quinta-feira, 21 de março de 2019

Catecismo Ilustrado - Parte 50 - 9º Mandamento de Deus: Não desejar a mulher do próximo



Catecismo Ilustrado - Parte 50

Os Mandamentos

9º Mandamento de Deus: Não desejar a mulher do próximo

1. Deus neste mandamento proíbe todo o desejo que contamina a pureza da alma.

2. Comprazer-se num pensamento contra a pureza é também pecado, e chamado pecado de complacência.

3. Há obrigação de confessar-se dos pecados de pensamento com todos os casos e com todas as circunstâncias que são necessárias.

4. Aquele que é atormentado por maus pensamentos deve rezar para pedir o divino auxílio e estar vigilante para não cair em tentação.

5. Este mandamento prescreve que conservemos o coração puro de toda a mácula, e que nos exercitemos na mortificação dos sentidos para reprimir a concupiscência.

6. A concupiscência é um certo impulso do ânimo pelo qual o homem é levado a desejar coisas deleitosas.

7. A concupiscência é pecado quando nos leva a desejar coisas proibidas pela lei de Deus, ou a deleitar-nos em tais coisas, ou consentir nelas e não as rejeitar.

8. Há mau desejo quando queremos praticar o mal, se fosse possível. Há mau pensamento quando imaginamos o mal sem intenção de o praticar.

O mau desejo é um pecado, ainda que se não execute, porque não temos o direito de desejar o que não é permitido fazer. O mau pensamento é pecado, quando consentido, ainda que não haja o desejo de executá-lo.

Explicação da gravura

9. A gravura representa, ajoelhada diante de Nosso Senhor, uma mulher que, levada por um mau desejo, cometera um adultério. O Evangelho narra assim o fato: “Jesus foi para o monte das Oliveiras. Ao romper da manhã, voltou para o templo e todo o povo foi ter com Ele, e Ele, sentado, os ensinava. Então os escribas e os fariseus trouxeram-Lhe uma mulher apanhada em adultério; puseram-na no meio, e disseram-Lhe: “Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante delito de adultério. Ora Moisés, na Lei, mandou-nos apedrejar tais mulheres. E Tu que dizes?” Diziam isto para Lhe armarem uma cilada, a fim de O poderem acusar. Porém, Jesus, inclinando-Se, pôs-Se a escrever com dedo na terra. Continuando, porém, eles a interrogá-Lo, levantou-Se e disse-lhes: “Aquele de vós que estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire uma pedra”. Depois, tornando a inclinar-Se, escrevia na terra. Mas eles, ouvindo isto, foram se retirando, um após outro, começando pelos mais velhos; e ficou só Jesus com a mulher diante Dele. Então, levantando-se, disse-lhe: “Mulher, onde estão os que te acusavam? Ninguém te condenou?”. Ela respondeu: “Ninguém, Senhor”. Então Jesus disse: “Nem Eu te condeno, vai e doravante não peques mais”.” (João VIII, 1-7)

10. Em baixo à esquerda, vê-se o rei David e o profeta Nathan que o censura pelo adultério cometido com Betsabé. À esquerda está representado a parábola de que se serviu Nathan para fazer a David a enormidade do seu crime: “Havia numa cidade (do teu reino) dois homens, um rico e outro pobre. O rico tinha nove ovelhas e bois em grande número. O pobre, porém, não tinha coisa alguma, senão uma ovelhinha, que comprara e criara, e que tinha crescido em sua casa juntamente com seus filhos. Tendo chegado um hóspede a casa do rico, não querendo este tocar nas suas ovelhas para dar um banquete ao hóspede, que lhe tinha chegado, roubou a ovelha do pobre. David, sumamente indignado contra tal homem, disse a Nathan: “Viva o Senhor, um homem que tal fez é digno de morte”. Então Nathan disse a David: “Tu és esse homem. Eis o que diz o Senhor Deus de Israel: “Eu te ungi rei sobre Israel, e te livrei da mão de Saul, dei-te a casa do teu senhor, com todos os seus bens. Porque desprezaste, pois, a palavra do Senhor, até cometeres o mal diante de meus olhos? Fizeste perecer à espada Úrias Heteu, e tomaste para tua mulher a que era sua mulher, e mataste-o com a espada dos filhos de Amon. Por esta razão não se apartará jamais a espada da tua casa, porque me desprezaste, tomando a mulher de Úrias Heteu, para ser tua mulher”. Em castigo do teu crime o Senhor se vingará na tua própria família. Eis pois o que diz o Senhor: “Eu suscitarei da tua mesma casa o mal sobre ti... Tu procedeste ocultamente, mas eu farei estas coisas à vista de toda Israel, à luz do sol”.” David disse a Nathan: “Pequei contra o Senhor”.” (II Samuel XII, 1-4)

segunda-feira, 18 de março de 2019

COM QUE IDADE DEVE A CRIANÇA FAZER A PRIMEIRA COMUNHÃO? RESPONDE-NOS SÃO PIO X





CONGREGAÇÃO DOS SACRAMENTOS

Decreto “Quam singulari”

  1. As paginas do Santo Evangelho manifestam às claras o singular amor que Jesus Cristo teve aos meninos, durante os dias da sua vida mortal. Eram suas delícias estar no meio deles; costumava impor-lhes as mãos, abraçava-os e abençoava-os. Levou a mal que os seus discípulos os apartassem dele, repreendendo-os com aquelas graves palavras:deixai que os meninos venham a mim, e não os proibais, pois deles é o Reino de Deus (Mc 10, 13. 14. 16). E quanto estimava a sua inocência e a candura de suas almas, bem o manifestou quando, chamando a um menino, disse a seus discípulos: Na verdade vos digo, se não vos fizerdes como meninos, não entrareis no reino dos céus. Todo aquele que se humilhar como este menino, este é o maior no reino dos céus: E aquele que receber um menino tal como estes em meu nome, a Mim é que recebe (Mt 18, 3. 4. 5).

      A disciplina da Igreja primitiva 

  1. Tendo presente tudo isto, a Igreja Católica, logo desde seus princípios, curou de aproximar os pequeninos de Cristo, valendo-se da Comunhão Eucarística, que costumava administrar-lhes sendo ainda meninos de peito. Isto, como aparece prescrito em quase todos os Rituais antigos até o século XII, fazia-se no ato do Batismo, costume que em alguns sítios perseverou até tempos posteriores, e que ainda subsiste entre os gregos e os orientais. E para arredar o perigo de que os meninos de peito vomitassem o Pão consagrado, logo de princípio se generalizou o costume de administrar-lhes a Sagrada Eucaristia debaixo da espécie de vinho.
  2. E não só no ato do Batismo, mas também depois, e repetidas vezes, os meninos eram alimentados com esse divino manjar, poisfoi costume de algumas igrejas dar a Comunhão aos meninos imediatamente depois de comungar o clero; e noutras partes, depois da Comunhão dos adultos, os meninos recebiam os fragmentos que sobravam.
  3. Este costume desapareceu mais tarde na Igreja latina, e os meninos não eram admitidos à sagrada Mesa enquanto o uso da razão não estivesse de algum modo desperto neles e pudessem ter alguma idéia do Augusto Sacramento. Esta nova disciplina, já aceita nalguns Sínodos particulares, foi confirmada com a sanção solene do IV Concilio ecumênico de Latrão no ano de 1215, no célebre cânon XXI, no qual aos fiéis, depois de atingirem a idade da razão, se prescreve a Confissão sacramental e a Sagrada Comunhão: “Todo e qualquer fiel de um e outro sexo, apenas chegar aos anos da discrição, confesse fielmente todos os seus pecados ao próprio sacerdote, ao menos uma vez no ano, e faça por cumprir a penitência imposta, recebendo com reverência ao menos na Páscoa o Sacramento da Eucaristia, a não ser que, por conselho do próprio sacerdote e por algum motivo razoável, haja de se abster desta Comunhão por algum tempo”.
  4. O Concilio de Trento (sessão XXI,de Communione, c. 4), sem de modo algum reprovar a antiga disciplina, que era administrar a Eucaristia às crianças antes da idade de razão, confirmou o decreto de Latrão, e anatematizou os partidários da opinião contrária: “Se alguém negar que os cristãos dos dois sexos, todos e cada um, chegados à idade de discrição, são obrigados a comungar a cada ano pelo menos na Páscoa, consoante o preceito da nossa Santa Madre Igreja, seja anátema” (Sess. XIII, De Eucharistia, c. d, cân. 9).
  5. Portanto, por força do decreto de Latrão mais acima citado e sempre em vigor, os fiéis, desde que tenham atingido a idade da discrição, são obrigados a aproximar-se, ao menos uma vez por ano, dos Sacramentos da Penitência e da Eucaristia.

Gravíssimos abusos

  1. Mas, na determinação desta idade da razão ou da discrição, introduziram-se com o decorrer do tempo numerosos e deploráveis abusos. Uns julgavam que podiam determinar-se duas idades distintas, uma para o Sacramento da Penitência, outro para receber a Eucaristia. Para a Penitência, segundo eles, idade da discrição devia significar aquela em que se pode distinguir o bem do mal, e portanto, pecar; mas para a Eucaristia exigiam uma idade mais adiantada, em que os meninos pudessem apresentar um conhecimento mais completo da Religião e uma disposição de espírito mais amadurecida e ponderada. E assim, consoante a variedade dos usos e das opiniões, a idade da Primeira Comunhão foi fixada aqui aos 10 ou 12 anos, acolá aos 14 ou mais ainda, proibindo-se às crianças e aos adolescentes de menos idade a Comunhão.
  2. Este costume que, sob o pretexto de acautelar o respeito devido ao Augusto Sacramento, afasta dele os fiéis, foi causa de males sem conta. Sucedia, de fato, que a inocência da criança, arrancada às carícias de Jesus Cristo, não se alimentava de nenhuma seiva interior; e – desastrada conseqüência! – a juventude, privada de socorro eficaz e cercada de laços, perdia a sua candura e resvalava no vício, antes de ter saboreado os Santos Mistérios. E ainda que se preparasse a Primeira Comunhão por uma formação mais séria e uma Confissão mais cuidada, o que aliás se não faz em toda parte, sempre é muito para deplorar a perda da inocência batismal, o que talvez se pudesse ter evitado, recebendo a Santa Eucaristia em idade mais tenra.
  3. Nem merece menor censura o costume existente em muitos lugares de não confessarem os meninos não admitidos à Sagrada Mesa, ou de não os absolver, com o que é muito fácil que permaneçam longo tempo em estado de pecado, com gravíssimo perigo para sua salvação.
  4. E o mais grave ainda é que em alguns lugares, aos meninos não admitidos à primeira Comunhão, nem mesmo em perigo de morte se lhes permite receber o Santo Viático e, se falecem, enterrados como crianças, não são ajudados pelos sufrágios da Igreja.
  5. Tais danos ocasionam os que se preocupam mais do que é justo em que à Primeira Comunhão antecedam preparações extraordinárias, não atentando que essas excessivas precauções são restos de erros dos jansenistas, que sustentavam que a Santíssima Eucaristia era prêmio, não medicina da fragilidade humana.
  6. Muito ao contrário pensara o Concilio de Trento, que ensina que ele é “o antídoto por meio do qual somos livres das culpas cotidianas e preservados dos pecados mortais” (Sess. XIII,de Eucharistia), doutrina que ainda há pouco foi instantaneamente inculcada pela Sagrada Congregação do Concilio no decreto publicado a 26 de dezembro de 1905, no qual a todos se recomenda a Comunhão cotidiana, quer sejam pessoas duma idade mais adiantada, quer de tenros anos, contanto que satisfaçam as duas condições: estado de graça e intenção reta da vontade.
  7. Nem se vê, na verdade, o motivo justo por que, distribuindo-se antigamente às crianças, ainda mesmo de peito, os restos das sagradas espécies, afora se exija uma preparação extraordinária das crianças que ainda se encontram na condição felicíssima da primeira candura e inocência e que muito carecem daquele alimento místico, em razão de tantas ciladas e perigos que as assediam nesta idade. Estes abusos vêm de não terem indicado bem qual seja a idade de discrição aqueles que marcam uma idade para a Penitencia, outra para a Comunhão. O Concilio de Latrão determina a mesma idade para ambos os sacramentos, identificando a obrigação de receber um e outro. Por conseguinte, assim como para a Confissão a idade da discrição é aquela que se pode distinguir o honesto do que o não é, o que se dá quando se adquire algum uso da razão, assim para Comunhão é aquela em que o pão eucarístico se pode distinguir do pão ordinário, o que se dá igualmente logo que se tem algum uso de razão.
  8. Assim se entenderam os principais intérpretes do Concilio de Latrão, bem como os que viveram naquela época. E da história da Igreja consta que muitos Sínodos e decretos episcopais, já desde o século XII, pouco depois do Concilio de Latrão, admitiam à Primeira Comunhão os meninos de sete anos. Temos disso uma testemunho da máxima autoridade nas palavras do Doutor de Aquino: “Quando os meninos começam a teralgum uso da razão, de maneira a poderem sentir devoção a este sacramento (a Eucaristia), então pode administrar-se-lhes o mesmo sacramento” (Sum. Theol. 3 par. Q. 80, a. 9, ad 3). Este texto é comentado por Ledesma nos seguintes termos: “Afirmo consoante o parecer unânime dos autores que a todos os que tiverem uso da razão, por muito cedo que o adquiram, se deve administrar a Eucaristia, embora o menino mal saiba o que faz” (In Tom. 3 p, q. 80, a. 9, Sub. 6). Vasquez explica assim a mesma passagem: “Apenas o menino atingir o uso da razão, está logo obrigado, por direito divino, de forma que nem a Igreja o pode de modo algum dispensar” (In 3 P. S. Thom. disp. 214, c. 4, nº 63). Tal é também a posição de S. Antonino, que escreveu: “Quando (o menino) for capaz de malícia, isto é, quando puder pecar mortalmente, está obrigado ao preceito da Confissão e por conseguinte ao da Comunhão” (P. III, tit. 14, c. 2, § 5). Para a mesma conclusão nos leva o Concilio Tridentino. Ao lembrar-nos na Sess. XXI, c. 4, que “os meninos antes do uso da razão nenhuma necessidade e nenhuma obrigação tem de comungar”, dá como única razão a de que não podem pecar, “visto que (diz o Concilio) nessa idade não podem perder a graça de filhos de Deus que receberam”. Donde se vê claramente que a idéia do Concilio é que os meninos só necessitam da Comunhão e estão a ela obrigados, quando pelo pecado podem perder a graça. E com estas palavras concordam as do Concilio Romano celebrado no Pontificado de Bento XIII, e que ensina que a obrigação de receber a Eucaristia começa “desde que os meninos e meninas chegarem à idade da discrição, isto é, à idade em que estão aptos para diferençar do pão comum e profano o alimento sacramental, que não é outro senão o verdadeiro Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo, e para se aproximarem da Mesa Eucarística com a devida piedade e devoção” (Istruzione per quei che debbono la prima volta ammetersi alla S. Communione. Append. XXX, p. 11). O Catecismo Romano, exprime-se por este teor: ”Em que idade se hão de dar aos meninos os sagrados mistérios, ninguém melhor o pode determinar do que o pai e o sacerdote, a quem eles confessam os seus pecados. A estes pertencem averiguar e saber dos meninos, se já adquiriram algum conhecimento deste admirável Sacramento e se tem gosto em o receber” (P. II, De Sacr. Euchar., nº 63).

          Conclusão forçosa e necessária

  1. De tudo isso se deduz que a idade de discrição para comungar é aquela em que o menino sabe distinguir o pão Eucarístico do pão comum e corporal para poder devotamente aproximar-se do altar. Portanto não se exige um conhecimento completo das verdades da Fé, pois basta só conhecer alguns elementos, isto é,teralguns conhecimentos, nem se requer o uso perfeito e cabal da razão, pois basta um princípio, isto é, algum uso da razão. Conseguintemente, protelar para mais tarde a Comunhão, e determinar idade mais adiantada para a receber, é costume que de todo se deve reprovar, e a Sé Apostólica muitas vezes o condenou. E assim Pio IX, de feliz recordação, em carta do Cardeal Antonelli aos Bispos da França, datada de 12 de março de 1866, reprovou severamente a praxe introduzida em várias dioceses de diferir a Primeira Comunhão para idade prefixa mais adiantada. Da mesma sorte a Sagrada Congregação do Concilio, a 15 de março de 1851, corrigiu um capítulo do Concilio Provincial de Ruão, que proibia dar a Comunhão aos meninos antes dos doze anos. E também assim procedeu esta Sagrada Congregação da Disciplina dos Sacramentos na causa de Estrasburgo em 25 de março de 1910, na qual, perguntando-se se podiam ou não admitir-se à Sagrada Comunhão os meninos de doze e catorze anos, respondeu: “Os meninos e meninas, logo que chegarem aos anos da discrição, ou uso da razão, devem ser admitidos a sagrada Mesa”.

Normas a seguir

16.O que tudo visto e seriamente ponderado, esta Sagrada Congregação da disciplina dos Sacramentos, reunida em assembleia geral em 15 de julho de 1910, para acabar de todo com os mencionados abusos, e para que os meninos desde a mais tenra idade se abracem com Jesus Cristo e vivam da sua vida n’Ele encontrem preservação contra os perigos da corrupção, julgou oportuno estabelecer a seguinte  norma para ser seguida em toda parte acerca da Primeira Comunhão:
I. A idade da discrição para a Comunhão é aquela em que o menino começa a raciocinar, isto é, pelos sete anos mais ou menos. Então começa a obrigação de satisfazer a ambos os preceitos da Confissão e Comunhão.
II. Para a primeira Confissão e primeira Comunhão não é necessário um pleno e perfeito conhecimento da Doutrina cristã. O menino irá depois gradualmente aprendendo todo o Catecismo segundo a sua inteligência.
III. O conhecimento da religião que se requer no menino para a primeira Comunhão é que, segundo o seu desenvolvimento, perceba os mistérios da fé necessários por necessidade de meios (necessitate medii) e distinga o pão eucarístico do pão comum e corpóreo, de sorte que se aproxime da Eucaristia com a devoção própria da sua idade.
IV. A obrigação do preceito da Confissão e Comunhão que onera o menino recai principalmente sobre aqueles que o tem ao seu cuidado, isto é, os pais, o confessor, os mestres e o pároco. Aos pais, porém, ou aos que fazem as suas vezes, e ao confessor, é que pertence admitir um menino à primeira Comunhão.
V. Uma vez ou mais no ano, cuidem os párocos de fazer alguma Comunhão geral de meninos, chamando a ela não só as crianças que comungam de novo, mas também aquelas que já comungaram pela primeira vez por consentimento dos pais e do confessor, como dissemos. Para umas e outras haja alguns dias de instrução e preparação.
VI. Os que têm a seu cuidado as crianças devem fazer com que depois da primeira Comunhão se cheguem muitas vezes à sagrada Mesa, e, se possível for, todos os dias, conforme o desejo de Jesus Cristo e da Igreja, e que o façam com a devoção própria da sua idade. Lembrem-se aqueles, a quem pertence, do gravíssimo dever que tem de providenciar para que as catequeses públicas assistam os meninos, ou ao menos provejam de algum modo à sua formação religiosa.
VII.O costume de não admitir à Confissão, e não absolver os meninos que chegarem ao uso da razão, é absolutamente reprovado. Por isso os Ordinários dos lugares cuidem de o extirpar, empregando até os remédios do Direito.
VIII.É inteiramente detestável o abuso de não administrar o Viático e a Extrema-Unção aos meninos que chegaram ao uso da razão, e de sepultá-los à maneira das crianças. Os Ordinários dos lugares castiguem severamente aqueles que disso se não emendarem.

Conclusão

  1. O Nosso Santíssimo Senhor e Papa Pio X, em audiência de 7 do corrente mês, aprovou todas as sobreditas resoluções dos Emos. Cardeais desta Sagrada Congregação, e ordenou que se publicasse e promulgasse o presente Decreto. A todos e a cada um dos Ordinários mandou que dessem conhecimento do mesmo decreto não só aos párocos e clero, mas também ao povo, a quem Sua Santidade quer que seja lido em língua vernácula todos os anos, pelo tempo da desobriga. Os mesmos Ordinários no fim de cada período de cinco anos juntamente com o relatório dos outros negócios da diocese, deverão dar conta da observância do presente Decreto.
Não obstam quaisquer disposições em contrário.
Dado em Roma no palácio da mesma Sagrada Congregação a 8 de agosto de 1910.
†  O. Cardeal D. Ferrata, Prefeito
I. Giustini, Secretário

sexta-feira, 15 de março de 2019

Foi em um sonho que São João Bosco aprendeu o poder do Rosário






Uma cobra sinistra não é páreo para uma sequência de Ave-Marias

São João Bosco era um sacerdote cuja intensa vida espiritual foi marcada por visões ou “sonhos”, como ele os chamava. D. Bosco escreveu sobre um deles em uma carta para seus alunos.
O sonho ocorreu na véspera da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria e, nele, um estranho se aproximou e lhe pediu que olhasse para algo no chão.



Ele me levou para um prado ao lado do parquinho e apontou para uma cobra imensa e feia, com mais de vinte pés de comprimento, enrolada na grama. Assustado, eu queria fugir, mas o estranho me segurou. ‘Aproxime-se e dê uma boa olhada’, disse ele.
‘O quê?’. Eu engasguei. ‘Você não percebe que o monstro pode saltar sobre mim e me engolir em pouco tempo?’
‘Não tenha medo! Nada vai acontecer. Apenas venha comigo.’”
O estranho, então, pegou uma corda e pediu a São João Bosco para bater com ela na cobra. 
“Nós esticamos a corda e, em seguida, batemos nas costas da serpente. O monstro imediatamente se levantou e se debateu contra a corda, mas, ao fazê-lo, enrolou-se como em um laço.
A cobra começou a lutar e morreu rapidamente. Então o estranho pegou a corda e a colocou em uma caixa. O que aconteceu em seguida foi surpreendente (…).
Depois de alguns instantes, ele abriu a caixa. Olhamos para dentro e ficamos surpresos ao ver  que a corda tinha formado as palavras ‘Ave-Maria’.
‘Como isso aconteceu?’, perguntei.
‘A serpente’, respondeu o homem, ‘é um símbolo do diabo, enquanto a corda representa a Ave-Maria ou, melhor, o Rosário, uma sucessão de Ave-Marias com a qual podemos atacar, conquistar e destruir todos os demônios do inferno'”. 
São João Bosco levou a lição a sério e escreveu aos seus alunos: “Vamos, devotadamente, rezar uma Ave-Maria sempre que somos tentados, e, com certeza, vamos vencer.”
A experiência confirma o que muitos exorcistas disseram sobre o poder da Virgem Maria sobre o diabo. Satanás é fortemente humilhado pela pureza e simplicidade da Mãe Santíssima e corre o mais rápido que pode sempre que ouve o nome dela. 
É um lembrete poderoso, que nos incita a rezar o Rosário devotamente quando nos sentirmos ameaçados pelo maligno.

sexta-feira, 8 de março de 2019

Filho, desci do céu para tua salvação




COMO, A EXEMPLO DE CRISTO, SE HÃO DE SOFRER COM IGUALDADE DE ÂNIMO AS MISÉRIAS TEMPORAIS



Jesus: Filho, desci do céu para tua salvação; tomei tuas misérias, não levado pela necessidade, mas pelo amor, para ensinar-te a paciência e a suportar com resignação as misérias temporais. Porque, desde a hora do meu nascimento até à morte na cruz, nunca estive um instante sem sofrer. Padeci grande penúria dos bens terrestres: ouvi muitas vezes grandes queixas de mim; sofri com brandura injúrias e opróbrios; recebi, pelos benefícios, ingratidões, pelos milagres, blasfêmias, pela doutrina, repreensões.
A alma: Senhor, já que fostes tão paciente em vossa vida, cumprindo nisso principalmente a vontade de vosso Pai, justo é que eu, mísero pecador, me sofra a mim com paciência, conforme quereis, e suporte por minha salvação o fardo desta vida corruptível. Porque, se bem que a vida presente seja pesada, torna-se, contudo, com a vossa graça, muito meritória e, com vosso exemplo e o de vossos santos, mais tolerável e leve para os fracos. É também muito mais consolada do que outrora, na lei antiga, quando a porta do céu estava fechada, e bem poucos tratavam de buscar o reino dos céus. Nem os justos sequer e predestinados podiam entrar no reino celeste antes da vossa paixão e resgate da vossa sagrada morte.
Oh! Quantas graças vos devo render, por vos terdes dignado mostrar a mim e a todos os fiéis o caminho direito e seguro para vosso reino eterno! Porque vossa vida é o nosso caminho e pela santa paciência caminhamos para vós, que sois nossa coroa. Sem vosso exemplo e ensino, quem cuidaria de vos seguir? Ah! Quantos ficariam atrás, bem longe, se não vissem vossos luminosos exemplos! E se ainda andamos tíbios, com tantos prodígios e ensinamentos, que seria se não tivéssemos tantas luzes para vos seguir?
Imitação de Cristo – Tomás de Kempis

quinta-feira, 7 de março de 2019

Os caminhos para encontrar a paz interior, segundo São Romualdo







O monge deixou uma regra que pode nos inspirar no desafio de abrirmos nossas almas diante de Deus

O italiano São Romualdo viveu no século X e é um dos grandes representantes do ascetismo da vida eremítica. 
Depois de levar uma vida de pecado, Romualdo tornou-se monge, mas não estava satisfeito com os rigores da comunidade onde vivia. Então, ele entrou para um mosteiro beneditino. Depois viajou pela Itália, reformando mosteiros e ermidas. Finalmente se estabeleceu e fundou a Ordem Camaldulense, marcada pelo silêncio, pelo trabalho e pela penitência.
Romualdo deixou uma Regra que é simples, mas profunda. Ela pode nos ajudar em nossa vida de oração e nos levar à paz interior. Confira: 
  1. Sente-se na sua cela [quarto ou casa] como se estivesse no paraíso;
  2. descarte toda lembrança do mundo atrás de você;
  3. vigie seus pensamentos como um bom pescador fisga o peixe;
  4. nos Salmos há um caminho – não o abandone (…). Ore um pouco aqui e um pouco ali, estudando cada um com toda a sua mente e espírito, e quando sua mente vagar durante a leitura – não desista, corra para concentrar-se;
  5. coloque-se na presença de Deus com medo e temor, como se estivesse diante do imperador.
  6. esvazie-se completamente e sente-se esperando, contente-se com a graça de Deus, como a garota que nada sabe e não come nada além do que sua mãe lhe traz.

AJUDE NA CONSTRUÇÃO DA CAPELA SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS PARA A MISSA ROMANA TRADICIONAL






AJUDE NA CONSTRUÇÃO DA CAPELA SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS PARA A MISSA ROMANA TRADICIONAL

A capela está sendo construída no interior de Minas Gerais, na cidade de Passos, e ficará sob a guarda da Fraternidade Sacerdotal São Pio X.
Passos é uma cidade pequena e os fiéis que assistem à Missa são na maioria jovens, iniciando a vida, que necessitam de nossa generosidade para continuar a construção da Capela, que será a primeira da Fraternidade no estado de Minas Gerais.
Para ajudar pode doar por meio de depósito na conta:
Associação Religiosa e Cultural São Pio X
Caixa Econômica Federal
Agência 1374
Conta Poupança (op. 013): 402134-6
CNPJ 09.385.198/0001-43
Telefone para contato: (35) 9 9904-5596
e-mail: capelasagradocj.fsspx@gmail.com


FONTE:
https://www.facebook.com/miguel.mariano.5817?fref=gs&__tn__=%2CdC-R-R&eid=ARCvkIadD8O-imqQvoePTG75iX5vxbgDL-Bdyx6Ww-3swKHjMu0IHndaIrn6uouxQ1JGlQ-P905vmThD&hc_ref=ARQLqkkeePFawxwAVWBiJC9xLLmM9XCi9D8pVh3jEMprX9m7lc7wGaTAq2ZN2zRZxDE&dti=223671207649280&hc_location=group