terça-feira, 3 de julho de 2018

Catecismo Ilustrado - Parte 42 - 5º Mandamento de Deus: Não matar



Catecismo Ilustrado - Parte 42

Os Mandamentos

5º Mandamento de Deus (continuação): Não matar

1. O quinto mandamento não proíbe somente dar a morte ao próximo, mas também espancá-lo, feri-lo, e de uma maneira geral fazer-lhe mal de qualquer modo que seja, tanto ao corpo à alma.

2. Quando causamos dano ao próximo com a morte ou com pancadas, ficamos obrigados a pagar todos os danos e prejuízos feitos a essa pessoa, ou aos seus filhos e pessoas prejudicadas.

3. Podemos também fazer mal ao próximo na alma, dando-lhe motivo de cometer algum pecado, pelo escândalo ou mau exemplo, a que podemos chamar homicídio espiritual.

4. O escândalo é uma palavra, uma ação ou omissão, má em si ou na aparência, que pode dar ocasião de ruína espiritual ao próximo.

5. O escândalo pode dar-se de duas maneiras: diretamente, quando alguém tem intenção de induzir outrem ao pecado; indiretamente, quando, sem intenção de induzir outrem ao pecado, se fazem ou dizem coisas tais que podem incitar ao mal.

6. Os escandalosos chamam-se inimigos de Deus e cooperadores do demônio.

7. O que deu escândalo está obrigado a reparar o dano causado pelo escândalo, ao menos dando bom exemplo. Quando tivermos dado mau exemplo devemos, em consciência, persuadir o contrário, e dizer que fizemos muito mal.

8 Eis aqui como Nosso Senhor condena o escândalo no Evangelho; João disse-lhe: “Mestre, vimos um que em teu nome expulsava demônios, o qual não nos segue; e nós lho proibimos, porque não nos segue. Jesus, porém, disse: “Não lho proibais; porque ninguém há que faça milagre em meu nome e possa logo falar mal de mim. Porque quem não é contra nós, é por nós. Porquanto, qualquer que vos der a beber um copo de água em meu nome, porque sois discípulos de Cristo, em verdade vos digo que não perderá o seu galardão. E qualquer que escandalizar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que lhe pusessem ao pescoço uma mó de atafona, e que fosse lançado no mar. E, se a tua mão te escandalizar, corta-a; melhor é para ti entrares na vida aleijado do que, tendo duas mãos, ires para o inferno, para o fogo que nunca se apaga, Onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga. E, se o teu pé te escandalizar, corta-o; melhor é para ti entrares coxo na vida do que, tendo dois pés, seres lançado no inferno, no fogo que nunca se apaga, onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga. Se o teu olho te escandalizar, lança-o fora; melhor é para ti entrares no reino de Deus com um só olho do que, tendo dois olhos, seres lançado no fogo do inferno”. (Marcos IX, 37-46)
E noutra passagem: “E ajuntaram-se a ele os fariseus, e alguns dos escribas que tinham vindo de Jerusalém. E, vendo que alguns dos seus discípulos comiam pão com as mãos impuras, isto é, por lavar, os repreendiam. Porque os fariseus, e todos os judeus, conservando a tradição dos antigos, não comem sem lavar as mãos muitas vezes; e, quando voltam do mercado, se não se lavarem, não comem. E muitas outras coisas há que receberam para observar, como lavar os copos, e os jarros, e os vasos de metal e as camas. Depois perguntaram-lhe os fariseus e os escribas: “Por que não andam os teus discípulos conforme a tradição dos antigos, mas comem o pão com as mãos por lavar?” E ele, respondendo, disse-lhes: “Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: “Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim; em vão, porém, me honram,Ensinando doutrinas que são mandamentos de homens. Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens; como o lavar dos jarros e dos copos; e fazeis muitas outras coisas semelhantes a estas. E dizia-lhes: Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a tradição dos homens”.” (Marcos VII, 1-9)

Explicação da gravura

9. A gravura representa Jesus Cristo com os seus discípulos; mostra-lhes uma criança que chamar para junto de si, apontando-lhe ao mesmo tempo um homem a quem lançam ao mar com uma mó de moinho amarrada ao pescoço.


Índice das sessenta e oito gravuras

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