segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Os 22 apelos da Mensagem de Fátima, segundo Irmã Lúcia (Parte 1)

O primeiro apelo, que Deus nos dirige por meio de seu enviado (o Anjo de Portugal), é um apelo à Fé: “Meu Deus, eu creio”









A escolhida da Santíssima Virgem reuniu nesta sua obra os vinte e dois apelos da Mensagem que muito resumidamente passamos a publicar a partir do presente artigo. Com isso, desejamos chamar a atenção do leitor não somente para a urgência da Mensagem do Céu, dirigida à desorientada humanidade dos nossos tempos, mas, também, para as reflexões da humilde carmelita que heroicamente viveu em plenitude a Mensagem, legando-nos sublimes apontamentos nesse seu precioso livro.

Primeiro apelo da Mensagem

“Meu Deus, eu creio.”
O primeiro apelo, que Deus nos dirige por meio de seu enviado (o Anjo de Portugal), é um apelo à Fé: “Meu Deus, eu creio”. É pela Fé que acreditamos na existência de Deus, no Seu poder, na Sua sabedoria, na Sua misericórdia, na Sua obra redentora, no Seu perdão e no Seu amor de Pai.
É pela Fé que acreditamos na Igreja de Deus, fundada por Jesus Cristo, e na Doutrina que ela nos transmite e por meio da qual seremos salvos.
É a luz da Fé que guia os nossos passos, conduzindo-nos pela via estreita que leva ao Céu.
É pela fé que vemos Cristo nos nossos irmãos, que os amamos, servimos e ajudamos, quando precisam do nosso auxílio.
É ainda pela fé que nos vem a certeza da Presença de Deus em nós; de que estamos sempre sob o olhar de Deus…

Segundo apelo da Mensagem:

“Adoro”
A Mensagem aqui chama-nos atenção para o primeiro mandamento da lei de Deus: “Eu sou o Senhor teu Deus (…), Não terás outro deus diante de Mim”. (Ex 20,2-5). E diz, noutra passagem: “Prestareis culto unicamente ao Senhor, vosso Deus, e Ele abençoará o vosso pão e a vossa água; afastará a enfermidade do meio de vós”. (Ex 23,25).
Adorar a Deus é, pois, um dever e um preceito que o Senhor nos impôs por amor, para nos dar ocasião de sermos por Ele beneficiados.
O modo como devemos adorar a Deus aparece-nos descrito por S. João, no diálogo com a Samaritana: “Acredita-me, mulher, vai chegar a hora, e já chegou, que os verdadeiros adoradores hão-de adorar o Pai em espírito e verdade, pois são esses adoradores que o Pai deseja. Deus é espírito, e os seus adoradores em espírito e verdade é que O devem adorar”. (Jo 4,19-24)

Terceiro apelo da Mensagem

“Espero”
Toda a nossa esperança deve estar posta no Senhor, porque Ele é o único Deus verdadeiro, que padeceu e morreu pela nossa salvação.
É preciso, pois, que o nosso espírito esteja livre do demasiado apego às coisas da terra, às vaidades que arrastam ao caminho da leviandade, do exagero das modas que dão mau exemplo e escandalizam o próximo, incentivando-o ao pecado.
Como filhos abandonados em Seus braços, certos da Sua infinita misericórdia, sabemos que a nossa confiança não será desiludida.

Quarto apelo da Mensagem

“Amo-Vos”
Por certo que, dentre todas as criaturas, nenhuma como Nossa Senhora foi tão amada por Deus, mas todos nós estivemos igualmente, desde toda a eternidade, presentes na mente de Deus, no seu desígnio criador; e Ele criou tudo o mais por amor de cada um de nós, porque, desde todo o sempre, nos teve presente e nos amou.
Mas este amor tem de ser respondido no respeito pela pureza, pela castidade, segundo o próprio estado, pela fidelidade a Deus e ao próximo, cumprindo as promessas, os juramentos e os votos que nos obrigamos. Atentar contra qualquer um desses pontos leva consigo a infidelidade e a quebra no amor que devemos a Deus e ao próximo.
“Como o Pai me amou, também Eu vos amei; permanecei no Meu amor…” “O Meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei”. (Jo 15,9-12).

Quinto apelo da Mensagem

“Peço-Vos perdão”
Imediatamente a seguir ao apelo da caridade, a Mensagem pede-nos o perdão: leva-nos a pedir a Deus o perdão para os nossos irmãos e para nós também; para os que não têm fé e para os que acreditam; para os que não adoram e para os que se inclinam diante de Deus; para os que não esperam e para os que confiam; para os que não amam e para os que praticam a caridade.
Pedimos perdão para os que não creem, para os que não adoram, para os que não esperam e para os que não amam; e tantas vezes nós fazemos parte deste número!
O nosso perdão tem de ser generoso, completo e sacrificado – isto, no sentido de nos vencermos a nós próprios. Será preciso fazer calar em nós mesmos o grito de revolta, acalmar nervos exaltados, manter firmes na mão as rédeas do próprio gênio e abater a fervura do amor próprio ofendido – que, com razão ou talvez sem ela, se sente magoado e irritado.
Esta é a doutrina do nosso Divino Mestre: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também a o vosso Pai celeste vos perdoará a vós. Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai vos não perdoará as vossas”. (Mt 6,14-15).
Ao ver Cristo, Madalena acreditou n’Ele e amou-O. Foi esta fé e este amor que a fizeram detestar o pecado, chorar e desprezar as vaidades do mundo, e mudar de vida. E o Senhor, de tudo isso, Se agradou, concluindo: “Muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou. Salvou-te a tua fé: vai em paz”.
Um dia, S. Pedro perguntou a Jesus quantas vezes tinha que perdoar ao seu irmão: “Até sete vezes?” O Senhor respondeu: “Não te digo sete vezes, mas setenta vezes sete”. (Mt 18,21-22). Isto significa que devemos perdoar sempre.
Trechos resumidos do livro Apelos da Mensagem de Fátima, de Irmã Lùcia. Carmelo de Coimbra.

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