu na montanha de Guarda.

Certo dia, perguntando algo a Nossa Senhora, recebeu esta resposta: "Nunca mais me manifestarei aqui em Guarda, e os três castigos não virão já, porque o povo está melhor; mas é necessário ainda rezar muito e fazer penitência".

Recomendou de novo a devoção ao Coração de Jesus e a Ela.



VII. CONCLUSÃO

Tal é a narração publicada na Revista Koenigsreuth [primeiro a chamou "Konnesreuthes Jahrbuch"]. As relações escritas que me foram transmitidas, sendo recolhidas dos lábios do próprio sacerdote que formulou as perguntas, são mais extensas, porém a narração acima é o resultado fiel do conjunto, e outros pormenores nada de essencial ajuntam ao fato.

_________

* Padre Júlio Maria de Lombaerde. "O Fim do Mundo está próximo! Prophecias antigas e recentes". Livraria Boa Imprensa, Rio de Janeiro, 2ª edição, 1939, cap. VI, pp. 71 e ss.  Nihil obstat dado pelo Cônego José de Lima em 10 de julho de 1936, e Carta de Aprovação do Bispo de Caratinga, de 31 de julho de 1936.

– Os destaques em negrito são do Editor deste site [do original].
 
Links, [comentáriose grifos, nossos.