sábado, 28 de outubro de 2017

Necessidade da oração mental


Desolatione desolata est omnis terra; quia nullus est qui rerogitet corde – “Toda a terra está inteiramente desolada, porque não há nenhum que considere no seu coração” (Jer 12, 11)
Sumário. Afeiçoemo-nos à oração mental e nunca a deixemos de fazer. É ela necessária, para que tenhamos luz na viagem que estamos fazendo para a eternidade e também para que conheçamos os nossos defeitos e os emendemos. Assim como sem a oração mental, não faremos bem a vocal, à qual estão ligadas as graças, assim igualmente nos faltará a força para vencer as tentações e praticar as virtudes. Infeliz, portanto, da alma que não faz oração mental; ela não precisa de demônios para lançá-la no inferno, visto que de si mesma nele se precipita.


I. A oração mental é, em primeiro lugar, necessária, para que tenhamos luz na viagem que estamos fazendo para a eternidade. As verdades eternas são coisas espirituais, que não são vistas pelos olhos do corpo, senão somente pela consideração do espírito. Quem não faz oração, não as vê, e assim andará com dificuldade no caminho da salvação. — Além disso, quem não faz oração, não conhece os seus defeitos, e assim, como diz São Bernardo, não os aborrece. Tampouco vê os perigos em que se acha a sua salvação e não pensa em evitá-los. Mas quem faz oração logo descobre os seus defeitos e os perigos de perder-se; e vendo-os, pensará em aplicar-lhes o remédio. Por isso o mesmo São Bernardo afirma que “a meditação regula os afetos, endireita as ações e corrige os defeitos”.

Em segundo lugar, sem a oração não haverá força para vencer as tentações e praticar as virtudes. Dizia Santa Teresa que quem omite a oração, não precisa de demônios para levá-lo ao inferno, visto que de si mesmo nele se precipita.
— A razão disso é que sem a oração mental não haverá oração vocal. Deus quer dispensar-nos as suas graças; porém, diz São Gregório que para no-las dispensar quer ser rogado e como que coagido pelas nossas petições: Vult Deus rogari, vult cogi, vult quadam importunitate vinci. Sem a oração faltará a força para resistir aos inimigos e tampouco se obterá a perseverança no bem. Escreve monsenhor Palafox:
“Como é que o Senhor nos dará a perseverança, se nós não lha pedirmos? E como lha pediremos sem a oração mental?”
Ao contrário, quem faz oração, é como que uma árvore que está plantada junto às correntes das águas, que sempre cresce e está sempre virosa. Erit tamquam lignum secus decursus aquarum (1).
II. A oração mental é a feliz fornalha na qual as almas se abrasam no amor divino; é qual laço de ouro que prende a alma a Deus. Dizia a sagrada Esposa:
Introduxit me rex in cellam vinariam (2) — “O rei me introduziu na sua adega”
Esta adega é a oração, na qual a alma se embriaga de tal modo pelo amor divino, que perde quase inteiramente o gosto das coisas da terra. Não vê mais senão o que agrada a seu amado, não fala senão no amado, nem quer ouvir falar senão nele e toda outra conversação a aborrece e aflige.
Na oração, a alma recolhe-se para tratar a sós com Deus e assim se eleva acima de si mesma. Sedebit solitarius et tacetib, quia levavit super se (3). Diz o profeta Sedebit: assentar-se-á, isto é: a alma em seu repouso, contemplando na oração quanto Deus é amável e quão grande é o amor que lhe tem, começará a saborear as coisas de Deus; o espírito se lhe encherá de santos pensamentos; ela se desprenderá dos afetos terrestres, conceberá grande desejo de se fazer santa e finalmente resolverá dar-se toda a Deus. Onde é que os santos formaram as resoluções generosas, que os sublimaram a um alto grau de perfeição, a não ser na meditação? Por isso São Luiz de Gonzaga dizia que nunca chegará a alto grau de perfeição quem não chega a fazer muita oração mental.
— Afeiçoemo-nos, pois, à meditação e não a omitamos, seja qual for o aborrecimento que nela achemos. Deus remunerará abundantemente o aborrecimento sofrido pelo seu amor.
Ó meu Deus, perdoai-me a minha preguiça. Que tesouros de graças perdi por ter deixado tantas vezes a oração! Para o futuro dai-me força a fim de que seja fiel a conversar sempre convosco nesta terra, visto que espero conversar eternamente convosco no céu. Não aspiro aos regalos das vossas consolações; não as mereço. Basta-me que me permitais ficar a vossos pés para Vos recomendar a minha pobre alma, que tão pobre se acha por se ter afastado de Vós. Ó meu Jesus crucificado, na oração só a lembrança de vossa Paixão me desprenderá da terra e me unirá convosco.
— Santíssima Virgem Maria, assisti-me na minha meditação.
Referências:

(1) Sl 1, 3
(2) Ct 2, 4
(3) Lm 3, 28

(LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo I: Desde o Primeiro Domingo do Advento até a Semana Santa Inclusive. Friburgo: Herder & Cia, 1921, p. 229-232)


Fonte:

2 comentários:

  1. Eu peço perdão, pela minha Ignorança mas eu gostaria de saber um pouco mas sobre a Oração mental.?

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  2. Det är Herrens söndag
    TITTA TILLBAKA! Han var alltid där!

    Så många gånger vi klagar säger att vi är ensamma eller som inte har något eller någon. det verkligen?
    Var det inte vår brist på ödmjukhet som begravde oss under vitismo? Hur många gånger knä bucklig tacka vad Kristus har för dig och alla oss?

    Inte i bön framställningar. Inte förtvivlan. Men tack! Det finns fortfarande tid ... Knäböj nu med BENTO familj. Tack och ber om förbön Benedictus. Hjälp Kristus bära sitt kors och senare, på sin tid, han kommer att stödja dig med ditt väl.

    Holy Cross är mitt ljus!
    VAR INTE DEN DRAGON Min guide
    TA DIG SATAN!
    Mig aldrig ACONSELHES SAKER Vas
    Det EVIL vad du erbjuder mig
    BEBE TU ÄVEN ditt gift!

    Vördade St. Benedict, be för oss!

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